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Fusão BRF-Marfrig, condução coercitiva do presidente do Santander e mais destaques

Confira os destaques corporativos desta sexta-feira (31)

BRF_Bloomberg

No Radar InfoMoney desta sexta-feira (31) destaque para a proposta de fusão entre BRF e Marfrig, à convocação do presidente do Santander à CPI em São Paulo e ao adiamento da decisão do STF da venda da TAG pela Petrobras. Confira esses e outros assuntos corporativos.

BRF (BRFS3), Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3)
O destaque corporativo fica por conta do anúncio de ontem à noite de que as empresas de alimentos BRF e Marfrig avaliam uma combinação dos negócios entre as duas companhias. As empresas assinaram um memorando de entendimentos vinculante, estabelecendo regras e condições de acesso a informações que permitam a análise da possível viabilização da transação. O valor de mercado combinado das duas empresas é de cerca de R$ 28 bilhões, com faturamento anual na casa de R$ 76 bilhões.

O memorando prevê um período de exclusividade de 90 dias, prorrogáveis por 30 dias, durante o qual nenhuma das partes poderá iniciar negociações com terceiros. No âmbito dessa análise, a BRF e a Marfrig deverão avaliar, junto aos seus respectivos assessores financeiros, legais, contábeis e outros, os efetivos benefícios econômicos que possam advir de eventual transação, e, ainda, a estrutura societária mais eficiente a ser adotada.

A BRF diz que a transação, se ocorrer, irá "reduzir a exposição da empresa aos riscos setoriais e gere sinergias, em virtude do equilíbrio e complementariedade de produtos, serviços e diversificação geográfica com relevância no Brasil, Estados Unidos, América Latina, Oriente Médio e Ásia". A companhia espera ainda que isso ajude na redução da alavancagem financeira e adequação da estrutura de capital.

O comunicado destaca ainda que não existe uma estrutura societária definida para a fusão, que pode "incluir a consolidação dos ativos das duas companhias e de suas bases acionárias em uma nova sociedade". Pelo acordo, os acionistas da BRF terão 84,98% da nova empresa, enquanto os da Marfrig ficarão com 15,02%.

Embora o anúncio das conversas sobre a fusão entre a BRF e a Marfrig tenha causado surpresa no mercado, uma das possíveis explicações para o acordo seria a possibilidade de se criar uma nova plataforma global de carnes. Com a força da BRF em frangos e suínos, principalmente no Brasil, e o porte da Marfrig nos EUA, onde estão mais de 50% de suas vendas, a união criaria um negócio mais semelhante, ainda que bem menor, às operações de JBS e da Tyson Foods. No ano passado, a JBS faturou R$ 181 bilhões, e a Tyson, cerca de R$ 160 bilhões. BRF e Marfrig teriam tido receita líquida combinada de R$ 76 bilhões, em 2018.

Petrobras (PETR4) e Engie (EGIE3)
A aguarda decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de aval do Congresso para a realização de privatizações de empresas estatais foi adiada a próxima quarta-feira.

Com a continuidade do julgamento programada para a semana que vem, a decisão final do STF em torno da venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras por US$ 8,6 bilhões também fica para depois. Como a decisão do ministro Edson Fachin, que suspendeu a venda, está amparada na liminar de Lewandowski, o julgamento da primeira ação tende a afetar automaticamente a situação da TAG.

Para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, as liminares concedidas pelos ministros Ricardo Lewandowski e Fachin causaram insegurança não só para a Petrobras, mas para o Brasil e a economia brasileira. Mesmo assim, Castello Branco afirmou estar confiante na "racionalidade e no senso de Justiça" dos ministros do STF ao analisarem o tema de forma colegiada.

Na avaliação de Castello Branco, o petróleo é uma "uma grande fonte de geração de riqueza" e a não concretização dos planos de desinvestimento da Petrobras "limita significativamente a exploração dessa riqueza natural em prol da sociedade brasileira".

A Petrobras informou ontem à noite que o projeto de venda dos Polos Enchova e Pampo, localizados no Estado do Rio de Janeiro, está na fase de apresentação das ofertas finais pelos potenciais interessados. No entanto, não é possível confirmar ainda o comprador, bem como o valor da melhor oferta, destacou a empresa.

Santander (SANB11)
O juiz do Foro Central Criminal da Barra Funda, Fabio Pando de Matos, determinou a condução coercitiva contra o presidente do Banco Santander, Sérgio Rial, para que ele preste depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito da Sonegação Tributária, na Câmara Municipal de São Paulo. O depoimento está marcado para a próxima quinta, 6, às 11h, no Palácio Anchieta. A decisão se estende a outros executivos do banco. Segundo o magistrado, eles serão ouvidos na condição de testemunha e terão direito ao silêncio.

O Santander afirma que "está em situação de regularidade fiscal com o município de São Paulo, e que a convocação de 15 executivos da instituição pela CPI ocorre mesmo após todos os esclarecimentos já terem sido prestados anteriormente, e sem que novas informações possam ser acrescentadas - portanto, o Banco recorrerá da decisão". “Em 2018, o Santander e suas coligadas recolheram ao município de São Paulo cerca de R$ 430 milhões em ISS, o equivalente a 60% do que é recolhido em todo o País pelo grupo, e R$ 36 milhões em IPTU”, afirma o banco.

Embraer (EMBR3)
A fabricante de aeronaves Embraer divulgou hoje pela manhã os seus resultados do primeiro trimestre, que havia sido postergada por conta do fechamento da operação entre a Boeing e a Embraer, que foi aprovada pelos acionistas da empresa brasileira em assembleia geral extraordinária no 26 de fevereiro. Os resultados diz a empresa consideram os efeitos da separação da unidade de aviação comercial como operação descontinuada.

De janeiro a março, a Embraer apresentou prejuízo líquido de R$ 160,8 milhões, enquanto as perdas ajustadas (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) foram de R$ 229,9 milhões. No mesmo período do ano passado, o prejuízo líquido ajustado foi R$ 208,9 milhões.

O Ebit (resultado operacional) ficou negativo em R$ 53,7 milhões e o Ebitda (resultado operacional acrescido da depreciação e amortização) somou R$ 120,3 milhões. No mesmo intervalo de 2018, o Ebit havia sido negativo em R$ 27,7 milhões e o Ebitda somado R$ 177,1 milhões.

No primeiro trimestre, a Embraer entregou 11 aeronaves comerciais e 11 executivas (oito jatos leves e três grandes), ante 14 aeronaves comerciais e 11 executivas (oito jatos leves e três jatos grandes) no mesmo período de 2018. A carteira de pedidos firmes atingiu US$ 16,0 bilhões ao final do período – há um ano essa carteira somava US$ 19,5 bilhões.

A receita líquida somou R$ 3,111 bilhões de janeiro a março, praticamente estável ante os R$ 3,121 bilhões do mesmo intervalo de 2018.

Fleury (FLRY3)
A empresa da área de saúde Fleury concluiu a aquisição de 100% do capital da Newscan Serviços Médicos, empresa detentora da Lafe Serviços Médicos, por R$ 170,0 milhões, à vista. A Lafe atua em serviço de apoio diagnóstico com a oferta de análises clinicas na região metropolitana do Rio de Janeiro por meio de 32 unidades de atendimento.

EcoRodovias (ECOR3)
A EcoRodovias concluiu a operação de compra da Concessionária de Rodovias Minas Gerais Goiás (MGO), por R$ 654,8 milhões. A MGO tem concessão até janeiro de 2044 para a administração recuperação, conservação, manutenção, ampliação e operação da BR-050 (GO/MG), no trecho de 436,6 quilômetros, entre Cristalina (GO) e a divisa de Minas Gerais com São Paulo, no município de Delta (MG).

Taesa (TAEE11)
A Taesa informou que a Aneel aprovou o pedido de anuência prévia formulado pela companhia para a aquisição de 51% das ações da Triângulo Mineiro Transmissora de Energia (TMT) e da Vale do São Bartolomeu Transmissora de Energia (VSB). Segundo a empresa, a confirmação do negócio está sujeita ao cumprimento ainda de outras condições precedentes usuais para esse tipo de operação.

Ultrapar (UGPA3)
A Ultrapar precificou a oferta de notas representativas de dívida no mercado externo no montante de US$ 500 milhões, emitidas por sua subsidiária Ultrapar International com vencimento em 2029, ao cupom (juros) e yield de 5,25% ao ano. A remuneração será paga semestralmente até a data do vencimento.

As notes serão utilizados para financiar a recompra de até o valor máximo de US$ 200 milhões de principal das notas com vencimento em 2026 em circulação e, o restante, para fins corporativos gerais.

Aéreas
A Coluna do Broadcast informa que, após quase uma semana da suspensão cautelar das atividades imposta pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), autoridades dizem não perceber qualquer movimento da Avianca em tentar reverter a situação. Segundo a publicação, a aérea teria de entregar documentos que comprovem capacidade operacional e de segurança para voltar a operar.

Enquanto credores e concorrentes esperam por novidades sobre a tentativa de vender os poucos ativos que restam da empresa, o calendário passa a ser um problema crescente. As regras da Anac preveem que a empresa pode perder o direito dos horários de pouso e decolagem nos aeroportos caso não cumpra com regularidade, a cada semestre, pelo menos 80% dos voos.

(Agência Estado)

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