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SÃO PAULO – Os Alimentos seguem sendo os grandes vilões da inflação, atingindo, principalmente, a população de menor poder aquisitivo, que destina boa parte de seu orçamento mensal na compra destes itens.
De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, divulgado nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o grupo Alimentos e Bebidas registrou alta de 2,11% nos preços, o que representou 63% do índice, que ficou em 0,74%, abaixo do registrado no mês anterior, 0,79%. Em maio, o grupo havia registrado alta de 1,95%.
Feijão carioca: principal influência negativa
O feijão carioca, liderando as contribuições individuais, passou a custar 15,55% a mais do que em maio.
Poucos alimentos escaparam da alta generalizada, sendo as frutas (-1,96%) e o óleo de soja (-2,76%) as exceções a serem destacadas.
Os demais preços tiveram crescimentos expressivos. Além do feijão carioca, o arroz teve alta de 9,90% e a batata-inglesa, de 10,50%.
Por estado
Nas regiões pesquisadas pelo IBGE, os alimentos passaram a custar mais caro para todos os consumidores no sexto mês do ano. As maiores altas foram registradas em São Paulo e Porto Alegre, com variações de 2,74% e 2,60%, respectivamente.
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Na comparação mensal, Curitiba obteve uma das maiores desacelerações de um mês para o outro, passando de 2,81% em maio para 1,62% em junho. Contudo, a cidade é umas das que apresenta maior alta no acumulado do ano, 10,08%, conforme mostra a tabela:
| Região | Maio | Junho | Acumulado do ano |
| Rio de Janeiro | 1,57 | 1,47 | 7,77 |
| Porto Alegre | 2,27 | 2,60 | 9,12 |
| Belo Horizonte | 1,88 | 2,20 | 8,59 |
| Recife | 2,02 | 1,82 | 10,04 |
| São Paulo | 2,05 | 2,74 | 8,09 |
| Brasília | 2,21 | 1,55 | 7,82 |
| Belém | 0,75 | 0,86 | 9,40 |
| Fortaleza | 1,57 | 1,68 | 8,25 |
| Salvador | 1,86 | 1,97 | 10,09 |
| Curitiba | 2,81 | 1,62 | 10,08 |
| Goiânia | 2,77 | 2,33 | 7,68 |
| Brasil | 1,95 | 2,11 | 8,64 |