Alimentação se mantém como topo da inflação da classe média

Alguns dos alimentos que tiveram os preços mais alterados foram o feijão, pertences da feijoada, toucinho defumado e a farofa

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SÃO PAULO – O preço dos alimentos é o fator que mais tem pressionado a inflação em São Paulo. O ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média) encerrou abril com elevação de 0,28% em relação a março deste ano. Em 2010, o índice medido pela Fecomercio (Federação do Comércio), em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, a alta é de 4,94%.

O grupo alimentação acusou variação de 0,93% no mês passado frente a março. Alguns dos alimentos que tiveram os preços mais alterados foram o feijão, pertences da feijoada, toucinho defumado e a farofa com elevação de 52,95%, 9,62%, 1,10% e 1,08%, respectivamente.

Por outro lado, os preços do arroz, da carne seca e da linguiça recuaram 2%, 0,84% e 0,29%, respectivamente. No acumulado dos últimos 12 meses os produtos alimentícios registraram alta de 6,19%, sendo que no primeiro quadrimestre de 2010, a elevação é de 5,13%.

No mês, o grupo transportes foi o único que apresentou variação negativa, de -0,44%, em relação ao mês anterior – é a segunda baixa seguida do ano. O preço do etanol também apresentou queda, de 11,16%, assim como o da gasolina, de 1,09%.

Outros grupos
O grupo Habitação subiu apenas 0,06% em abril, inferior ao 0,14% registrado em março. Os preços dos serviços domésticos, condomínio e aluguel tiveram aumento de 0,58%, 0,36% e 0,27%, respectivamente.

As despesas pessoais também ficaram maiores: variação de 0,56%. O principal motivo foi o aumento do preço dos ingressos de jogos de futebol, com variação de 9,17% em relação a março. Os preços do grupo Educação não apresentaram variação (0,06%).

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Já em Vestuário, os preços subiram 0,73% em março, por conta da chegada das coleções de outono-inverno à vitrine das lojas.

Os serviços de Saúde sofreram variação de 0,85%. Os planos de saúde (0,36%) e os serviços médicos e laboratoriais (0,84%) foram os destaques. O preço dos remédios aumentaram 1,89%.

“Contudo, nos próximos meses, o consumidor ainda deve sentir um novo aumento nos preços de medicamentos, já que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão do governo federal que controla o reajuste de preços no setor) expediu documento autorizando o aumento de até 4,6% nos preços desses itens”, afirma o assessor econômico da Fecomercio, Gilson de Lima Garófalo.