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SÃO PAULO – A Spanair, segunda maior companhia aérea da Espanha, entrou com pedido de proteção contra falência em um tribunal de Barcelona para se proteger dos credores. Essa decisão ocorreu após a suspensão repentina das operações na noite de sexta-feira (27), quando mais de 22 mil passageiros não conseguiram fazer viagens pela empresa.
A companhia, que apresenta dívidas de € 300 milhões, também está buscando autorização para demitir a força de trabalho, confirmou nesta segunda-feira um porta-voz da empresa. O principal acionista da companhia aérea é um grupo de investidores do país liderado pelo governo catalão, possuindo 85,6% de participação na Spanair. Já a companhia sueca SAS, antes proprietária da empresa, apresente 10,9% das ações. Desde que o governo da Catalunha assumiu o comando da empresa, em 2009, ele já gastou € 150 milhões.
Os planos para cancelamento de todos os voos e entrar de forma voluntária com pedido de concordata foram realizados na semana passada. Esse pedido ocorreu pouco depois da Qatar Airways deixar as negociações para assumir a companhia, após um longo período de conversas entre as partes.
De acordo com fonte ouvida pela Dow Jones, o gasto com a folha salarial e com combustíveis foram desafiadores para a companhia, em meio a um período em que o governo catalão teve uma forte queda no orçamento, num cenário de retração econômica da Espanha.