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SÃO PAULO – O início do ciclo de altas na Selic parece não ter estimulado o ingresso de novos recursos nos fundos DI e de renda fixa, ainda que o mercado brasileiro de fundos de investimento como um todo não apresente tendência positiva de captação.
Pelos números da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), desde o final de março até o dia 23 de junho, a categoria de fundos de renda fixa somava captação líquida negativa de R$ 15,497 bilhões.
Na mesma base comparativa, a diferença entre resgates e aplicações na categoria de fundos DI era de R$ 5,119 bilhões. O resultado geral da indústria doméstica de fundos de investimento apontava para captação deficitária de R$ 5,574 bilhões.
Entre as onze categorias de fundos listadas pela Anbid, cinco apresentaram captação positiva no período em questão: curto prazo (R$ 4,994 bilhões), ações (R$ 2,168 bilhões), previdência (R$ 2,637 bilhões), FIDC (R$ 9,766 bilhões) e Participações (R$ 242 milhões).
Patrimônio líquido
Com a captação deficitária, os fundos de renda fixa e DI perderam participação de mercado (em termos de patrimônio líquido) neste período.
A relação entre o PL dos fundos de renda fixa e o patrimônio total da indústria de fundos de investimento do País recuou 1,23 ponto percentual, chegando a 29,74%, enquanto os fundos DI perderam 0,44 ponto percentual de market share, em 15,02% em 23 de junho.
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Neste intervalo, o patrimônio líquido total dos fundos brasileiros acompanhados pela Anbid cresceu 2,62%, atingindo a cifra de R$ 1,191 trilhão.