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SÃO PAULO – O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirmou que a antecipação de um eventual processo de sucessão ao cargo que ocupa atualmente – e do qual Renan Calheiros pediu afastamento por 45 dias – pode comprometer o processo de tentativa de retomada das votações na Casa, principalmente da proposta de emenda constitucional que prorroga, até dezembro de 2011, a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Conforme veiculou a Agência Brasil, Viana afirmou que a antecipação é inoportuna e impede o Senado de dialogar e votar, o que segundo ele, é o mais importante no momento. O presidente interino disse ainda que o Senado tem de ter em mente que Renan Calheiros é o presidente e que, mesmo afastado, ele pode decidir voltar a hora que quiser.
Votação
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pedido de licença de Calheiros não impede o Senado de aprovar a proposta que prorroga a CPMF.
Durante viagem a Burquina Fasso (África), Lula afirmou que a votação não é de interesse do governo e sim da nação brasileira. Ele disse ainda que o fato de o senador ter se afastado não altera a votação. O presidente garantiu estar convencido de que agora que a CPMF chegou para ser votada no Senado, ela vai passar como passou na Câmara.
Viana afirmou que o procedimento legislativo para a votação da proposta de emenda à Constituição que trata da prorrogação da CPMF vai depender da reunião que ele terá nesta terça-feira com os líderes partidários.
O senador informou que conversará com a senadora Katia Abreu (DEM-TO), relatora da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, para que promova uma tramitação rápida da matéria, mesmo ela sendo contra a prorrogação.