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Eletrobras dispara após lucro crescer 178%, Oi cai mais de 4% com resultado; outras 7 ações reagem a balanços

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (14)

Eletrobras
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - Após três sessões de fortes perdas, o Ibovespa apresentou nesta terça-feira (14), acompanhando o alívio dos mercados internacionais, em meio à fala do presidente norte-americano Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo comercial com a China em até um mês. A piora nas condições para a negociação entre as duas potências havia sido o principal fator de pessimismo entre os investidores nos últimos dias.

No âmbito doméstico, os agentes econômicos também digeriram a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que sugeriu "probabilidade relevante" de que a economia brasileira tenha recuado no primeiro trimestre. Do lado das empresas, destaque para altas de 115% no lucro da JBS e de 178% no da Eletrobras, enquanto a Oi teve queda de 97% no resultado líquido.

Estão previstas ainda, após o fechamento do mercado, as publicações dos balanços da Minerva, Copel, Equatorial, Light, Taesa, Banco Indusval, Banrisul, Bradespar, Ezetec, Gafisa, Rossi, Sonae Sierra, Guararapes, Heringer, Santos Brasil e Wilson Sons.

Confira os destaques deste pregão:

Eletrobras (ELET3)

A Eletrobras apresentou um lucro líquido de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre deste ano, cifra 178% superior a registrada no mesmo intervalo de 2018. O Ebitda registrou uma alta de 15%, para R$ 2,937 bilhões.

A empresa informou que o impacto da provisão para o plano de demissão consensual somou R$ 170 milhões, enquanto provisões para outras contingências somaram R$ 293 milhões. A receita líquida cresceu 6%, para R$ 6,452 bilhões.

Gol (GOLL3)

Um dos donos da Gol, Henrique Constantino assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, e, pela primeira vez, admitiu pagamentos de propina em troca de liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal. No acordo, homologado pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, o empresário se comprometeu a restituir os cofres do banco público em R$ 70,7 milhões. O valor corresponde a dez vezes a propina paga por ele ao operador Lúcio Funaro, que seria distribuída a políticos do MDB.

Constantino disse ter participado de reunião com o então vice-presidente Michel Temer (à época presidente do partido), em 2012, na qual teria havido solicitação de R$ 10 milhões em troca da atuação de emedebistas em favor de financiamentos da Gol. O empresário também cita "benefícios financeiros" pagos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ao todo, ele cita o envolvimento de ao menos 12 políticos de cinco partidos diferentes: MDB, DEM, PT, PP e PSDB.

Oi (OIBR3)

Oi informou um lucro líquido consolidado de R$ 766 milhões entre janeiro e março, resultado que representou uma queda de 97,5% no lucro em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 1,251 bilhão, queda 20,4%.

A base de clientes da Oi recuou 4,4% no primeiro trimestre, para 56,623 milhões de pontos de acessos. A receita líquida totalizou R$ 5,130 bilhões, o que significou uma retração de 9,5%.

JBS (JBSS3)

A JBS registrou um lucro líquido de R$ 1,092 bilhão no primeiro trimestre deste ano, alta de 115,7% na comparação anual. O Ebitda teve alta de 14,4% em um ano, para R$ 3,191 bilhões.

A receita líquida da JBS entre janeiro e março somou R$ 44,37 bilhões, avanço de 11,5% na comparação anual, e queda de 6,2% na trimestral.

Vale (VALE3)

A Vale pretende investir R$ 11 bilhões nos próximos cinco anos em processamento a seco do minério de ferro. O objetivo é fazer com que o método passe dos 60% atuais para 70% das suas operações, até 2023. Segundo comunicado da empresa, nos últimos dez anos foram investidos R$ 66 bilhões para implantar esse processo.

O processamento a seco está vinculado à qualidade do minério de ferro a ser produzido. Por isso, a maior parte das operações que usam o processo está no Pará. Cerca de 80% dos quase 200 milhões de toneladas produzidas em 2018 no Pará foram processadas a seco. Em Minas, o método foi ampliado de 20%, em 2016, para 32%, em 2018.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras começou o processo para vender sua participação de 93,7% na Breitener Energética, que possui duas unidades termoelétricas, a UTE Breitener Tambaqui e a UTE Breitener Jaraqui, ambas situadas em Manaus (AM), e com 315 MW de capacidade instalada. Segundo a estatal, as usinas possuem 120 MW de capacidade contratada com a Amazonas Energia até 2025

Já a BR Distribuidora informou ontem que teve início a fase vinculante do processo competitivo para a alienação da totalidade de sua participação societária na empresa CDGN Logística (49%).

Azul (AZUL4)

A Azul entrou com pedido na 1.ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo para comprar uma nova Unidade Produtiva Isolada (Nova UPI) com autorizações de chegada e partida (slots) operados pela Avianca Brasil, incluindo os da ponte aérea Rio-SP, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões.

A Azul diz que o pedido é uma alternativa legal e legítima para viabilizar os ganhos da Avianca, o uso de bens e a preservação de atividades, “que correm grave risco de paralisação e rápida deterioração”. “Além disso, a Nova UPI oferece real alternativa para aumentar a competitividade na ponte aérea Rio-SP.”

Para a Azul, o pedido não invalida o plano de recuperação judicial da Avianca, suspenso por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O pedido ainda está sujeito à análise do juízo da recuperação judicial.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica informou que acordo para realizar um aporte de R$ 100 milhões na corretora Órama. A operação acontecerá por meio de aporte realizada pela Sul América Investimentos na O10 Participações, controladora da Órama. Depois do aporte, o Grupo SulAmérica passará a deter 25% do capital da O10.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa apresentou um lucro líquido de R$ 2,486 bilhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 3,6% superior em relação ao mesmo período do ano passado. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido atingiu 18,8%, ante 19,1% de um ano antes. Os ativos totais somaram R$ 54,323 bilhões no primeiro trimestre, alta de 1,2%. O PL somou R$ 50,402 bilhões, aumento de 3,9%

Minerva (BEEF3)

O frigorífico Minerva comunicou ontem que foi postergada a Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua subsidiária Athena Foods na Bolsa de Comercio de Santiago (Bolsa de Valores de Santiago). Segundo a empresa, o adiamento reflete os efeito das recentes condições adversas no mercado global.

Alliar (AALR3)

A Alliar apresentou um lucro líquido dos acionistas de R$ 9,9 milhões entre janeiro e março, um desempenho 39,2% superior ao do mesmo período do ano passado. A empresa informou um lucro líquido pro-forma de R$ 11,9 milhões, significando uma alta de 67,6%.

O Ebitda ajustado somou R$ 72,4 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 21,9%, enquanto a receita líquida, sem itens de construção, somou R$ 261,6 milhões, queda de 0,3%. As vendas mesmas lojas (SSS) subiram 3% no período.

Anima (ANIM3)

A Anima Holding apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 49,1 milhões no primeiro trimestre do ano, alta de 6,7% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda somou R$ 72,3 milhões, representando um aumento de 20,5%.

A receita líquida no trimestre ficou em R$ 281,9 milhões no primeiro trimestre, alta de 6,3%. A base de alunos da Anima cresceu 9,6% nos primeiros três meses do ano na comparação anual, atingindo 113,7 mil matrículas.

Centauro (CNTO3)

A Centauro registrou um prejuízo líquido de R$ 4,143 milhões, desempenho 58,9% do que as perdas de R$ 10,092 milhões de um ano antes. O Ebitda atingiu R$ 81,417 milhões, alta de 133,6%.

A receita líquida somou R$ 527,177 milhões, alta de 14,4%. As lojas físicas tiveram alta de 10%, enquanto a plataforma digital registrou expansão de 36,7%.

Cosan (CSAN3)

A Cosan apresentou um lucro líquido de R$ 395,7 milhões no primeiro trimestre de 2019, cifra 14,5% superior ao resultado de um ano antes. A companhia publicou um lucro ajustado proforma de R$ 401,3 milhões, representando alta de 11,3%.

O Ebitda atingiu R$ 1,447 bilhão, alta de 21,4%. O Ebitda ajustado proforma somou R$ 1,459 bilhão, desempenho 11,2% na mesma base de comparação. A receita líquida totalizou R$ 17,057 bilhões, aumento de 25,6%.

Cesp (CESP6)

A CESP teve um prejuízo de R$ 158,243 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante perdas de R$ 3,729 milhões de um ano antes. Os resultados foram impactados pelo programa de demissão voluntária (PDV) da CESP, com despesas totais de R$ 102,504 milhões na linha do Ebitda.

O Ebitda ajustado somou R$ 41,597 milhões (-86,6%), enquanto o ajustado ficou negativo em R$ 74,050 milhões, ante desempenho positivo de R$ 111,517 milhões de um ano antes. A receita operacional líquida atingiu R$ 355,6 milhões, ante R$ 394,1 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

Sanepar (SAPR11)

A Companhia de Saneamento do Paraná informou que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná concedeu medida cautelar pedida pela 2ª Inspetoria de Controle Externo do mesmo órgão, para suspender a implementação pela empresa do reajuste tarifário anual de 2019, de 12,12944%, a ser aplicado nas contas de água e esgoto.

"A companhia informa que tomará todas as providências necessárias no sentido de restabelecer o seu direito ao alusivo reajuste já fixado pelo Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná - Agepar", informa a empresa, em fato relevante.

(Agência Estado)

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