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SÃO PAULO – Embora o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro tenha apresentado leve desaceleração, passando de 0,28% em agosto para 0,26% no nono mês do ano, o grupo alimentação e bebidas registrou queda mais acentuada do que no mês anterior (-0,27% contra -0,18%). Vários produtos determinaram o comportamento do grupo, destacando-se o leite pasteurizado (-4,49%).
Outros produtos que foram destaque na contribuição para a queda do índice do grupo foram tomate (-14,54%), cebola (-17,24%), batata inglesa (-13,76%), cenoura (-6,50%) e farinha de trigo (-4,61%).
Variação regional
A queda nos preços dos alimentos ocorrida em setembro foi verificada na maioria das regiões pesquisadas, com destaque para Brasília (-1,09%), a principal variação negativa. Houve alta de preços apenas em Porto Alegre (0,39%), apesar de algumas diminuições no ritmo de queda. A tabela abaixo mostra os resultados do grupo alimentação por região:
| Variação do custo da alimentação | ||
| Capital | Setembro | Acumulado no ano |
| Rio de Janeiro | -0,46% | 7,96% |
| Porto Alegre | 0,39% | 10,17% |
| Belo Horizonte | -0,33% | 9,61% |
| Recife | -0,49% | 8,49% |
| São Paulo | -0,13% | 9,34% |
| Brasília | -1,09% | 8,27% |
| Belém | -0,10% | 10,93% |
| Fortaleza | -0,17% | 8,02% |
| Salvador | -0,66% | 9,83% |
| Curitiba | -0,55% | 10,51% |
| Goiânia | -0,27% | 7,74% |
| Nacional | -0,27% | 9,29% |
Fonte: IBGE
Mais destaques
Os produtos não alimentícios tiveram taxas idênticas em agosto e setembro: 0,42%. Dos nove grupos que compõem o IPCA, incluindo o dos alimentos, três apresentaram queda em setembro. Cinco deles, entretanto, mostraram altas de um mês para outro. O grupo habitação também registrou alta, mas em menor ritmo que no mês anterior.
Dentre os itens do grupo habitação, os destaques vão para a energia elétrica, com queda de 0,46%, e a taxa de água e esgoto, com uma variação menor (passou de 1,57% para 0,96%). Além disso, remédios, com alta de 0,30%, e artigos de higiene pessoal, cuja variação positiva atingiu 0,82%, causaram a alta do grupo saúde e cuidados pessoais (de 0,32% para 0,46%).