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RD salta 7,5% com Onofre e resultado; Eletrobras sobe 5% com fala de ministro e Vale tem leve queda após rebaixamento

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (27)

Onofre Megastore- Paulista
(divulgação)

SÃO PAULO - As atenções nessa sessão ficaram voltadas para a RD, cuja ação subiu até 12% após a compra da rede de farmácias Onofre e resultado acima do esperado, mas desacelerou na reta final do pregão e fechou com ganhos de cerca de 7%. 

A repercussão de outros resultados também é destaque, enquanto a Petrobras avançou na esteira de um dia de ganhos para o petróleo. Já a Vale chegou a cair quase 2% na esteira do rebaixamento para junk pela Moody's, mas amenizou as perdas. 

Confira esses e mais destaques desta quarta-feira (27):

RD (RADL3)

A RD (ex-Raia Drogasil) apurou um lucro líquido de R$ 121,5 milhões no 4º trimestre de 2018, uma queda de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, o resultado foi afetado por um aumento de 24% nas despesas operacionais e no avanço de 22% com depreciação e amortização.

No acumulado do ano, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 509,3 milhões, uma queda de 0,6% em relação ao resultado de 2017. O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) do último trimestre, por sua vez, ficou em R$ 261,3 milhões - recuo de 10,2%.

A companhia anunciou ontem a aquisição da rede de farmácias Onofre, fazendo com que as ações fechassem o pregão com alta de 3,28%, cotadas a R$ 60,94. A RD disse que não espera “realizar qualquer desembolso financeiro aos atuais quotistas da Onofre”.

De acordo com a Brasil Plural, apesar das iniciativas da companhia para enfrentar a grande concorrência, ainda há um cenário desafiador em 2019, com as Vendas Mesmas Lojas (SSS, em inglês) vindo menor do que o esperado e uma grande expansão no Norte e Nordeste pressionando as margens. "Com um ritmo mais devagar de SSS, perto da inflação no final do ano, e uma estratégia mais assertiva de maturação de suas iniciativas digitais, pode haver espaço suficiente para a companhia recuperar sua expansão de margem no começo de 2020", escrevem os analistas.Confira a análise completa clicando aqui. 

Petrobras (PETR3; PETR4)

 O petróleo registra uma sessão de ganhos após a Reuters informar, citando fonte, de que a Opep e seus aliados continuarão com o acordo para reduzir a oferta de petróleo, pressionando por maior adesão ao pacto, apesar da exigência do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o grupo relaxe seus esforços para impulsionar os preços da commodity. Os ganhos foram intensificados após a divulgação dos estoques de petróleo nos EUA, que mostraram uma inesperada queda de 8,6 milhões de barris. 

Além disso, o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, afirmou nesta quarta que o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) deverá aprovar nesta quinta a realização do megaleilão dos excedentes da cessão onerosa.

No radar da companhia, a Petrobras está planejando fechar a sua sede administrativa de São Paulo até junho e lançar um novo Programa de Demissão Voluntária para acelerar o corte de custos. Segundo a empresa, a desativação da sede na capital paulista vai gerar uma economia de R$ 100 milhões até 2023.

De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, a companhia também estuda fechar unidades incluídas em seu plano de desinvestimento que não despertarem interesse dos compradores, podendo levar a mais demissões.

Ainda nos destaques, a Petrobras divulga nesta quarta-feira o balanço do 4º trimestre.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O modelo de privatização da Eletrobras deverá ser elaborado pelo Congresso em negociação com a União e órgãos reguladores. A expectativa é do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que participou de encontro com investidores em São Paulo.

O ministro acredita que a estruturação da proposta de venda da estatal poderá estar concluída até junho. “Iniciamos agora. Já fomos procurados por alguns parlamentares que têm tradição neste setor elétrico”, informou.

Vale (VALE3)

A Moody's rebaixou o rating em escala global da Vale de Baa3 para Ba1. Além disso, alterou a perspectiva para negativa, quando ela anteriormente estava em revisão para eventual rebaixamento. Com isso, o rating da empresa perdeu o grau de investimento. Após o anúncio, os papéis caíram 1,82%, mas amenizaram as perdas ao longo do pregão. 

A agência diz que desse modo conclui a avaliação para eventual rebaixamento iniciada em 29 de janeiro, em resposta ao rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

A Vale tem um risco de crédito maior após o episódio e consideráveis incertezas associadas ao impacto total e às implicações de longo prazo do impacto total no perfil de crédito da empresa, bem como uma exposição significativa a litígios futuros que devem perdurar por anos, afirma a Moody's.

Segundo a agência, a posição financeira "robusta" da Vale lhe dá um bom colchão para potenciais impactos financeiros, mas o acidente gera preocupações de uma perspectiva social, ambiental e de governança corporativa, "em particular levando-se em conta que ele ocorreu pouco mais de três anos após a ruptura da barreira da Samarco", também em Minas Gerais.

A Vale e a BHP Billiton são as controladoras da Samarco, a responsável por uma barragem que rompeu em Mariana em 2015, também em Minas Gerais.

Na opinião da Moody's, após o acidente a Vale articulou um esforço abrangente de resposta, para dar assistência humanitária e ajuda emergencial às vítimas, bem como reforçar o monitoramento e a inspeção de barragens. "Porém segue incerto neste momento a extensão total dos custos, pedidos e o impacto geral no negócio deste acidente sobre a reputação, operações e resultados financeiros da Vale", afirma a nota.

A perspectiva negativa incorpora incertezas sobre o momento de desembolsos futuros relacionados ao acidente. Para além disso, há riscos com investigações em andamento sobre a causa do acidente e responsabilidades, diz a Moody's.

Totvs (TOTS3)

A Totvs, anteriormente classificada como ‘neutra’ pelo JPMorgan, teve a sua recomendação elevada a ‘overweight’ pelo analista Andre Baggio. O preço-alvo, por sua vez, foi elevado de R$ 33 para R$ 42, o que implica em um potencial de alta de 20% em relação ao último fechamento.

Braskem (BRKM5)

Antes com classificação de ‘outperform’ pelo Safra, o ADR da Braskem teve a recomendação rebaixada a ‘neutra’ pelo analista Kaique Vasconcellos. Já o preço-alvo foi elevado de US$ 29,80 para R$ 30 - potencial de upside de 0,2%.

Sabesp (SBSP3)

O Secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou ontem que a privatização eventual da companhia deverá encontrar muita resistência interna, e que a operação continua a depender da aprovação da MP do Saneamento.

CCR (CCRO3)

A CCR afirma não saber onde foram parar R$ 4 milhões que a empresa relatou ter no caixa dois para distribuir para políticos. A lacuna - ou omissão - está em documentos sigilosos obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo do acordo que a empresa assinou em novembro de 2018 com o Ministério Público de São Paulo.

A reportagem informa que há outros buracos de informação no acordo. O ex-presidente da CCR, Renato Vale, diz não saber quem pediu e quem recebeu R$ 1,2 milhão para campanhas do MDB e R$ 520 mil para o PT em 2012.

A CCR, formada pelas empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Soares Penido, não poderia doar para políticos porque a legislação proíbe concessionárias de serviços públicos de dar recursos em eleições.

Via Varejo (VVAR3)

Segundo a coluna do Broadcast, a família Klein pode estar perto de retomar o comando das Casas Bahia sem desembolsar nenhum centavo. Isso porque o GPA está reduzindo diretamente no pregão a sua participação na Via Varejo, controladora da rede de eletrodomésticos e móveis.

Com as vendas, sua fatia na Via Varejo já foi reduzida a 36,27% (há dois meses eram 42,23%). Dessa forma, se o varejista continuar e vender mais de 10% do capital, a família Klein voltará a se o maior acionista, uma vez que possui 25,53% das ações.

Carrefour (CRFB3)

O Carrefour Brasil teve um lucro líquido atribuído aos acionistas e controladores de R$ 636 milhões no 4º trimestre de 2018, uma valorização de 6,7% na comparação com o mesmo período de 2017.

Com relação ao Ebitda, este somou R$ 1,3 bilhão, aumento de 18,8% na comparação anual. A receita subiu para R$ 15,2 bilhões e as vendas líquidas subiram 10,1%, para R$ 14,4 bilhões.

Em 2018, a companhia registrou um lucro líquido acumulado de R$ 1,66 bilhão (alta de 3,8%) e uma receita total de R$ 54,3 bilhões (alta de 7,9%).

"Apesar dos resultados fortes e iniciativas de transformação digital da empresa, ainda acreditamos que o Carrefour continua com upside de vendas limitado em comparação com seu principal rival CBD, que está significativamente focado na diferenciação do seu negócio de varejo e possui ainda um parque de lojas ainda em estado de maturação  que pode promover significativo crescimento potencial de vendas nos próximos anos", comentam os analistas da Brasil Plural.

Iguatemi (IGTA3)

A Iguatemi apurou um lucro líquido de R$ 76,1 milhões no 4º trimestre do ano passado, um aumento de 14,1% na comparação anual. A receita líquido ficou em R$ 200,5 milhões (alta de 8%) e o Ebitda somou R$ 159 milhões, com margem de 79,3%.

No acumulado de 2018, a administradora de shopping centers registrou um lucro líquido de R$ 260,3 milhões (aumento de 17,6%) e receita líquida de R$ 721,5 milhões.

De acordo com os analistas do Credit Suisse, os resultados vieram negativos, com um nível maior do que o esperado de custos de SG&A (Vendas, Gerais e Administrativas, na sigla em inglês). Eles contam que o nível de performance operacional pareceu bom, mas já estava na conta da maioria dos investidores. "Acreditamos que o resultado do trimestre deve trazer alguma revisão pra baixo de earnings e nos levaram a adotar uma postura um pouco mais conservadora", escrevem, mantendo a recomendação 'neutra' para os papéis.

AES Tietê (TIET11)

A AES Tietê registrou um lucro líquido de R$ 104,9 milhões no último trimestre de 2018, um avanço de 142% em relação ao mesmo período de 2017. A receita operacional líquida ficou praticamente estável, em R$ 466,7 milhões, e o Ebita subiu 35,6%, para R$ 269,3 milhões.

No acumulado do ano passado, a companhia teve um lucro líquido de R$ 288 milhões (recuo de 3,5%) e somou uma receita total de R$ 1,92 bilhão.

Na opinião da Brasil Plural, os resultados vieram em linha com o esperado, marcados por um cenário hidrológico mais favorável no período. Os analistas afirmam que a AES Tietê está negociando a níveis atrativos, mas destacam que alguns eventos no horizonte podem pressionar a ação como, por exemplo, um aumento de capital para acompanhar sua estratégia de fusões e aquisições.

A equipe de Research da XP Investimentos destaca que os resultados vieram levemente positivos, uma vez que o lucro veio em linha com o estimado por eles e acima do consenso de mercado. "A AES Tietê continua nossa top pick no setor elétrico por negociar a desconto em relação a pares do setor e apresentar eventos que podem destravar valor no futuro, como a eventual aprovação do Projeto de Lei 10985/2018, que endereça os impactos do risco hidrológico", escreve o analista Gabriel Francisco.

Enel Distribuidora (ELPL3)

A Enel (antiga Eletropaulo) reportou um prejuízo líquido de R$ 315,261 milhões em 2018, queda de 64% em relação ao mesmo período de 2017. A receita líquida subiu 10,8%, para R$ 14,489 bilhões, enquanto o Ebitda chegou a R$ 1,1 bilhão - queda de 25,8%.

Por conta da melhora no resultado financeiro, a companhia apurou um prejuízo líquido de R$ 157 milhões no 4º trimestre, redução de 83,9% na comparação anual. O Ebitda também recuou, 38,7%, para R$ 218,3 milhões.

Odontoprev (ODPV3)

A Odontoprev registrou um lucro líquido de R$ 77,4 milhões no 4º trimestre de 2018, 21% acima do apresentado no mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado subiu 20,4%, para R$ 112,99 milhões, com expansão de margem de 25,3% para 26,1%.

No acumulado do ano, a empresa teve um lucro líquido de R$ 284,8 milhões e um Ebitda de R$ 415,3 milhões (alta de 18,1%), com margem de 26,1%.

Na opinião do Itaú BBA, os resultados vieram robustos, suportados por números 'saudáveis' da empresa recém-adquirida, aumento de membros no segmento individual e mais um trimestre animador na divisão corporativa. "Nós antecipamos uma reação positiva do mercado", escrevem os analistas. 

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica registrou um lucro líquido de R$ 393,6 milhões no 4º trimestre de 2018, recuo de 4,6% frente ao apurado no mesmo período de 2017. Segundo a companhia, o motivo é o aumento pontual nos sinistros retidos entre outubro e dezembro.

Em 2018, a companhia registrou receitas totais de R$ 20,5 bilhões (alta de 12,5%), lucro líquido de R$ 905 milhões (+17%) e retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) de 15,2%.

Na opinião da Brasil Plural, o resultado "não foi tão bom" quanto eles esperavam. "Com a economia pronta para se recuperar, o emprego crescendo novamente, uma tendência de consolidação no setor, novas iniciativas para manter sua vantagem e a crescente necessidade de cuidados de saúde no Brasil, acreditamos que uma queda no preço da ação deveria ser um bom ponto de compra. No entanto, como alertado anteriormente, a visibilidade do negócio é bastante baixa, com forte sazonalidade entre os trimestres, tornando a visibilidade de curto prazo ainda mais desafiadora", escrevem os analistas. 

Ainda no radar da companhia, o JPMorgan rebaixou a ‘neutra’ as ações de SulAmérica, estimando um preço-alvo de R$ 34, o que implica em um potencial de alta de 4% em relação ao último fechamento. Antes, as ações tinham a classificação ‘overweight’.

Paraná Banco (PRBC4)

O Paraná Banco registrou em 2018 o maior lucro líquido recorrente acumulado da história, com R$ 215,6 milhões, 7,8% superior a 2017.

No 4º trimestre, o banco apurou um crescimento de 21,1% no lucro, finalizando o período em R$ 57,8 milhões. O ROAE recorrente foi de 17,8% no período, enquanto o índice de eficiência foi de 36%.

Também entre outubro e dezembro, o banco registrou o índice de Basileia em 24,4% e saldo em caixa de R$ 1,5 bilhão.

Aliansce (ALSC3)

A empresa de shopping centers registrou um lucro líquido de R$ 61,3 milhões no 4º trimestre de 2018, recuo de 19,7% em relação ao mesmo período de 2017 e margem de 38,1%.O Ebitda ajustado ficou em R$ 13,4 milhões, com margem de 77,2%.

Também no último trimestre, o Aluguel Mesmas Lojas (SSR) e Aluguel Mesmas Áreas (SAR) cresceram 5,5% e 5%, respectivamente. No período, a taxa de ocupação atingiu 97,8%.

Para o Credit Suisse, os resultados vieram sólidos e reforçaram a visão de que a companhia está no caminho certo. Segundo a equipe de análise, a melhora veio tanto de vendas quanto do crescimento de aluguéis, menor inadimplência, menores custos de ocupação e maior taxa de ocupação.

"Acreditamos que os sinais parecem claros de que a empresa deve conseguir crescer o top line e, consequentemente, trazer algumas revisões de earnings. O papel está descontado em relação à media do setor (15% em relação aos outros shoppings) e com um valuation (15x P/FFO 2020) que nos parece atrativo", escrevem os analistas.

Wiz (WIZS3)

A Wiz reportou um lucro líquido de R$ 49,6 milhões entre outubro e novembro de 2018 - um aumento de 24,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 154,2 milhões (+14,8%) e o Ebitda ficou em R$ 84,6 milhões (+37,3%), com margem de 54,9%.

No acumulado do ano, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 184,4 milhões (aumento de 12,9%) e receita líquida de R$ 655,8 milhões (aumento de 10,7%).

"Esperamos uma reação positiva em relação aos números. A receita subiu quase 15% na comparação anual, aproximadamente 4% acima das nossas expectativas. No lado negativo, a divisão de seguros de automóveis segue com dificuldade", escrevem os analistas do Itaú BBA.

Ourofino (OFSA3)

No 4º trimestre de 2018, a Ourofino registrou um lucro ajustado de R$ 21,5 milhões, recuo de 6,1% em relação ao mesmo período de 2017. A receita líquida foi de R$ 175,3 milhões (+8,2), com Ebitda ajustado de R$ 36,5 milhões e margem de 20,8%.

Segundo a companhia, 2018 foi o melhor ano da história em receitas e com aumento de rentabilidade. A Ourofino fechou o ano com receita líquida de R$ 589 milhões (+17%), lucro líquido ajustado de R$ 71 milhões (+56%) e Ebitda ajustado de R$ 132 milhões (+27%).

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