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SÃO PAULO – A alta de vários produtos na categoria de alimentos e bebidas e do grupo tranportes contribuiu de forma importante para que a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrasse alta no mês de setembro.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no nono mês do ano, a inflação acelerou para 0,53%, frente a 0,37% registrada no mês anterior.
O grupo de alimentos, cujo impacto na inflação de agosto foi de 0,17 p.p, pressionou a inflação de setembro em 0,15 p.p, registrando alta de 0,64%. O grupo transporte também se destacou no mês – com impacto de 0,15 p.p-, e ficando em 0,78% em setembro deste ano. No mês, os grupos refletiram os aumentos de ites como feijão carioca (6,14%), açúcar refinado (3,82%) e açúcar cristal (3,42%), no primeiro caso; e das passagens aéreas (23,40%), no segundo.
No ano, a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 4,97% e, em 12 meses, acréscimo de 7,31%, maio aumento desde junho de 2005.
Outros grupos
No que diz respeito aos outros grupos analisados pelo IBGE, na passagem de agosto para setembro, os seguintes itens tiveram aumento no período: habitação (0,32% para 0,71%), vestuário (0,67% para 0,80%), despesas pessoais (0,50% para 0,53%). Comunicação diminuiu o ritmo de queda, saindo de -0,06% para -0,04%.
Por outro lado, os grupos saúde e cuidados pessoais (0,43% para 0,34%) e educação (0,17% para 0,14%) mostraram desaceleração no período, enquanto que artigos para residência (0,57% para -0,36%) apresentaram queda.
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Regiões
Entre os índices regionais, Curitiba apresentou a taxa mais alta de setembro, ficando com inflação de 0,86%. De acordo com o IPCA, na cidade, o resultado teve influência, sobretudo, da forte alta nos preços dos alimentos (1,02%), passagens aéreas (26,24%) e combustíveis (4,16%).
Belém, por outro lado, teve o menor resultado do mês, de 0,15%, influenciado pelo resultado do grupo alimentação e bebidas (0,16%), o menor entre as regiões pesquisadas.