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Após mínima do ano, com tarifas de Trump, dólar futuro pode ensaiar retomada de alta

Pressão vendedora continua dominante, mas recuperação técnica pode alterar cenário de curto prazo

Rodrigo Paz

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O dólar futuro vem operando em trajetória de baixa em 2025, refletindo tanto o alívio no cenário externo quanto a redução da percepção de risco no ambiente doméstico. Com menor pressão inflacionária nos Estados Unidos e um ambiente de juros mais benigno no Brasil, o contrato acumula até o momento uma desvalorização de 12,99% no ano, tendo registrado na última semana sua mínima anual em 5.437,5 pontos.

Apesar da tendência predominante de queda, a sessão mais recente trouxe um sinal de inflexão, com um forte repique de alta que pode abrir espaço para um movimento de recuperação no curto prazo, em razão das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos exportados pelo Brasil em 50%.

No entanto, o cenário segue indefinido e requer atenção redobrada: o rompimento de resistências pode reforçar o fôlego comprador, enquanto a perda dos suportes recentes tende a reativar a pressão vendedora.

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Para entender até onde o preço do dólar futuro pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica do Dólar futuro

No gráfico diário, observo que o dólar futuro manteve sua trajetória descendente ao longo de 2025, renovando mínimas sucessivas desde que marcou topo na faixa dos 6.605 pontos, no fim de 2024. No entanto, a sessão mais recente trouxe uma mudança relevante no comportamento: o ativo subiu 2,28%, fechando aos 5.608,5 pontos, rompendo as médias móveis com um candle expressivamente comprador.

Esse movimento abre espaço para uma possível sequência de alta no curto prazo, desde que o dólar consiga superar, de forma consistente, a região de 5.638/5.714 pontos. Caso essa resistência seja vencida, os próximos alvos técnicos se projetam nas faixas de 5.874/5.952 pontos, podendo avançar até os 6.109 pontos e posteriormente para os 6.245/6.400 pontos, retomando o caminho de recuperação iniciado na última sessão.

Por outro lado, caso o ativo perca novamente a região das médias móveis e rompa o suporte imediato em 5.539/5.496 pontos, a força compradora poderá se dissipar rapidamente. Nesse cenário, os suportes seguintes a serem monitorados estarão em 5.437,5/5.369 pontos, com alvos estendidos para 5.310/5.243 pontos — patamares que poderiam reacender o movimento de baixa e colocar pressão vendedora novamente em cena.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a leitura de médio prazo segue inclinada para a continuidade do movimento de baixa. Desde o topo anual nos 6.605 pontos, o dólar futuro vem perdendo força e registrou sua mínima do ano na última semana em 5.437,5 pontos — nível que agora se configura como suporte crucial. A perda desta faixa tende a acelerar o fluxo vendedor, com projeções de queda para 5.310/5.200 pontos e alvos mais amplos em 5.095/5.009 pontos, com possível extensão até os 5.000 pontos.

Apesar da predominância da pressão vendedora, chamo a atenção para o recente movimento de reação, que poderá ganhar tração caso o ativo consiga superar a região das médias móveis e a resistência situada entre 5.635/5.795 pontos. Se isso ocorrer, há espaço técnico para uma retomada mais robusta rumo às faixas de 5.937/6.245 pontos, com potencial de retorno à máxima anual nos 6.605 pontos.

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Enquanto o suporte em 5.437,5 pontos for respeitado, há chance de consolidação ou repique. No entanto, a perda desse nível pode sinalizar retomada da tendência principal de baixa, com continuidade da desvalorização ao longo do segundo semestre de 2025.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências do Ibovespa

Suportes:

  1. 5.437,5 pontos – Mínima do ano e suporte relevante. Perda dessa faixa pode acelerar o movimento de baixa.
  2. 5.369 pontos – Suporte técnico intermediário; pode servir de ponto de parada temporária no curto prazo.
  3. 5.310 pontos – Região importante, já testada anteriormente; alvo técnico em caso de renovação de mínimas.
  4. 5.243 pontos – Projeção de suporte mais estendido dentro do atual canal de baixa.
  5. 5.200 pontos – Suporte psicológico; pode servir como base para repique.
  6. 5.095 pontos – Suporte de médio prazo no gráfico semanal; região que pode atrair compradores mais posicionados.
  7. 5.009 pontos / 5.000 pontos – Alvo projetado de mais longo prazo caso o dólar siga renovando mínimas no semestre.

Resistências:

  1. 5.608,5 pontos – Fechamento da última sessão; já marca ponto de atenção após forte candle de alta.
  2. 5.635 a 5.714 pontos – Faixa de resistência das médias móveis; primeira barreira importante para continuidade do repique.
  3. 5.795 pontos – Resistência intermediária no gráfico diário.
  4. 5.874 a 5.952 pontos – Região onde o ativo pode desacelerar em caso de avanço mais forte.
  5. 6.109 pontos – Resistência técnica relevante, próximo de topos anteriores recentes.
  6. 6.245 a 6.400 pontos – Zona de congestão anterior; possível alvo de recuperação mais estendida.
  7. 6.605 pontos – Resistência de longo prazo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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