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SÃO PAULO – A refeição feita fora de casa é a maior causadora da alta da cesta de alimentos no custo de vida dos moradores de São Paulo, segundo revelou, nesta terça-feira (9), o ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos).
Enquanto no período de 2004 a 2007 a cesta de alimentação subiu 16,9%, os preços da refeição feita fora de casa tiveram incremento de 28,1%, o que a caracteriza como vilã do bolso do consumidor da cidade.
No caso das refeições fora do domicílio, a alta foi equivalente tanto na refeição principal (26,7%) quanto em lanches (30%).
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A análise do período mostra que os produtos da indústria alimentícia e os in natura e semi-elaborados foram os responsáveis por manter o nível inflacionário menor, com incrementos de 13,1% e 15,7%, respectivamente.
Nos produtos in natura e semi-elaborados, as maiores altas foram para o leite in natura (44,1%), feijão (41,3%), legumes (37,5%), hortaliças (33,8%) e raízes e tubérculos (32,9%). Por outro lado, arroz (-22%), frango (13%), frutas (14,2%) e carnes (14,1%) tiveram as menores taxas.
Dentre os industrializados, os destaques de alta de preço foram leites longa vida e em pó (49,5%), café (41,3%) e queijos (39,5%). Em contraposição, margarina (-15,5%), óleo (-12,9%) e massas (-10,3%) foram as maiores quedas.
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Acumulado do ano
Quando analisado o acumulado de 2007, a situação se reverte. A alimentação fora do domicílio teve alta de 4,21%, frente a 7,33% na cesta de alimentação, enquanto os produtos in natura e elaborados sofreram encarecimento de 8,94%, e os industrializados, de 7,24%.
“O que se pode depreender desta análise é que a alimentação no domicílio aumentou menos que a inflação neste período. Apesar de a taxa deste ano ser elevada, não se nota um aumento generalizado nos preços dos alimentos, mas reajustes que buscam recompor perdas passadas, como é o caso do leite e seus derivados”, diz o estudo.