As apostas de 7 corretoras sobre os rumos da bolsa neste mês

De maneira geral, as corretoras estão mais otimistas com o mercado para o mês de maio

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SÃO PAULO – O mercado acionário brasileiro segue volátil e a bolsa ainda é vista com desconfiança por muitos investidores. Nos primeiros 4 meses do ano, o Ibovespa (principal índice da bolsa paulista) recuou 8,2% enquanto as bolsas dos EUA e dos principais países europeus terminaram no azul.

De maneira geral, as corretoras estão mais otimistas com o mercado para o mês de maio, mas ainda existe um tom de cautela. Confira abaixo trechos de relatórios de 7 corretoras sobre as expectativas para os rumos da bolsa neste mês.

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Concórdia
Em maio, estamos adotando uma postura mais otimista em relação ao desempenho do índice da bolsa brasileira. Entendemos que o cenário externo continuará trazendo um misto de alegrias e decepções aos agentes, com dados de melhora contrastando com uma realidade ainda difícil para as principais nações do globo. Contudo, a possibilidade de que o pior já tenha passado para algumas empresas de peso da nossa bolsa e que agora, depois de 4 meses consecutivos de queda, existe espaço para um esboço de recuperação, nos fazem aumentar nossas apostas em alguns ativos mais ligados ao Ibovespa.

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Também estamos mantendo uma aposta mais elevada em companhias atreladas ao mercado interno, das quais esperamos melhor desempenho, tanto nas operações quanto em bolsa. Para isto, reduziremos nossa exposição aos papéis mais voltados a distribuição de dividendos, que num refluxo da bolsa podem não acompanhar o movimento com a mesma intensidade.

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Planner
“Para o mês de maio continuamos com uma posição mais conservadora em relação ao mercado acreditando que, a despeito dos sinais de recuperação da economia norte-americana as bolsas no país estão bem precificadas, o que poderá resultar em realizações de lucros. Soma-se a isto a atenção aos indicadores de desempenho da economia brasileira e ao encerramento da safra de resultados do 1T13 até a metade do mês que segue trazendo algumas surpresas negativas de empresas com peso no índice.”

Gradual
“Entendemos que os fundamentos brasileiros melhoraram levemente em abril com a economia recuperando paulatinamente o ritmo. Adicionalmente, a inflação vai começar a recuar em maio, os juros da Selic devem subir menos que o esperado e os juros de longo prazo começaram a ceder. Além disso, os balanços das empresas brasileiras com destaque para Petrobras e Vale estão vindo acima do esperado e mostrando que as perspectivas são mais positivas para o restante do ano. Dentro desse cenário acreditamos que a probabilidade do Ibovespa subir em maio aumentou. Soma-se a isso, o sensível descasamento entre a bolsa brasileira e a bolsa dos Estados Unidos. Enquanto a nossa vem de quatro meses consecutivos de queda e acumula desvalorização de 8,27% no ano, o S&P500 acumula seis altas mensais consecutivas (desde novembro/12) e acumula valorização de 12,02%”

 Socopa
“Esperamos relativa melhora da bolsa brasileira em maio, à medida que a percepção de risco em relação à econômica do país vai se dissipando, principalmente no que diz respeito às intervenções governamentais e inflação”

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Indusval
“Continuamos mantendo a máxima cautela para o mercado. No mês de abril, a Bovespa atingiu a mínima de 52.391 pontos e no último dia do mês, a máxima de 55.910 pontos. Assim, para o mês de maio, nós acreditamos que a bolsa não deverá oscilar muito acima desse patamar máximo. As notícias no mercado internacional continuam estáveis, sem grandes impactos para a bolsa brasileira. Acreditamos que os indicadores econômicos internos continuarão impondo forte volatilidade, principalmente no tocante à inflação e à próxima reunião do Copom no dia 28 e 29 de maio. Em abril, a taxa Selic subiu de 7,25% para 7,50%, mas para maio existem estimativas de alta 0,50%”

BB Investimentos
“No Brasil, além do prosseguimento das divulgações de balanços de empresas do 1T13, os investidores tenderão a ficar mais sensíveis a quaisquer indicadores abaixo da expectativa. Vale ressaltar que as bolsas nos EUA e na Europa parecem estar ‘esticadas’, com qualquer adversidade devendo contaminar o mercado bursátil brasileiro”

Inva Capital
“A bolsa de valores experimentou mais um mês de muita volatilidade com o Ibovespa recuando 0,78%. Entretanto, as perspectivas não são tão ruins, algumas das bluechips recuaram muito nos últimos meses (por exemplo,Vale e OGX recuam, respectivamente, 7,69% e 58,60% desde outubro do ano passado), e devido ao fato de que espera- se que o crescimento da economia brasilieira seja ascendente em 2013 e 2014 acreditamos que haja um espaço para valorização.

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O único ponto negativo nessa história é o fato dos investidores estrangeiros estarem demonstrando que não querem mais investidor no Brasil como vimos no passado. Apesar deles terem trazido mais de R$ 8,3 bilhões para a bolsa brasileira nesse ano (até 26/04) estão vendidos em quase 160 mil contratos futuros do Ibovespa, o que representa um valor de aproximadamente R$ 8 bilhões”.


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip