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Azul e Braskem sobem mais de 1% com balanços e CSN cai com adiamento de reunião entre EUA e China; veja mais destaques

Confira os principais destaques da sessão desta quinta-feira (14)

Cavalos de petróleo na Rússia Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou perto da estabilidade nesta quinta-feira (14), com queda de 0,30%, postergando o "sonho" dos 100 mil pontos e terminando o pregão abaixo dos 98 mil pontos.

A maior alta do índice foi vista em Smiles (SMLS3; R$ 50,89 +6,89). Em seguida aparecem Usiminas (USIM5; R$ 10,44 +3,37%) e B2W (BTOW3; R$ 47,65 +2,96%). 

Também entre os destaques positivos, Braskem zerou perdas e fechou com alta de 1,24%; Azul subiu 1,93% e Petrobras (PETR3, R$ 31,29 +1,13%).

Nas perdas, CSN fechou com queda de 0,58% após subir 9% na véspera, refletindo a notícia de que a reunião entre os presidentes dos EUA e da China para resolver a guerra comercial só acontecerá em abril. Também Embraer (EMBR3; R$ 18,79 -0,16% ) fechou o pregão no vermelho.

Confira os principais destaques corporativos de hoje:

Petrobras (PETR3, R$ 31,29, +1,13%; PETR4, R$ 28,19 +0,32%)

A Petrobras aumentou em 6%, em média, os preços do gás liquefeito do petróleo empresarial (GLP) nas refinarias. O reajuste, que é o primeiro desde setembro de 2018, começa a valer a partir desta quinta-feira.

Também no radar da companhia, os papéis de Petrobras tiveram a recomendação elevada a ‘compra’ pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 32.

As notícias sobre a companhia se completam ainda com a fase final da venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG). Nos próximos dias, a Petrobrás vai abrir os termos do contrato, negociado com a franco belga Engie, para novas ofertas. Pelas regras definidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), nessa etapa, os investidores que já tinham feito lances no ano passado poderão refazer suas propostas.

A venda da TAG é considerada estratégica para a estatal, que está em processo de desinvestimento. Quando concretizada, a transação será a maior já realizada pela empresa. Em setembro de 2016, a petroleira vendeu 90% do gasoduto Nova Transportadora do Sudeste (NTS), sendo 82,35% para a gestora canadense Brookfield e 7,65% para a Itaúsa. A estatal levantou US$ 4,2 bilhões (quase R$ 16 bilhões) com esse negócio.

"Vemos uma competição pelos ativos de transporte de gás natural da Petrobras como positiva, apenas melhorando o perfil de risco-retorno das ações, e reiteramos a recomendação de compra", escrevem os analistas da equipe de research da XP Investimentos.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 53,75 -0,76%)

Segundo a Reuters e a Bloomberg, o Banco do Brasil precificou na última quarta-feira (13) a emissão de US$ 750 milhões em bônus de 5 anos. A informação veio de uma fonte com conhecimento do assunto.

O BB pagará ao investidor uma rentabilidade de 4,75% ao ano, abaixo da meta inicial de 5%. Os recursos serão utilizados para gerenciar dívidas fora do Brasil.

Braskem (BRKM5, R$ 55,35 +1,24)

A Braskem apurou no 4º trimestre de 2018 um prejuízo atribuído aos acionistas de R$ 78 milhões, revertendo um lucro de R$ 386 milhões no mesmo período de 2017. Segundo a empresa, os resultados refletem uma piora do desempenho operacional da companhia.

No período, a receita líquida subiu 17%, para R$ 14,84 bilhões, enquanto o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) somou R$ 1,9 bilhão (queda de 35%), com margem de 13%.

Também ontem, a companhia anunciou o pagamento de dividendos no valor de R$ 2,67 bilhões. A proposta será analisada em assembleia geral extraordinária em 16 de abril.

Embraer (EMBR3, R$ 18,79 -0,16%)

A Embraer apresentou um prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 29,4 milhões nos últimos três meses de 2018. No trimestre, a companhia entregou 33 aeronaves comerciais e 36 executivas. A companhia registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 78,1 milhões. 

A receita líquida ficou em R$ 6,38 milhões (+13%), reflexo da variação cambial no período, segundo a companhia. Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 409,5 milhões, com margem ajustada de 6,4%.

Na opinião do Bradesco BBI, os resultados vieram fracos. Apesar disso, os analistas destacam o aumento do fluxo de caixa livre ajustado, por conta do menor Capex (despesas de capital) e desenvolvimento dos gastos, bem como a melhoria da margem operacional na aviação executiva, chegando a 2%.

Azul (AZUL4R$ 41,28 -1,93%)

A Azul apresentou um lucro líquido de R$ 138,2 milhões no 4º trimestre de 2018, queda de 53,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da companhia ficou em R$ 2,4 bilhões, enquanto o Ebitdar (que exclui os custos e despesas de arrendamento mercantil e outras despesas de aluguéis) ajustado somou R$ 762,7 milhões (+14,5), com margem de 30,7%. 

No acumulado no ano, a Azul reportou um lucro líquido recorde de R$ 703,6 milhões, alta de 36,3% em relação a 2017. A receita líquida totalizou R$ 9,2 bilhões, enquanto o Ebitdar ajustado R$ 2,64 bilhões, com margem de 28,7%.

"No geral, foi um trimestre sem grandes surpresas: negativamente impactado por custos mais altos de combustível (conforme já esperado), mas com sinais positivos no campo operacional", escreve a analista Bruna Pezzin da XP Investimentos.

Hapvida (HAPV3R$ 30,90 -4,92%)

A empresa de assistência médico-hospitalar e odontológica Hapvida registrou um lucro líquido de R$ 234,1 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, alta de 35,1% em relação ao trimestre em 2017. A receita líquida no período ficou em R$ 1,2 bilhão (+16,1%), enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 270 milhões (+2,9%), com margem de 22,3%.

No ano, a companhia também apresentou aumento no lucro líquido: +21,2%, para R$ 788,3 milhões; no Ebitda: +11,1% para R$ 990,2 milhões e na receita líquida: R$ 4,6 bilhões (+18,9).

SLC Agrícola (SLCE3R$ 42,09 +1,42%)

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, reportou no 4º trimestre de 2018 (safra 2017/18) uma receita líquida de R$ 803 milhões, crescimento de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda ajustado da operação agrícola totalizou R$ 271 milhões (+6,6%), com margem de 33,7%.

Na opinião do Morgan Stanley, os resultados vieram fortes, com 2018 sendo um ano de recordes e prometendo um ótimo começo para 2019.

“Diversos fatores sugerem que 2019 será um terceiro ano com recorde de altas margens: i) os insumos já foram comprados no trimestre passado com custo de colheita estável; ii) o plantio vai aumentar 13% neste ano e iii) no 4º trimestre a companhia melhorou suas posições de hedge, atingindo 65% do volume de soja em 2019 e 73% do volume de algodão, ambos acima dos preços atuais”, escrevem os analistas.

Gafisa (GFSA3R$ 8,96 -2,61%)

A Gafisa adiou a data de divulgação do balanço do 4º trimestre para 28 de março. Em fato relevante, a companhia afirmou que a mudança ocorreu por conta da nomeação dos novos membros do conselho e da nova composição do comitê de auditoria, que alterou dois terços de seus membros, de forma que possam avaliar melhor as demonstrações financeiras.

Vale (VALE3R$ 50,71 +0,02%)

O conselho de administração da Vale substituiu Alberto Fabrini por Pedro Repetto no Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Segurança de Barragens (Ciaseb), responsável pelo diagnóstico das condições de segurança, gestão e mitigação de riscos relacionados às barragens de rejeitos de minério da empresa.

Segundo a companhia, a mudança visa dar ao grupo “ainda mais expertise técnica internacional em barragens”.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou ontem a prisão de 11 funcionários da Vale e dois da empresa terceirizada Tüv Süd, investigados no processo que apura responsabilidades pelo rompimento da barragem em Brumadinho. A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, habeas corpus impetrados em favor dos funcionários.

Com a decisão, os 13 terão de cumprir a prisão temporária decretada pelo juiz da comarca de Brumadinho, Rodrigo Heleno Chaves. Conforme nota do TJMG, os funcionários da Vale são investigados por envolvimento no rompimento barragem de Brumadinho. Os engenheiros da Tüv Süd atestaram a estabilidade da barragem.

Os ganhos da companhia foram amenizados após a notícia da Bloomberg de que um encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, para resolver a guerra comercial não acontecerá neste mês e é mais provável que ocorra em abril, o que aumentou a aversão ao risco do mercado.

CSN (CSNA3R$ 15,40 -0,58%)

De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, a CSN pode ser obrigada a vender sua fatia da Usiminas até abril, data limite estabelecida pelo Cade em 2014. A companhia havia feito um pedido de prorrogação em março do ano passado, quando pediu pelo menos mais seis meses para se desfazer dos papéis, o que estenderia o prazo até outubro deste ano. O Cade está dividido e deve se pronunciar nas próximas semanas - parte é contrária à prorrogação, enquanto outros defendem um novo prazo mais curto que os seis meses pedidos pela CSN. 

BRF (BRFS3R$ 20,75 +2,22%)

A área de food service voltou a ser prioridade na lista da BRF e deve prosperar em 2019. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o diretor de food service da companhia, Gerson Mantovani, afirmou que a reestruturação da área na BRF permitirá um crescimento de dois dígitos nos próximos anos.

Além de novos produtos, a companhia prevê um aumento da distribuição com vendedores e caminhões específicos, ampliando a base de clientes que hoje não tem acesso a esses itens.

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Com Agência Estado

 

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