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Dólar sobe a R$ 4,07 pela 1ª vez desde maio e Ibovespa vira para queda com Fed e opções

Tempo fecha no mercado após uma manhã de fortes ganhos que indicava recuperação do benchmark

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa vira para queda nesta segunda-feira (19) em meio à disparada do dólar por uma leitura de que o Federal Reserve pode continuar sem convicção em um ciclo de baixa de juros. 

Enquanto os bancos centrais de China e Alemanha e o Banco Central Europeu (BCE) indicam que vão reduzir juros ou tomar medidas alternativas de expansão monetária para estimular a economia, os Estados Unidos continuam com poucos motivos para seguirem o mesmo caminho. 

Os dados recentes de consumo e inflação nos EUA mostram que o país continua com uma atividade forte, apesar da desaceleração econômica global. 

Às 15h38 (horário de Brasília) o Ibovespa caía 0,22% a 99.584 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial sobe 1,52% a R$ 4,0621 na compra e a R$ 4,0644 na venda, atingindo seu maior nível desde maio. O dólar futuro para setembro avança 1,43% a R$ 4,069. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 sobe sete pontos-base a 5,46%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 registra ganhos de nove pontos-base a 6,44%. 

Lá fora, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) divulgou no sábado, um plano de reforma das taxas de juros. A Alemanha também reforçou que tem "força fiscal" para mitigar a desaceleração da economia. 

Por outro lado, os investidores monitoram os riscos no radar. Na Argentina, o candidato vencedor das eleições presidenciais primárias, Alberto Fernández, disse que o acordo firmado pelo governo para o pagamento de dívidas junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), é "impossível de cumprir".

Atenção ainda para os desdobramentos da guerra comercial. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não está pronto para fazer uma acordo com a China, mas que seu governo tem conversas "muito, muito substanciais" com o país asiático.

"Os chineses querem fazer um acordo, vamos ver o que acontece", declarou à imprensa. Já pelo Twitter, escreveu que está "indo muito bem com a China, e conversando", em referência ao acordo comercial.

Relatório Focus

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano.

Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%.

Já a estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

Noticiário Corporativo

A situação da operadora de telefonia Oi (OIBR3), em recuperação judicial desde 2016, poderá ser melhorada no entendimento do governo com a aprovação do novo marco legal das comunicações. A nova Lei Geral de Telecomunicações está parada no Senado desde o início de 2019, e a ordem é "destravar" o assunto.

Preocupadas com o tema, equipes do governo intensificaram a mobilização para a aprovação do projeto e querem que o assunto seja liquidado nos próximos 30 dias. De acordo com o projeto, as empresas de telefonia fixa poderiam migrar do regime de concessões para o de autorizações, em que há preços livres. A Oi seria a tele mais beneficiada com a mudança, já que depende mais do serviço fixo do que suas concorrentes.

O governo deve apresentar ao Congresso na próxima semana o PL da privatização da Eletrobras (ELET6). A proposta deve conter os mesmos itens que estavam na Medida Provisória 879, que não foi votada pela Câmara e perderá validade na próxima quarta-feira.

O principal deles é o aporte de até R$ 3,5 bilhões da União à companhia, previsto para ocorrer até 2021. Os recursos vão cobrir dívidas das seis distribuidoras vendidas em 2018, cujos débitos que foram assumidos pela Eletrobras.

Por fim, a Petrobras entrou com pedido para emissão de R$ 3 bilhões em debêntures, informa a Bloomberg. Já a Agência Nacional de Petróleo aprovou a compra de campo de petróleo da companhia pela BW Offshore, diz O Globo.

Por fim, Frederico Trajano (CEO do Magazine Luiza), Guilherme Benchimol (CEO da XP Investimentos) e Mauricio Bittencourt (fundador e gestor da Velt) serão os entrevistados do 1° Stock Pickers com auditório, que vai ao ar na quinta-feira (23). Confira o último episódio clicando aqui

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 UGPA3 ULTRAPAR ON 15,99 -3,09 -39,09 66,76M
 VVAR3 VIAVAREJO ON 6,91 -2,95 +57,40 214,82M
 GGBR4 GERDAU PN ED 12,27 -2,70 -16,23 69,38M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 11,66 -2,26 +24,31 24,43M
 ELET3 ELETROBRAS ON 40,54 -2,08 +67,31 66,09M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 B3SA3 B3 ON 46,08 +3,55 +74,08 556,91M
 KROT3 KROTON ON 10,96 +2,24 +24,65 118,53M
 CMIG4 CEMIG PN 14,79 +1,72 +10,14 128,03M
 PCAR4 P.ACUCAR-CBDPN 87,23 +1,65 +8,75 73,43M
 BRDT3 PETROBRAS BRON 28,09 +1,12 +20,01 305,47M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Argentina e governo 

Após vencer as eleições presidenciais primárias da Argentina, Alberto Fernández, disse, em entrevista ao jornal La Nación, que o atual presidente, Maurício Macri, precisa renegociar com o FMI adiamentos dos pagamentos previstos para os próximos anos. "É a única solução", disse, em relação ao empréstimo tomado em 2018 pelo governo argentino de US$ 57 bilhões.

No sábado, após a renúncia de Dujvone como ministro da Fazenda, Macri chamou Hernán Lacunza, ministro da Economia da Província de Buenos Aires para assumir o cargo.

Em carta, Dujovne se disse “convencido de que, em virtude das circunstâncias, a gestão precisa de uma renovação significativa na área econômica”.

Dujvone reconheceu erros na condução da economia argentina, mas afirmou ter atuado para corrigi-los.

"Conseguimos conquistas na redução do déficit e dos gastos públicos, na redução de impostos distorcidos nas províncias, na recuperação do federalismo. Também, sem dúvida, cometemos erros, que nunca hesitamos em reconhecer e fizemos o melhor que pudemos para corrigir."

Já em uma tentativa de aliviar as tensões com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, Fernandéz, candidato kirchnerista, buscou tranquilizar o mandatário brasileiro em relação a políticas econômicas de sua eventual administração. "Para mim, o Mercosul é um lugar central.

E o Brasil é o nosso principal parceiro e vai continuar a ser. Se Bolsonaro pensa que vou fechar a economia, que fique tranquilo, porque não vou. É uma discussão tonta", declarou.

(Com Agência Brasil) 

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