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Ibovespa rende em 6 dias o equivalente ao Tesouro Selic esperado para todo o ano de 2019

A escalada de valorização é marcada, principalmente, pelo otimismo do investidor com as perspectivas para a economia brasileira

SÃO PAULO - Mesmo com a discreta realização de lucros desta quinta-feira (10), o Ibovespa vive dias de glória neste início de ano. Em apenas seis pregões, o principal índice da B3 acumula ganhos de 6,52%, valor equivalente à rentabilidade esperada para o Tesouro Selic, cuja rentabilidade é igual à taxa Selic, ao longo de todo o ano de 2019. O consenso de mercado vem constantemente colocando para baixo as estimativas para a elevação da taxa básica de juros da economia brasileira, em meio ao cenário de inflação controlada. 

Enquanto isso, para o Ibovespa, a escalada de valorização é marcada, principalmente, pelo otimismo do investidor com as perspectivas para a economia brasileira, levando o benchmark da bolsa a alcançar a marca história de 93 mil pontos na véspera. 

A reforma da Previdência é o maior foco dos investidores nos últimos dias e fez com que o mercado doméstico mantivesse a tendência de alta mesmo em dias de pressão com pessimismo externo pontual. Quando a aversão ao risco impacta a bolsa brasileira, as perdas têm sido marginais e o índice "anda de lado", o que é uma ótima notícia.

Segundo destacou ao InfoMoney Julio Fernandes, gestor do fundo XP Macro, o fato de não ter havido uma realização forte no mercado nos últimos pregões, mesmo de pressão externa, é um "excelente sinal" e mostra que o mercado está consolidando os ganhos ao longo do tempo e está em uma tendência de alta.

Fernandes aponta que os investidores estão se preparando para os próximos passos, de olho em anúncios do governo e, em especial, na eleição da Câmara dos Deputados e Senado, para definir um movimento ainda mais forte do mercado. 

Vai subir mais?

Para o gestor da XP, questões como as eleições no Congresso e reforma da Previdência, por exemplo, devem fazer o mercado ganhar ainda mais força. Mesmo assim, ele diz que não há como prever quando isso irá acontecer.

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"Se lá fora não tiver um novo movimento de queda brusca, a bolsa brasileira vai passar por cima, a gente não vai em linha com eles. O mercado passou a relevar o cenário externo", afirma Fernandes sobre os riscos de os Estados Unidos segurarem o movimento doméstico.

"Porém, se tiver um movimento direcional persistente para baixo ou para cima em Wall Street, pode ser que o Brasil repercuta. Mas se for 3% para baixo, 3% para cima, sem uma direção clara, no dia a dia, o Ibovespa não tende a repercutir tanto", conclui.

Alguns analistas já arriscam algumas apostas do patamar a ser buscado pelo Ibovespa. A equipe de analise do Santander estima que o índice alcance de 105 a 115 mil pontos neste ano e avalia que "o balanço de riscos brasileiro melhorou internamente". 

Não há como saber até onde o mercado vai seguir nesse ritmo positivo. Mas, por enquanto, há muito mais sinais para alta do que para baixa da bolsa. 

E a renda fixa? Perdeu a atratividade?

O embate entre renda fixa versus renda variável foi tema do programa "Analistas sem Censura" desta semana e Renato Breia, da Nord Research foi categórico: "A 6,50% você não ganha dinheiro", disse o planejador financeiro, lembrando que sobre os rendimentos ainda incide o Imposto de Renda, além da desvalorização do dinheiro com a inflação do período.

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Do outro lado, a analista Marília Fontes defende a aplicação em renda fixa em determinados cenários e perfis de investidor. 

Confira o programa, na íntegra, no vídeo abaixo: 

 

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