Logística

Apesar do macro desafiador, Log (LOGG3) aposta no crescimento do e-commerce

Comércio eletrônico no Brasil ainda tem muito espaço para expansão, dizem executivos da Log; companhia busca crescer fora do eixo Rio-São Paulo

Por  Augusto Diniz -

Apesar do cenário macro, de taxa de juros alta, a Log Comercial Properties (LOGG3) aposta no crescimento e no desenvolvimento do e-commerce. Conforme Sergio Fischer, CEO da Log, os drives de demanda do setor não devem mudar.

“O e-commerce vai continuar crescendo. Em relação aos países desenvolvidos, o Brasil está muito aquém ainda. Então, isso não deve mudar”, afirmou o executivo nesta quarta-feira (9) em teleconferência com analistas. E afirmou ainda que a demanda cresce fora do eixo Rio-São Paulo “onde a Log está bem posicionada”.

No balanço do quarto trimestre, divulgado na noite desta terça-feira (8) a Log Comercial Properties (LOGG3) informou que obteve um tem lucro líquido de R$ 87,9 milhões, cifra 138,6% maior em comparação ao mesmo período de 2020.

Outro drive de demanda que deve seguir no setor é o Flight to Quality, que é o aumento da demanda por galpões mais modernos. De acordo com o executivo, o e-commerce, independente do cenário macro, a estimativa de crescimento do segmento seguirá em dois dígitos.

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“O setor está blindado. O e-commerce está bombando e temos novos BTS em negociação pra player de e-commerce e esperamos assinar contrato ao longo do ano”, acrescentou.

A estimativa de crescimento do e-commerce no Brasil para 2022, de acordo com o relatório de divulgação dos resultados da Log referentes ao 4T21, é de 16,5%.

Nesse mesmo documento, no ano passado, a Log apresentou recorde na entrega de empreendimentos. Foram seis projetos em cinco cidades, totalizando 231,1 mil m² de ABL (Área bruta Locável). Até o final de 2022, serão mais 414,4 mil m² de ABL, em seis cidades distintas.

Desinvestimentos da Log

O CEO da Log também comentou sobre desinvestimentos. Ano passado, a LOG fez recorde de desinvestimentos que alcançaram pouco acima de R$ 300 milhões, de acordo com Sergio Fischer.

“A meta é manter o mesmo em 2022”, comentou ele sobre desinvestimentos na teleconferência. Segundo o executivo, existem conversas com interessados e as vendas podem ser tanto de BTS como de parque especulativo.

Os três ativos negociados pela companhia ano passado foram BTS Extrema (MG), Plaza Mirante Sul (SP) e Strip Mall Cabral (MG).

Com relação ao custo de construção, índice importante para o resultado da empresa já que há vários empreendimentos da Log em construção, Sergio Fischer acredita que ele tenha “chegado ao platô”. A tendência, segundo ele, é de alguma queda.

“Tenho visto esse movimento de aço, nas cotações de estrutura metálica. A pressão de custo ficou pra trás”, afirma, ressaltando que a visão é otimista. Custo de construção subiu por volta de 30% entre 12 e 18 meses, de acordo com o executivo.

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