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Suzano salta quase 5% com alta da celulose, Embraer avança com acordo aprovado e BR Distribuidora fecha quase estável

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (26)

celulose

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou com leves ganhos em uma sessão em que o mercado ficou de olho principalmente nas falas de Roberto Campos Neto, que foi aprovado hoje na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para a presidência do Banco Central, e Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. Contudo, as falas não trouxeram grandes novidades, com Campos Neto sinalizando continuidade às políticas de Ilan Goldfajn e Powell ressaltando os sinais "conflitantes" da economia americana. 

Enquanto isso, no radar corporativo, a Petrobras (PETR3;PETR4) não conseguiu sustentar registrar os ganhos observados mais cedo com a alta do petróleo e fechou praticamente estável. Já entre as maiores altas, o destaque ficou com a Suzano com a alta do preço da celulose, sendo seguida pela Cielo (CIEL3) e pela RD (RADL3), esta última com resultado a ser divulgado nesta terça-feira. 

Confira os destaques do pregão:

Embraer (EMBR3)

Os acionistas da Embraer aprovaram em assembleia realizada nesta manhã, em São José dos Campos, a fusão com a americana Boeing para a criação de uma nova empresa na área comercial. As informações são do jornal O Globo. A aprovação aconteceu por 96,8%dos votos válidos. A assembleia começou às 10h e terminou as 10h20 (de Brasília).

A Embraer comunicou que a presidência do Tribunal Regional Federal da 3ª Região revogou a liminar que suspendia a realização de assembleia geral extraordinária dos acionistas que votará a operação com a americana Boeing. Desta forma, não há qualquer impedimento para realizar a assembleia convocada para hoje. A expectativa é de que o acordo entre a Embraer e a Boeing deva ser aprovado por acionistas.

Ontem, a CVM havia negado o pedido de um investidor da Embraer para suspender a assembleia de acionistas prevista para acontecer nesta terça-feira (26).

Vale (VALE3)

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, que conversou com um dos gerente da Vale, a diretoria executiva da companhia sabia de problemas na barragem que resultou no desastre de Brumadinho (MG). Essa é a primeira vez que um depoimento aponta diretamente para diretores executivos da empresa.

Suzano (SUZB3)

Depois de uma queda forte no final do ano, os preços de celulose vêm recuperando semana após semana, conforme destaca a XP Research. Na China, os preços de celulose de fibra curta, material produzido pela Suzano, tiveram alta de US$ 19,7 a tonelada na semana, para US$ 681,62 a tonelada. Os preços de fibra longa também tiveram alta, subindo em US$ 13,70 a tonelada para US$ 708,48 a tonelada, ficando o diferencial de preços em US$ 26,86 a tonelada.

Na Europa, os preços da celulose de fibra curta tiveram pequena queda, de US$ 0,20 a tonelada, para US$ 987,88 a tonelada. Os preços de fibra longa também recuaram, com queda de US$ 1,3 a tonelada, para 1.140,50 a tonelada. 

B2W (BTOW3)

A B2W deu na semana passada, seus primeiros passos rumo ao comércio online internacional. Com um projeto-piloto de marketplace no site da Americanas.com, a companhia passou a oferecer produtos de varejistas e fabricantes americanos e chineses.

Santander (SANB11)

O Santander Brasil concluiu a aquisição das ações restantes da Getnet, passando a deter 100% da empresa credenciadora de cartões. As ações pertenciam à Manzat Inversiones e a Guilherme Alberto Berthier Stumpf.

Via Varejo (VVAR3); Pão de Açúcar (PCAR4)

O Pão de Açúcar anunciou na última semana a venda de 40 milhões de ações (ou 3,09%) da Via Varejo ao preço de R$ 4,74, o que fez com que os ativos registrassem queda de mais de 10% na sessão da última quinta. 

Ontem, porém, logo após os papéis VVAR3 saírem do leilão, eles passaram a disparar mais de 6% e fecharam com alta de 5,30%, a R$ 4,97. O leilão saiu a R$ 5,00 por ativo, com 43,4 milhões de papéis negociados (em um volume total de R$ 316,84 milhões negociados pelo ativo ontem). Nesta terça, os papéis reverteram boa parte da alta, fechando com queda de 4,02%. 

BR Malls (BRML3)

A BR Malls concluiu a venda do shopping Sete Lagoas por R$ 46 milhões. O cap rate (taxa de capitalização, em inglês) realizado ficou em 11,1% (bruto de inadimplência), um nível acima dos desinvestimentos anteriores da empresa. “Esperamos uma reação neutra do mercado, já que tanto o anúncio quanto o cap rate vieram em linha com as expectativas”, escrevem os analistas do Itaú BBA.

Notre Dame Intermédica (GNDI3)

O Grupo Notre Dame Intermédica apurou um lucro líquido de R$ 128,4 milhões no 4º trimestre de 2018 - alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro operacional foi de R$ 170 milhões no período (alta de 5,4% na comparação anual), enquanto o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) atingiu R$ 225,3 milhões - um aumento de 7,6%.

Na opinião do Bradesco BBI, os resultados vieram “sólidos, mas com um ponto de atenção”. “O principal ponto de atenção é a falta de crescimento orgânico, uma vez que GNDI reportou uma perda orgânica de 21 mil vidas, o que pode implicar em um ambiente mais desafiador e competitivo, impactando o futuro crescimento da companhia”, escrevem.

“Por outro lado, ao incorporar Greenline, a GNDI deve ficar mais verticalizada, abrindo espaço para uma queda na perda de vidas ou transferindo sua eficiência no preço, tornando seu produto ainda mais competitivo”, concluem.

Os analistas do Morgan Stanley concordam que os resultados vieram positivos. Segundo eles, as margens vieram um pouco acima do esperado. "O primeiro semestre de 2019 deve ser de aceleração de receita, com espaço para nova expansão de margem no segundo semestre", escrevem.

Unidas (LCAM3)

A Unidas (ex-Locamerica) registrou um lucro líquido de R$ 62,3 milhões no 4º trimestre de 2018, uma valorização de 170,3% em relação ao mesmo período no ano passado. A receita líquida foi de R$ 896,6 milhões (aumento de 178,8%) e o lucro operacional atingiu R$ 165,8 milhões - alta de 146,5%

Com relação ao Ebitda da locadora de veículos, este atingiu R$ 249,7 milhões, um aumento de 134,1% em relação ao 4º trimestre de 2017.

Carrefour (CRFB3)

O Grupo Carrefour Brasil registrou um crescimento de 10,2% nas vendas consolidadas no 4º trimestre de 2018, a R$ 15,8 bilhões, de acordo com prévia operacional. As vendas mesmas lojas (LfL) tiveram um aumento de 6,2% no período, excluindo gasolina - maior nível desde o 1º trimestre de 2017.

De acordo com a companhia, a expansão contribuiu com 4,3% no crescimento das vendas no trimestre, principalmente em função das novas aberturas de lojas Atacadão.

BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras Distribuidora registrou lucro líquido de R$ 1,605 bilhão no quarto trimestre de 2018, alta de 202,3% na comparação com igual período do ano anterior. No fechado do ano passado, o lucro líquido da companhia somou R$ 3,193 bilhões, um aumento de 177,4% sobre 2017.

O Ebitda ajustado, por sua vez, caiu 26,8% na comparação anual no quarto trimestre, para 646 milhões de reais. No ano de 2018, o Ebitda recuou 16,6%, para R$ 2,558 bilhões. A receita líquida totalizou R$ 25,219 bilhões no trimestre, 8,7% acima frente o último trimestre do ano anterior. 

Os papéis chegaram a subir 2,85%, mas amenizaram os ganhos durante o pregão. Durante teleconferência de resultados, a gestão da companhia sinalizou que não houve discussão com a sua controladora, a Petrobras, sobre uma privatização da companhia, o que tem sido o grande catalisador para os papéis no mercado. 

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