Após balanço, Tecnisa e Rossi caem forte, mas Helbor e LPS Brasil avançam

Ação da Tecnisa chega a cair 11,8% e Rossi é um dos principais destaques de queda do Ibovespa

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Atualizada às 11h30 (horário de Brasília).

SÃO PAULO – As ações da Tecnisa (TCSA3) apresentam forte queda no pregão desta quarta-feira (14) depois da publicação dos fracos resultados do terceiro trimestre. Às 11h30 (horário de Brasília), os papéis da construtora despencavam 9,99%, valendo R$ 7,30. Mais cedo, os papéis da companhia chegaram a cair 11,84% quando bateram o menor patamar do dia (R$ 7,15).

A empresa fechou o terceiro trimestre do ano com prejuízo de R$ 56,45 milhões, contra ganhos de R$ 48,71 milhões no mesmo trimestre do ano passado, mostrou balanço divulgado após o fechamento do pregão de terça-feira.

“Mesmo após sucessivos ajustes que impactaram negativamente seus demonstrativos financeiros, a companhia ainda não deu um indicativo de que os problemas acabaram”, afirmou o analista do BB Investimentos, Wesley Bernabé.

A Tecnisa entregou um resultado muito aquém das expectativas no período, impactado por ajustes referentes à migração para um novo sistema de contas a receber, provisões para indenização a clientes com obras em atraso e para possíveis perdas com créditos efetuados a terceiros.

Bernabé espera que, na teleconferência que será realizada às 12h00 (horário de Brasília), “a companhia dê uma perspectiva em relação ao controle efetivo da operação, redução do endividamento e probabilidade de novos ajustes no curto prazo, uma vez que a expectativa quanto aos números dos próximos trimestres é incerta”.

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Rossi também frustra
Além da Tecnisa, a Rossi (RSID3) também está no radar dos investidores, por conta dos números do terceiro trimestre. As ações da incorporadora recuavam 2,65%, cotadas a R$ 4,04, refletindo o fraco desempenho no período. Em seu pior momento do dia, elas chegaram a cair 4,58%, quando bateram a cotação de R$ 3,96.

“Com as mudanças recentes da contabilidade, esperava-se, pelo menos, que os resultados estivessem em linha com as expectativas do mercado”, afirma a equipe da XP Investimentos, que reitera recomendação de não exposição em RSID3 no curto prazo.

O lucro da Rossi registrou queda anual de 41,9% no período, para R$ 18,77 milhões. A empresa também reduziu a meta de lançamentos para o ano.

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Lopes e Helbor em alta
No sentido contrário, os papéis de Lopes Brasil (LPSB3) e Helbor (HBOR3) figuram na ponta compradora do pregão. As companhias soltaram os números do terceiro trimestre entre a noite de ontem e a manhã desta quarta. No mesmo horário, LPSB3 subia 2,09%, a R$ 37,55; enquanto HBOR3 avançava 2,16%, valendo R$ 12,31. Ambas chegaram a subir mais de 3% no intraday.

O lucro da Helbor teve evolução de 69,6% no terceiro trimestre, somando R$ 81,7 milhões. Para a XP, os resultados mostram o caráter sustentável do modelo de negócios da companhia e terão impacto positivo nas ações da companhia no curto prazo.

A Lopes Brasil lucrou R$ 111,5 milhões de julho a setembro, queda de 44% no confronto anual. Apesar da queda na última linha do balanço, a companhia manteve seu volume de lançamentos e apresentou crescimento de 5% nas suas vendas intermediadas no mesmo período.