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Ibovespa ganha força no fim, sobe 1% com EUA e China e fecha semana com ganhos

Em dia de noticiário doméstico morno, bom humor em Wall Street sustentou ganhos do Ibovespa

Bolsa de valores
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O bom humor das bolsas norte-americanas impulsionou o mercado brasileiro nesta sexta-feira (22), enquanto os investidores ficam de olho na reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

Neste contexto, o Ibovespa fechou com alta de 0,98%, aos 97.885 pontos, o que ajudou e fazer o índice encerrar a semana com ganhos de 0,37%. O volume financeiro deste pregão ficou em R$ 13,936 bilhões. Em Wall Street, os índices subiram cerca de 0,7%, impulsionados pela notícia da CNBC de que a China se comprometeu a comprar até US$ 1,2 trilhão em bens dos EUA.

O contrato de dólar futuro com vencimento em março registrou queda de 0,56%, a R$ 3,749, ao passo que o dólar comercial fechou com perdas de 0,55%, cotado a R$ 3,7412 na venda, acumulando ganhos de 1% na semana.

No mercado de juros, os contratos futuros com vencimento em janeiro de 2021 caíram 4 pontos-base, para 7,06%, enquanto os contratos para janeiro de 2023 recuaram 6 pontos-base, a 8,16%.

As duas grandes potências econômicas tentam entrar em um acordo para colocar fim à guerra comercial que pode elevar as tarifas sobre os produtos chineses importados pelos norte-americanos de 10% para 25% a partir de 1º de maio - se nada for feito até lá. A expectativa é de que seja anunciada a prorrogação deste prazo.

Trump afirmou que espera se encontrar com o Xi Jinping "em um futuro não muito distante" e que ele e o presidente chinês podem ou não ser capazes de finalizar um acordo comercial.

"A China propôs elevar as compras de commodities agrícolas em US$ 30 bilhões. Além disso, a queda global dos indicadores PMI colocam pressão para que os dois países entrem em acordo", destaca Faria Júnior, diretor técnico da Wagner Investimentos, em relatório.

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No cenário doméstico, destaque para a disputa por cargos em Brasília que alimenta a tensão de parlamentares com o governo Bolsonaro em meio a queixas sobre a comunicação do Palácio do Planalto com o Congresso. 

A reforma da Previdência segue no radar com líderes do governo na Câmara e no Senado reconhecendo a possibilidade de desidratação do texto enviado. Especialistas ouvidos pelo Barômetro do Poder, iniciativa do InfoMoney,  consideram que cerca de 30% de seu impacto fiscal, hoje estimado em R$ 1,16 trilhão, podem se perder no processo.

Ainda sobre a proposta, crescem as pressões no Congresso, especialmente de servidores públicos, que podem acabar levando à judicialização da reforma. Parlamentes do Centrão também pressionam e brigam por cargos.

"Como quer se distanciar do presidencialismo de cooptação que imperou no Brasil desde a redemocratização, a dificuldade é de entender, em vista a um tema tão sensível como a reforma da previdência, como o executivo vai se comportar em vista às infelizes tradições legislativas brasileiras", afirma Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Destaques de ações
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 177,90 +10,43 -1,43 665,30M
 CSNA3 SID NACIONALON 12,40 +7,55 +40,27 374,30M
 NATU3 NATURA ON 49,63 +5,93 +10,90 194,14M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 46,47 +4,99 +10,59 90,11M
 USIM5 USIMINAS PNA 9,92 +4,42 +8,44 226,86M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 HYPE3 HYPERA ON 27,78 -3,88 -8,01 157,61M
 CVCB3 CVC BRASIL ON 60,80 -1,76 -0,62 102,86M
 MRFG3 MARFRIG ON 5,51 -1,25 +0,92 20,94M
 PETR4 PETROBRAS PN N2 27,13 -0,99 +19,62 1,00B
 BBDC4 BRADESCO PN 44,60 -0,82 +15,50 1,22B

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 BBDC4 BRADESCO PN 44,60 -0,82 1,22B 768,50M 36.766 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 27,13 -0,99 1,00B 1,45B 35.668 
 VALE3 VALE ON 46,99 +3,55 815,71M 1,71B 39.186 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 177,90 +10,43 665,30M 172,69M 19.969 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN EDJ 36,66 +1,10 637,93M 933,89M 35.446 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 18,32 0,00 402,91M 441,39M 38.003 
 BBAS3 BRASIL ON ERJ 53,09 +0,74 384,77M 646,03M 19.279 
 CSNA3 SID NACIONALON 12,40 +7,55 374,30M 138,36M 36.940 
 ITSA4 ITAUSA PN EDJ 12,90 +0,45 373,53M 502,33M 28.629 
 SUZB3 SUZANO PAPELON 47,50 -0,29 296,36M n/d 18.085 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Reforma da Previdência 

O líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), disse em entrevista ao jornal Valor Econômico que a proposta de reforma da Previdência poder estar "votada em definitivo pelas duas Casas em meados de setembro".

Sobre a possibilidade de desidratação do projeto enviado ao Congresso, Coelho disse que "o governo vai defender seu texto. Mas ele [Bolsonaro] tem a compreensão, por ter sido parlamentar por 27 anos, de que nada chega ao Congresso Nacional e sai da forma que entrou.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL), foi no mesmo sentido e disse que a proposta pode ser alterada em qualquer aspecto pelos parlamentares. 

Enquanto isso, associações de servidores públicos que ganham altos salários ameaçam ir à Justiça contra o aumento para até 22% da contribuição previdenciária, previsto na reforma, informa o jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, as entidades alegam que a alíquota é ilegal e que a carga tributária imposta para quem ganha acima de R$ 39 mil é equivalente a um confisco.

Noticiário político

Insatisfeitos com a falta de interlocução no Planalto, líderes de partidos que reelegeram Rodrigo Maia (DEM) para a presidência da Câmara já começam a cobrar a fatura política, informa o jornal Folha de S. Paulo. Sob o argumento de que a demora do governo para liberar cargos e emendas pode se refletir no placar de votação, deputados pressionam Maia para que ele consiga convencer Bolsonaro a “destravar” pelo menos as nomeações.

Segue no radar a tensão com a Venezuela. O líder venezuelano Nicolás Maduro fechou a fronteira do país com o Brasil na noite de ontem em meio à pressão para que ele permita a entrada de ajuda humanitária oferecida pelos Estados Unidos e por países vizinhos.

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O pedido de ajuda foi feito pelo auto-proclamado presidente interino Juan Guaidó. Maduro, porém, refuta a ajuda e condena o que ele chama de intervenção externa no país. O governo de Bolsonaro decidiu manter o envio de ajuda humanitária, mas descarta intervenção no vizinho. 

 

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