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SÃO PAULO – Viajar de ônibus para outro estado pode sair mais barato. Ao menos essa é uma das finalidades da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ao colocar sob concessão pública as linhas do transporte interestadual.
A Agência quer que um quarto de todas as ligações seja operado por mais de uma empresa ou consórcio de empresa, sendo que em trechos como São Paulo e Rio de Janeiro, até seis empresas possam prestar o serviço.
Com a concorrência, a ANTT espera que os preços caiam. Segundo a superintendente da Agência, Sônia Haddad, o objetivo é “tornar o sistema mais atrativo” a fim de concorrer com o valor das passagens aéreas, de acordo com a Agência Brasil.
O teto cobrado em leilões será de R$ 0,11 por quilômetro, sendo que nos trechos mais baratos de transporte aéreo, esse coeficiente chega a R$ 0,13. Após o leilão, os preços das passagens aumentarão uma vez por ano, com base no IPCA e na variação dos preços dos combustíveis, lubrificante, pneus e de mão-de-obra.
Competitividade e qualidade
Embora a Agência pretenda aumentar a concorrência para melhorar a qualidade do serviço, a superintendente admitiu que, no geral, existe a possibilidade de diminuir o número de empresas que atuam em todo o País. Ela afirma, no entanto, que a qualidade será maior. “O processo de seleção é para escolher as melhores”.
Os mais de 75 quilômetros de extensão com 1.475 ligações serão concedidos em leilão em 125 lotes em todas as regiões do país, em julho deste ano. Para participar, as empresas terão de comprovar qualificação técnica.
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As frotas poderão circular por dez anos, mas os contratos valerão por 15, sem possibilidade de renovação. O edital será publicado em 16 de junho.
De acordo com a Agência Brasil, a ANTT quer criar mais de 63 novas ligações e estabelecer controle eletrônico dos embarques.