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SÃO PAULO – Quem utiliza o etanol para abastecer o carro pagou em média, em agosto, 4,52% mais caro pelo combustível. Uma das razões é a menor disponibilidade de cana para a fabricação do produto, segundo explica o coordenador de Análises Econômicas do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Salomão Quadros.
Segundo ele, com a retração da oferta açúcar na Índia, um produtor de destaque, o mercado ficou desabastecido e os preços dispararam. Dessa forma, diante da oportunidade de ampliar seus ganhos com a exportação de açúcar, as usinas brasileiras preferem destinar uma parcela maior da matéria-prima para o produto que ofereça o melhor retorno.
Açúcar
De acordo com a Link Consultoria, os preços do açúcar no mercado internacional estão remunerando 83,17% mais que o etanol hidratado comercializado no Centro-Sul do Brasil.
No que diz respeito aos demais itens alimentares, o açúcar na indústria já subiu este ano 36,76%, sendo que, para o conjunto dos itens alimentares, o aumento foi de 2,80% no período.
Segundo Quadros, esta alta já foi repassada ao varejo e, apenas nos últimos dois meses, o açúcar refinado subiu 8,05% para o consumidor.