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Petrobras muda política de divulgação de preços, Natura encontra obstáculo para comprar Avon e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo da B3 na sessão desta terça-feira (23)

P-55 Petrobras
(Divulgação/Petrobras)

No Radar InfoMoney desta terça-feira (23) destaque para a Petrobras que passa a divulgar o preço dos combustíveis em cada ponto de venda, à CCR que pagará R$ 71 milhões para indenizar delatores e Natura, que tem suas negociações para compra da Avon avançando.

Já no radar de resultados, a Via Varejo, controladora das redes varejistas Casas Bahia e Ponto Frio, divulga os seus números nesta terça-feira, após o fechamento do mercado, assim como a Cielo, que vê seus papéis caírem forte nos últimos pregões em meio ao acirramento da "guerra das maquininhas". Confira mais destaques desta terça-feira (23):

Petrobras (PETR3;PETR4)

Diante da polêmica gerada pela intervenção no preço do diesel, a Petrobras informou ontem que a partir de agora disponibilizará em seu website os preços diários da gasolina e do diesel em cada um de seus 37 pontos de venda em todo o território nacional. Segundo o Valor Econômico, a iniciativa vai em linha com o que defende a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que prepara desde 2018 uma resolução para dar maior transparência ao mercado. O objetivo é obrigar a Petrobras, assim como agentes dominantes regionalmente, a divulgar os preços reais praticados nos pontos de suprimento.

Ainda segundo o jornal Valor Econômico as petroleiras com participação no pré-sal e as empresas especializadas em importação e exportação de derivados despontam como candidatas naturais à compra das refinarias da Petrobras. A vendas das refinarias é apontada como principal ativo para desinvestimento. A empresa conta com 13 unidades e o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, afirmou que vê espaço para que a empresa reduza de 98% para cerca de 50% sua fatia no mercado.

CCR (CCRO3)

Os acionistas da CCR aprovaram o plano de R$ 71 milhões para que a companhia indenize 15 ex-executivos, dentro de um Programa de Incentivo à Colaboração (PIC). Dessa forma, eles aceitam colaborar com as investigações de crimes que praticaram na condução dos negócios da companhia, nos estados de São Paulo e no Paraná. A proposta foi aprovada por 68% dos presentes, com voto contrário de 32%.

Natura (NATU3)

A Natura se encontra às voltas de negociação dos interesses com o Cerberus Capital Management, um fundo que detém 16,6% das ações da Avon Products e 80,1% da Avon North America, para tentar fechar a compra da histórica rival, diz o Valor. A publicação afirma que as negociações estão avançadas, mas que a companhia brasileira precisa encontrar um equilíbrio entre a ambição e os interesses do Cerberus, que em 2016 investiu US$ 605 milhões na Avon.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas teve recomendação reduzida pelo JPMorgan de overweight para neutra. O preço-alvo de R$ 10 implica potencial de alta de 11% em relação ao último fechamento.

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4)

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a Avianca poderá custar à empresa US$ 48 milhões. Segundo o executivo, este é o valor da perda à Gol caso o leilão da Avianca, que está em recuperação judicial, não ocorra. Previsto para daqui a 15 dias, Kakinoff argumenta que o risco de prejuízo à Gol evidencia o esforço da companhia em adquirir os ativos da rival em dificuldades financeiras. Já o Valor destaca que a disputa entre Gol e Azul ganhou contornos de acusações de adoção de postura anticompetitiva.

Kroton (KROT3)

A Kroton comunicou que foram admitidos 108,407 mil alunos de Graduação no ensino presencial no primeiro trimestre de 2019, considerando alunos pagantes, FIES e PEP, o que representa um crescimento de 4,1% na comparação anual. Segundo a empresa, o aumento reflete o empenho da companhia em realizar uma estratégia comercial assertiva e alinhada à demanda do mercado com forte representatividade nas áreas de engenharias e saúde", afirma a empresa. A Kroton avalia que esses fatores foram cruciais para compensar os impactos do cenário econômico ainda desafiador, especialmente no que se refere a elevada taxa de desemprego.

Caixa

A Caixa decidiu que vai ter suas ações de suas subsidiárias listadas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Entre as empresas que devem entrar no processos de duplo IPO estão companhias de seguros, cartões, loterias e gestão de recursos. Segundo reportagem do Valor, a Caixa busca dar mais liquidez aos papéis das subsidiárias e melhorar a precificação.

B3 (B3SA3

A B3 anunciou ontem que o conselho aprovou a emissão de debêntures no montante total de R$ 1,2 bilhão, com prazo de vencimento em 30 anos.

Energias do Brasil (ENBR3)

A EDP Energias do Brasil publicou que o total de energia distribuída no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo intervalo do ano passado cresceu 5,1%, para 6,534 milhões de MWh. A EDP Distribuição Espírito Santo registrou alta de 8,3% e a de São Paulo expansão de 2,9%. A alta explica-se pelas melhores condições climáticas, maior número de dias faturados e aumento no total de clientes, afirma.

(Agência Estado e Bloomberg)

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