Alimentos mantêm pressão e representam 60% da inflação de janeiro

No âmbito do IPCA-15, o grupo de produtos teve avanço de 1,96% nos preços, contra alta de 1,73% registrada em dezembro

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SÃO PAULO – Ao que tudo indica, os alimentos continuarão, em janeiro, a pressionar o bolso do consumidor. Conforme a prévia da inflação oficial do País, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), divulgado nesta quinta-feira (24), o grupo de produtos teve avanço de 1,96% nos preços, contra alta de 1,73% registrada em dezembro.

O IPCA-15 ficou em 0,70%. Apenas para se ter uma idéia, a comida representou 0,42 ponto percentual dessa composição – ou 60% do total. Feijões continuam a ser destaque de encarecimento: entre dezembro e janeiro, pela média, o aumento foi de 28,34%. Isso, lembrando que, no ano passado, o grão praticamente dobrou de preço.

Destaques

Além do feijão, tomate, ovos, pescados e outros itens foram destaque de alta nos preços entre dezembro e janeiro. Veja, conforme informações citadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística):

Destaques
Item Em dezembro Em janeiro
Tomate -18,80% 20,91%
Óleo de soja 4,51% 8,11%
Frutas -0,92% 4,97%
Ovos -2,19% 6,31%
Pescados 1,75% 2,72%
Macarrão -0,23% 1,96%

Fonte: IBGE/IPCA-15

Segundo a entidade, carnes (de 8,78% para 4,05%) e frango (de 4,92% para 3,99%) continuaram a pressionar o índice, mas mostraram taxas de crescimento menos intensas de um mês para o outro. Por outro lado, alguns produtos tiveram queda de preço, como a batata-inglesa (de 11,77% para -12,89%) e o leite pasteurizado (de -2,35% para -1,59%).

Não-alimentícios

Os produtos não-alimentícios apresentaram variação de 0,35% em janeiro, abaixo da taxa de dezembro (0,42%). O principal motivo é o álcool combustível, cujo litro teve encarecimento menor: de 11,45% para 2,55%.

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A gasolina foi influenciada pelo álcool , passando de 1,06% para 0,60%. Artigos de vestuário (de 0,76% para 0,53%) e cigarros (de 3,60% para 1,62%) também apresentaram variações mais baixas.

O cálculo

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de novembro a 10 de dezembro e comparados com aqueles vigentes de 12 de outubro a 12 de novembro.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços. Já o IPCA-E é o IPCA-15 acumulado em períodos.