Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de codificação da Anthropic, diz fonte

Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de codificação da Anthropic, diz fonte

Reuters

Um homem passa pelo logo da Alibaba exibido em seu estande durante a China International Supply Chain Expo em Pequim, China 16/07/2025 (Foto: REUTERS/Florence Lo)
Um homem passa pelo logo da Alibaba exibido em seu estande durante a China International Supply Chain Expo em Pequim, China 16/07/2025 (Foto: REUTERS/Florence Lo)

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PEQUIM, 3 Jul (Reuters) – O gigante chinês de ⁠tecnologia Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, da ⁠Anthropic, no trabalho, após a ferramenta passar a ser analisada por recursos que ‌podem ajudar a identificar usuários ligados à China, segundo uma pessoa familiarizada com a determinação.

A proibição faz parte de uma crescente disputa entre as duas empresas, depois ‌que a Anthropic acusou o Alibaba de extrair ilicitamente as capacidades de seu modelo de IA Claude — uma disputa que destaca a corrida frenética entre os Estados Unidos e a China para assumir a liderança em inteligência artificial.

O Claude Code é o assistente de programação com IA da Anthropic para desenvolvedores de software. Ele se tornou popular ⁠entre ‌programadores na China, apesar das restrições de acesso impostas pela Anthropic a usuários e ⁠entidades chinesas.

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A fonte disse que os funcionários do Alibaba estavam sendo orientados a usar a plataforma de codificação própria da empresa, a Qoder.

O Alibaba e a Anthropic não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters. A Alibaba não se pronunciou publicamente até o momento sobre as acusações da Anthropic.

ANTHROPIC ACUSA ALIBABA ​DE ATAQUE DE DESTILAÇÃO

A Anthropic afirmou no mês passado que sofreu um ataque do Alibaba, que descreveu como um esforço de ‘destilação’ que envolve o treinamento de um ​modelo menos capaz com base nos resultados de um modelo mais forte.

A destilação ajuda a acelerar a capacidade da China de alcançar as capacidades avançadas do Mythos Preview, da Anthropic, afirmou a empresa em uma carta vista pela Reuters e enviada a dois senadores norte-americanos.

A proibição imposta pelo Alibaba ocorre poucos dias depois de ‌desenvolvedores afirmarem que o Claude Code continha mecanismos que inspecionavam ​os ambientes dos usuários, incluindo informações relacionadas a fuso horário e proxy, e inseriam marcadores sutis em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic.

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Um funcionário da Anthropic escreveu na terça-feira no X que o recurso ⁠era ‘um experimento que lançamos em ​março’ com o objetivo ​de impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a destilação de modelos.

A ⁠fonte que falou com a Reuters sobre ​a proibição do Alibaba disse que as restrições da Anthropic direcionadas à China eram difíceis de serem aplicadas a usuários individuais que podem implantar servidores nos Estados Unidos e fazer com ​que o tráfego pareça ter se originado de lá.

Mas as empresas estavam mais atentas aos riscos legais e de compliance, acrescentou.

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Enquanto os desenvolvedores de ​modelos de IA dos ⁠EUA buscam impedir o acesso não autorizado, a revenda e a extração de seus sistemas, as empresas chinesas de ⁠nuvem e IA têm se voltado para modelos domésticos e de código aberto, como DeepSeek, Qwen da Alibaba, Moonshot e Zhipu.

Ao mesmo tempo, os modelos de IA chineses estão ganhando terreno no mercado norte-americano — um desenvolvimento que gerou preocupação entre alguns especialistas do setor nos EUA.

A proibição do Alibaba foi noticiada primeiramente por veículos de mídia chineses.

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(Reportagem de Eduardo ​Baptista)