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Ação da Vale sobe forte após alívio na tensão entre EUA e China; Magalu sobe 4% e Cosan cai após balanços

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (13)

Magazine Luiza fachada
(Divulgação)

SÃO PAULO - A sessão desta terça-feira (13) começou praticamente no zero para o Ibovespa, com os investidores ainda cautelosos após a turbulência da véspera com a derrota de Mauricio Macri nas primárias da Argentina. Contudo, os investidores se animaram com o desdobramento positivo de um outro fator geopolítico: a tensão comercial entre EUA e China. 

Na manhã desta terça, a China afirmou que vai ter negociações por telefone com EUA em 2 semanas; outra notícia que aliviou a
apreensão com a guerra comercial foi a de que os EUA vão adiar a imposição de tarifas sobre alguns produtos chineses até 15 de
dezembro. Com isso, as ações de empresas principalmente ligadas a commodities, como Vale (VALE3, R$ 46,35, +2,61%), CSN (CSNA3, R$ 14,91, +2,69%), Suzano (SUZB3, R$ 32,16, +4,28%) registram expressivas altas. Petrobras também tem alta, mas menos expressiva, de cerca de 1%. 

O noticiário corporativo é bastante movimentado, com destaque para os resultados de empresas na reta final da temporada do segundo trimestre. O destaque fica para a alta do Magazine Luiza (MGLU3, R$ 38,00, +4,34%) e a queda de Cosan (CSAN3, R$ 49,99, -4,07%) após os balanços. 

Confira mais destaques:

Magazine Luiza (MGLU3)

A rede varejista Magazine Luiza  encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 386,6 milhões, uma alta de 174,7% ante os R$ 140,7 milhões apresentados um ano antes.  O número inclui os resultados da Netshoes desde a data da conclusão da aquisição, finalizada em 14 de junho. No semestre, a alta foi de 80%, para R$ 518,7 milhões. 

Para melhor comparabilidade com o segundo trimestre do ano passado, o Magazine Luiza fez um cálculo pró-forma que desconsidera não só a aquisição da Netshoes, mas também os efeitos da norma contábil IFRS 16, os créditos tributários e outras provisões e despesas não recorrentes. Sem esses fatores, o lucro líquido teria sido de R$ 108,5 milhões, com queda de 23,9%.

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 16,6% em um ano, atingindo R$ 4,308 bilhões no segundo trimestre deste ano. Enquanto isso, as vendas totais do Magalu, incluindo o marketplace, avançou 24,4% no mesmo período, para R$ 5,747 bilhões.

Segundo a empresa, a melhora na vendas foi reflexo do aumento de 56,2% no e-commerce total e 8,7% nas lojas físicas. "Vale destacar a performance das 102 novas lojas, com vendas acima das expectativas, elevando o crescimento total das lojas físicas em 8,4 p.p.", apontou a companhia em release.

A receita total da Luizacred cresceu 51,4% entre abril e junho, a maior taxa de crescimento dos últimos 5 anos, segundo o Magalu. Já a base de Cartões Luiza teve alta de 24,2% em um ano, atingindo 4,6 milhões de cartões. No mesmo período, o faturamento total do Cartão Luiza foi de R$ 6,3 bilhões, avanço de 32,7%.

Conforme destaca o Bradesco BBI, o resultado foi sólido, com forte crescimento em e-commerce (50%), GMV no marketplace com alta de 278% (sem Netshoes), fazendo com que e-commerce represente agora 41% do GMV [volume total de vendas em reais] total da companhia.

Sobre as vendas mesmas lojas, com alta de 0,3%, ficou em linha com as expectativas. “De acordo com a gestão seria mais próximo de 10% excluindo efeito da Copa do Mundo no ano passado”, destacou. A recomendação é outperform, com preço-alvo de R$ 40.

O Itaú BBA considerou positivos os resultados da Magazine Luiza no segundo trimestre, que mostrou tendências similares em relação aos últimos trimestre, de forte expansão na receita, no cana online e lojas físicas, mesmo com as difíceis comparações com o segundo trimestre do ano passado, véspera da Copa do Mundo. Por outro lado, o relatório destaca a queda na rentabilidade, por conta dos investimentos em mix de canais e qualidade de serviço.

Cosan (CSAN3)

A Cosan apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 315,1 milhões no segundo trimestre, resultado 11,8 vezes acima do reportado no mesmo período do ano passado. A empresa divulgou um lucro, sem ajustes, de R$ 418,3 milhões, sendo neste critério uma reversão frente ao prejuízo de um ano antes, de R$ 64,3 milhões.

A Cosan teve uma Ebitda ajustado pro-forma de R$ 1,2 bilhão, representando uma alta de 14%. O Ebtida ajustado da Raízen Brasil somou R$ 565 milhões (+5%), com crescimento de 8% no volume de vendas, com destaque para o etanol e diesel.

A receita líquida subiu 31%, para R$ 17,650 bilhões.

Os resultados da Cosan foram considerados neutros pelo Itaú BBA, com Ebitda ajustado 2% abaixo das estimativas da instituição e 5% abaixo do consenso. “O erro em relação às nossas estimativas, no entanto, foi impulsionado por uma redução de 20 milhões de reais no Ebitda reportado pela Comgás na semana passada. Não houve mudança no guidance de Ebitda no segundo trimestre”, destacou o Itaú BBA.

No balanço, os resultados da Raízen Combustíveis foram rigorosamente condizentes com as projeções, mesmo que tenha vindo de uma base fraca resultante da greve de caminhoneiros há um ano. Sobre a Raízen Energia, apesar do Ebitda mais fraco, o desempenho “não deve ter um impacto significativo sobre nossa projeção de EBITDA para 2019”. Já a alavancagem aumentou ligeiramente para 2,1 vezes, ante 2 vezes do primeiro trimestre.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras realizou o pré-pagamento do Termo de Compromisso Financeiro (TCF) FAT/FC no valor de R$ 2,7 bilhões, cujo vencimento se daria em 2028, por conta do Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR) que fora celebrado com a Petros e diversas entidades sindicais em 2006, visando uma solução para o reequilíbrio dos planos, ajuste de seus regulamentos e encerramento de litígios judiciais existentes.

“O termo visava cobrir déficits gerados pela introdução do Fator de Reajuste Inicial (FAT) e Fator de Correção (FC) em 1984, período hiperinflacionário, no regulamento para proteção do benefício dos assistidos do Petros do Sistema Petrobras Repactuado (PPSP-R) e Petros do Sistema Petrobras Não Repactuado (PPSP-NR)”, diz a empresa.

“O pré-pagamento contribui para a melhora da liquidez dos planos e está em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, reduzindo as despesas com juros”, acrescentou a Petrobras.

EcoRodovias (ECOR3)

A EcoRodovias e controladas da concessionária celebraram acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) - Procuradoria da República no Paraná, que será levado à homologação da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF e da Justiça Federal de Curitiba. Pelo acordo, a EcoRodovias e ECS vão pagar multa de R$ 30 milhões; a Ecovia vai arcar com R$20 milhões de obras e R$ 100 milhões de redução tarifária; e a Ecocataratas vai a arcar com R$ 130 milhões em obras e R$ 120 milhões de redução tarifária.

“A redução da tarifa de pedágio se dará em favor dos usuários de todas as praças de pedágio operadas pelas Concessionárias do Paraná na razão de 30% por, pelo menos, 12 (doze) meses. Adicionalmente, o Acordo de Leniência exige a adoção de outras medidas de aprimoramento de controles internos”, afirmou a empresa em fato relevante.

O Bradesco BBI avaliou que os desembolsos ao acordo de leniência foram positivos, pois o desembolso total foi em linha com as estimativas (intervalo de R$ 329 milhões e R$ 534 milhões, “baseadas em acordos de leniência assinados pela Rodonorte em março”.

“A companhia deve conseguir manter nível de alavancagem entre 3x e 3.5x entre 2019 e 2022, entretanto, após o encerramento das investigações poderia levantar capital para continuar expandindo portfólio”, destacou o Bradesco BBI sobre a empresa, que tem recomendação “Outperform”, com preço-alvo de R$ 12,00.

Azul (AZUL4)

A Azul anunciou que irá começar a operar a ponte aérea em 29 de agosto, com 34 operações diárias entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ampliando a concorrência no maior mercado doméstico do país.

Segundo a empresa, os bilhetes estarão disponíveis em todos os canais de venda da companhia a partir de hoje. “Este é apenas o primeiro passo de nossa expansão no aeroporto de Congonhas, onde esperamos adicionar ainda mais rotas e destinos no futuro”, diz John Rodgerson, CEO da Azul.

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Cemig (CMIG4)

A Cemig aprovou aumentar o plano de investimentos da Cemig Distribuição, contemplando a execução adicional de R$ 1,2 bilhão para o período de 2020 até 2022, “com o objetivo de acelerar a modernização da base de ativos desta empresa, reduzir custos de operação e manutenção, melhorar indicadores de qualidade e aumentar a satisfação dos clientes”. O Plano de Investimentos da Cemig Geração e Transmissão permanece inalterado.

Além disso, a empresa informou que realizou a maior “reestruturação da história”, com a redução de 25% dos cargos de Superintendência e Gerência e a eliminação de diversos níveis hierárquicos. “

A reestruturação organizacional é resultado de trabalho desenvolvido com o apoio de uma das maiores consultorias empresariais internacionais, e trará mudanças significativas no processo de gestão da Cemig, proporcionando maior fluidez no processo decisório e interação entre as diversas áreas, com foco em eficiência, sustentabilidade e melhoria no atendimento aos clientes”, disse.

O Bradesco BBI destacou, sobre o aumento de investimentos na Cemig D, que, numa análise preliminar, não parece que a companhia vá reduzir o dividendo mínimo obrigatório. Os analistas informaram que conversaram com o CFO da companhia, Maurício Fernandes, que afirmou que este investimento extra não vai afetar distribuição de dividendos. A recomendação do Bradesco para Cemig é outperform, com preço-alvo de R$ 17.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter encerrou o lucro líquido do segundo trimestre com alta de 90,9% ante o mesmo período do ano passado, para R$ 32,9 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 13,7%, 3,2 pontos porcentuais maior do que no segundo trimestre de 2018.

O patrimônio líquido soma R$ 973,1 milhões, alta de 5,9% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Os ativos totais foram a R$ 6,754 bilhões, 45,7% acima do mesmo período do ano passado.

A carteira de crédito ampliada ficou em R$ 3,963 bilhões, 37,2% acima do segundo trimestre do ano passado. 

O banco digital em julho passado uma oferta subsequente de ações (follow-on), 100% primária, na qual captou cerca de R$ 1,2 bilhão. O número de contas atualmente é de cerca de 2,5 milhões, crescimento de 243% em um ano. Destas, 1,1 milhão de contas foram abertas no primeiro semestre deste ano.

O Índice de Basileia, entretanto, caiu para 23,6%, 10,4 p.p. abaixo do mesmo período do ano passado.

Em mensagem da administração que acompanha o informe, o banco pontua que “ao longo dos últimos anos, vimos uma mudança substancial em nosso modelo de negócios. Acreditamos que temos conseguido gerar valor para nossos acionistas a partir de um crescimento exponencial na base de clientes, mas ao mesmo tempo sustentável, uma vez que mantemos a alta qualidade de serviço prestado. Entendemos que tal crescimento tem sido priorizado frente a geração de maior rentabilidade no curto prazo. Porém, com a evolução das
receitas de serviços, altamente correlacionadas ao número e maturação da base de clientes, lançamento de novos produtos, somados aos ganhos de escala e eficiência em custos que veremos ao longo dos próximos anos, temos um potencial de entrega de rentabilidades significativamente acima do que temos visto nos últimos trimestres.”

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar teve um resultado negativo de R$ 21,6 milhões no segundo trimestre influenciado pela provisão de R$ 5,9 bilhões feita pela Vale, como consequência do rompimento da barragem de Brumadinho. Em seis meses, a perda chega a R$ 376,6 milhões.

O resultado financeiro atingiu o valor positivo de R$ 3,1 milhões, como consequência da receita de aplicações financeiras e a redução do endividamento da BRADESPAR, com o resgate antecipado de Notas Promissórias no montante de R$ 2,458 bilhões, bem como a amortização antecipada de debêntures de R$ 512,7 milhões.

Rumo (RAIL3)

A Rumo reportou lucro de R$ 185 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo um prejuízo de R$ 38 milhões do mesmo período do ano passado.

O Ebitda somou R$ 924 milhões, representando uma queda de 1,9%, com margem de 53,5% (-1 ponto porcentual).

A receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, uma alta de 3,9% na comparação anual.

Os resultados da Rumo foram considerados neutros pelo Itaú BBA, com o Ebitda em linha com as expectativas. Segundo o documento, a expansão do Ebitda poderia ter sido mais forte, porém a fraca colheita nas Operações do Sul impediu um melhor desempenho.

Yduqs (YDUQ3)

A Yduqs, antiga Estácio, teve lucro líquido pro-forma de R$ 201,8 milhões no segundo trimestre de 2019, cifra 14,8% inferior a do mesmo intervalo do ano passado.


O Ebitda somou R$ 288 milhões, também no critério pro-forma, avanço de 5,1%, com margem de 30,1% ante 29,4% de um ano antes.

A receita operacional líquida da companhia recuou 0,7%, para R$ 957,2 milhões.

A Yduqs apresentou um desempenho em linha com as expectativas, avalia o Itaú BBA. A instituição financeira destaca que, pela primeira vez, a empresa de educação divulgou dados operacionais detalhados sobre seu segmento de ensino médio, para o qual projeta um crescimento de assento contratado de 40% até 2024.

“Embora os resultados tenha sido neutros, não excluímos uma reação positiva das ações pelas perspectivas promissoras para o segmento de ensino médio na graduação”, destacaram.

Banco Pine (PINE4)

O Banco Pine reverteu um lucro de R$ 5,2 milhões do segundo trimestre do ano passado para um prejuízo de R$ 29,8 milhões no segundo trimestre deste ano. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o prejuízo recuou 27%.

Direcional (DIRR3)

A Direcional registrou um lucro líquido de R$ 25,9 milhões no segundo trimestre, revertendo perdas de R$ 3,8 milhões da última linha do balanço no mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 58,5 milhões, alta de 164%, com margem de ajustada de 15,6% (+7,5 p.p.). A receita líquida somou R$ 374,5 milhões, alta de 38,2%.

Hermes Pardini (PARD3)

O Hermes Pardini apurou lucro líquido, sem IFRS 16, de R$ 43,1 milhões no segundo trimestre, representando uma expansão de 30,1%.

O Ebitda avançou 47,2%, somando R$ 84,6 milhões. A margem, por sua vez, subiu 5,5 pontos porcentuais, a 24,6%;

A receita líquida consolidada atingiu R$ 343,7 milhões, alta de 14,1%.

Anima (ANIM3)

A Anima teve um prejuízo líquido de R$ 6,8 milhões no segundo trimestre deste ano, excluindo os efeitos do IFRS 16, um aumento de 126% ante o prejuízo de R$ 3 milhões reportado um ano antes. Com IFRS 16, o prejuízo avança para R$ 16,9 milhões.

Sem os efeitos do IFRS 16, o Ebitda atingiu R$ 27,6 milhões, incremento de 16,4%, enquanto o Ebitda ajustado reportado foi de R$ 35,6 milhões (15,7%).o

A receita líquida somou R$ 272,6 milhões, uma alta de 5,7%, com um tíquete médio, sem aquisições, de R$ 862, ante R$ 878 de um ano antes.

São Martinho (SMTO3)

A São Martinho registrou lucro de R$ 91,463 milhões no primeiro trimestre do ano-safra 2019/2020, que terminou em 30 de junho, cifra 12% abaixo da observada no mesmo período de um ano antes.

O Ebitda ajustado recuou 13,2%, para R$ 348,383 milhões, enquanto a receita liquida caiu 2,1%, para R$ 754,934 milhões.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa apresentou lucro líquido de R$ 2,435 bilhões entre abril e junho, resultado 19% acima do reportado no mesmo período do ano passado. Em termos de recorrentes, o lucro subiu 11,2%, para R$ 2,419 bilhões.

O resultado recorrente das empresas investidas atingiu R$ 2,573 bilhões, alta de 15,2%. O resultado do setor financeiro avançou 13%, para R$ 2,446 bilhões. Já o não financeiro cresceu 170%, para R$ 127 milhões.

A Itaúsa anunciou ainda que aprovou o pagamento aos acionistas, em 23 de agosto, de dividendos no valor de R$ 0,3405 por ação, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 15 de agosto.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras apresentou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 5,561 bilhões, um resultado 305% superior ao lucro de R$ 1,372 bilhão de um ano antes. No semestre, o lucro somou R$ 6,908 bilhões, subiu 272%.

Segundo a empresa, o lucro semestral é composto das operações continuadas e referente às operações descontinuadas (distribuição), destacando a privatização da distribuidora Amazonas Energia, que deixou de ser consolidada pela Eletrobras.

O Ebitda gerencial recorrente somou R$ 3,113 bilhões, representando uma alta de 7,8%. Já o Ebitda CVM atingiu R$ 1,350 bilhão, representando queda de 62%.

A receita operacional líquida somou R$ 6,643 bilhões no segundo trimestre, influenciada pelo aumento de receita da Amazonas GT em R$ 727 milhões, com início fornecimento do CCEAR da UTE Mauá 3, RBSE e melhoria de GAG.

As provisões para contingências somaram o montante de R$ 329 milhões e a reversão de Contratos Onerosos foi R$ 248 milhões.

Para o Itaú BBA, a Eletrobras reportou um Ebitda ajustado (de R$ 1,34 bilhões), abaixo da projeção, que era de R$ 2,1 bilhões. Segundo o analista Gustavo Miele, além dos efeitos operacionais não recorrentes, destacados pela companhia, a instituição financeira excluiu o resultado de equivalência patrimonial do cálculo (R$ 1,8 bilhão no segundo trimestre).

“Notamos que a diferença nos números foi principalmente causada por uma receita menor do que a esperada da indenização da RBSE (R$ 984 milhões contra nossa previsão de R$ 1,362 milhão); a estratégia de alocação de energia da empresa no trimestre (assumimos que está estável ao longo do ano) e algumas provisões que estamos considerando agora”, escreveu.

Para Miele, é importante observar, porém, que o VGV recorrente consolidado foi de R$ 1,86 bilhão (estável em relação ao mesmo período do ano anterior e 9% abaixo da projeção, “impulsionado pelos recentes programas de desligamento voluntário que não são contabilizados em nosso modelo”. “Do ponto de vista operacional, ainda vemos o controle de custos como chave para um novo risco de descarte no caso”, acrescenta.

O analista do Itaú BBA pontua que os resultados são um primeiro passo positivo para a privatização da empresa. “Acreditamos agora que o foco será se o formato de capitalização inicialmente proposto em 2017 será mantido (por exemplo, criação de uma golden share, inclusão de subsidiárias como Furnas e Chesf e poder de voto limitado por acionista)”, reforçou.

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul apresentou um lucro líquido de R$ 335,4 milho~es no segundo trimestre, o que significou uma alta de 28% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o banco teve alta de 4,8% na comparac¸a~o

Segundo a empresa, os ativos totais atingiram R$ 79,465 bilhões ao final do segundo trimestre, montante 5,48% acima do registrado na comparação anual. O patrimônio líquido somou R$ 7,522 bilhões ao final de junho, representando aumento de 6,93% ante igual mês de um ano antes.

O retorno sobre o patrimônio (ROAE) somou 17,5% no segundo trimestre deste ano, ante 15,6% de igual intervalo do ano passado. O índice de Basiléia, por sua vez, avançou a 15,8% (+0,8 p.p.).

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)

O Itaú BBA revisou suas estimativas para Suzano e Klabin, diante das expectativas mais conservadoras em relação ao preço da celulose entre os anos de 2019 e 2021. Para os analistas Daniel Sasson e Ricardo Monegaglia, a indústria levará mais tempo para compensar seu excesso de estoque. Mesmo reconhecendo o momento adverso, o Itaú BBA manteve a recomendação Outperform, com preço-alvo para 2020 de 47 para Suzano e de R$ 21 para Klabin.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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