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Vale declara força maior em contratos de minério; três revisões de recomendação e mais destaques

Confira os destaques do mercado na sessão desta quarta-feira (6)

Vale minério
(Facebook)

SÃO PAULO - O mercado se atenta nesta quarta-feira para os efeitos do discurso de Donald Trump ontem no Congresso americano, além das sinalizações para a Previdência no Brasil. Enquanto isso, o noticiário corporativo também segue movimentado, com destaque para a Vale, que declarou força maior para contratos de venda de minério e de pelotas, resultados da Sanepar e ABC Brasil, além de três revisões de recomendações. Confira os destaques do mercado nesta sessão: 

Vale (VALE3)

A Vale declarou força maior - instrumento invocado quando uma das partes não consegue cumprir um acordo por um evento imprevisto - em uma série de contratos de venda de minério de ferro e de pelotas correlatos, após a suspensão de produção na mina de Brucutu – a segunda maior mina da empresa -, anunciada na segunda-feira (04).

A Vale reiterou que não existe fundamento técnico ou avaliação de risco que justifique a decisão de suspender a operação e está adotando as medidas judiciais cabíveis para retomar suas operações o mais rápido possível.

Na segunda-feira, a mineradora informou que o impacto estimado da paralisação temporária da barragem de Laranjeiras na mina de Brucutu (complexo de Minas Centrais) é de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Já o jornal O Globo informa que, após a tragédia em Brumadinho, o governo deve adiar a renovação antecipada do contrato de duas ferrovias administradas pela Vale. A intenção da equipe econômica é não “contaminar” o processo de renovação das concessões, que só vencem em 2027, com o desastre. A Vale opera hoje as ferrovias Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória-Minas, cujos contratos se encerram daqui oito anos. 

CSN (CSNA3)

 A CSN informou que o encerramento das operações da barragem Casa de Pedra, em Congonhas, no Estado de Minas Gerais, faz parte de medidas já adotadas pela sua controlada, a CSN Mineração, em andamento desde 2016, e que visam o processamento a seco do rejeito gerado no processo produtivo de sua mina de Casa de Pedra.

"Atualmente, o tratamento de rejeitos a seco já cobre 40% do volume de seus rejeitos e, até o fim de 2019, a CSN Mineração estará processando 100% dos rejeitos a seco, descartando a utilização de barragens para disposição de rejeitos", afirma a empresa.

Petrobras (PETR3;PETR4)

 A Petrobras comunicou ter firmado acordo "único e inédito" no Brasil com o Ministério Público Federal, em decorrência do acordo celebrado com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) e com o Departamento de Justiça nos EUA (DoJ, na sigla em inglês), no valor de US$ 682,6 milhões, que corresponde a 80% do valor da resolução celebrada com o DoJ e a SEC.

De acordo com a Petrobras, 50% dos recursos serão revertidos a um fundo patrimonial a ser administrado por uma fundação independente (que será constituída e gerida pelo MPF), para o investimento social em projetos, iniciativas e desenvolvimento institucional de entidades idôneas, educativas ou não, que atuem na promoção da cidadania, ética pública, combate à corrupção, dentre outros temas socialmente relevantes.

Os outros 50% serão utilizados pela Petrobras para atender eventuais condenações da companhia em demandas de investidores ou para pagamento de possíveis acordos. O prazo é de três anos, contados a partir de sua homologação.

Sanepar (SAPR11)

A estatal paranaense de saneamento Sanepar teve um lucro líquido de R$ 320 milhões no quarto trimestre de 2018, 107,5% frente ao mesmo período de 2017, enquanto a receita subiu 7,1%, para R$ 1,1 bilhão, em relação aos três últimos meses de 2017.  O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 23,9% no último trimestre do ano, para R$ 475,7 milhões. 

O lucro líquido da Sanepar subiu 30,1% em 2018, atingindo R$ 892,5 milhões. A receita foi de R$ 4,16 bilhões, com alta de 7,6%.

O ano acabou com a Sanepar totalizando 3,14 milhões de ligações de água, alta de 1,6%, enquanto as ligações de esgoto subiram 4,9%, para 2,14 milhões.

ABC Brasil (ABCB4)

O ABC Brasil registrou lucro líquido recorrente de R$ 457,8 milhões em 2018, 5,7% acima na comparação anual, quando lucrou R$ 433 milhões. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 121,4 milhões, alta de 9,8% na base de comparação com os três últimos meses de 2017.

Os ativos totais tiveram alta de 13,8% na comparação anual, para R$ 32,72 bilhões.

B3 (B3SA3)

O Itaú BBA aumentou o preço-alvo de R$ 30 para R$ 37,50 para as ações da B3, mantendo recomendação de compra para o papel. 

"Em suma, os dados operacionais dos últimos meses têm sido encorajadores e sugerem uma sólida dinâmica de lucros à frente. Vemos o lucro por ação recorrente expandindo quase 30% na base anual em 2019, seguido por um crescimento de 16% em 2020, devido a maiores volumes e margens. Além disso, esperamos um ano bastante ativo no que diz respeito as ofertas no mercado primário, o que deve impulsionar a negociação de ações. Por fim, o modelo foi ajustado para incorporar nosso último cenário macro, incluindo uma taxa de desconto menor", ressaltam os analistas. 

Outras recomendações

A B2W (BTOW3) teve a recomendação reduzida para neutra pelo JPMorgan, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 35 para R$ 46. Já a Oi (OIBR4) foi elevada a outperform pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 1,80, o que implica um potencial de alta de 26% em relação ao fechamento de terça-feira. 

Duratex (DTEX3)

A Duratex informou nesta terça-feira que deve fazer ajustes contábeis que farão seus resultados do quarto trimestre terem efeitos negativos extraordinários.

Os ajustes terão impactos aproximados de R$ 314 milhões no Ebitda e de R$ 296 milhões no lucro líquido. As alterações ainda precisam de aprovação do conselho de administração da empresa.

Os efeitos virão de medidas como paralisação temporária das operações de painéis de madeira em Botucatu (SP), o encerramento da operação produção de chuveiros elétricos em Tubarão (SC), e o ajuste contábil de ativos intangíveis.

"Esses ajustes terão efeito caixa de aproximadamente R$ 30 milhões no quarto trimestre, com impacto anual positivo estimado em R$ 40 milhões no Ebitda recorrente da companhia, a partir de 2019", informou a fabricante de painéis de madeira e louças sanitárias

Saraiva (SLED4)

Conforme informa o Valor, a Saraiva fechou mais três lojas em um mês e somou, em janeiro, um total de 82 pontos em operação, segundo relatório mensal da empresa. Desse total, 30 estão com ações de despejo. De acordo com o plano de recuperação judicial da varejista, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de segunda-feira, sua dívida total é de R$ 675 milhões. A rede de livrarias pretende terminar suas dívidas em 2034. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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