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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou taxa de 0,77% em abril, 0,02 ponto percentual menor do que a registrada no mês anterior (0,79%), segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (6).
A desaceleração reflete o recuo no aumento dos preços do grupo Alimentos e Bebidas, que passou de 0,75% para 0,58% em um mês, uma diferença de 0,17 ponto percentual.
No grupo, o resultado foi impactado pelas quedas nos preços de produtos importantes, como o tomate (-18,69%), açúcar cristal (-2,68%), arroz (-2,13%) e carnes (-0,20%).
Em 12 meses, o IPCA está em 6,51% e, no acumulado de 2011, em 3,23%. Na comparação com abril de 2010, o acréscimo apurado é de 0,20 ponto percentual.
Outros grupos
Na passagem de março para abril, além do grupo Alimentos, o grupo Educação (1,04% para 0,09%) também registrou desaceleração expressiva no mês.
Os grupos Artigos de Residência (0,21% para -0,62%), Despesas Pessoais (0,78% para 0,57%) e Comunicação (0,17% para 0,00%) também contribuíram para o resultado do índice em abril.
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Já Habitação (0,46% para 0,77%), Vestuário (0,56% para 1,42%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,98%) e Transportes (1,56% para 1,57%) tiveram movimentos contrários no mês passado, sendo que o último, pressionado pelos preços dos combustíveis, foi o maior grupo de alta do período.
Regiões
Entre os índices regionais, Curitiba apresentou a taxa mais alta de abril, ficando com inflação de 1,23%. De acordo com o IPCA, na cidade, o resultado teve influência, sobretudo, do grupo Transportes, devido aos reajustes das tarifas dos ônibus urbanos e intermunicipais, além da influência da taxa de água e esgoto.
Belém, por outro lado, teve o menor resultado do mês, de 0,34%. No Rio de Janeiro e em São Paulo, a inflação do quarto mês do ano foi de 0,82% e 0,79%, nesta ordem.