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Vale sobe mais de 6% com Fed e medidas da China; Embraer cai 5% após Bolsonaro indicar cautela por fusão

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (4)

supernavio da Vale
(Agência Vale)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve sua quinta alta seguida, conseguindo acumular, nos três pregões desta semana, ganhos de 4,50%. Neste cenário, 11 ações do índice tiveram ganhos de mais de 8%, enquanto apenas 12 tiveram queda, não sendo nenhuma pior que 4%.

Nesta sexta, entre os destaques ficou a Vale (VALE3), que disparou mais de 6% seguindo o noticiário externo, enquanto bancos caíram após a forte alta dos últimos dois pregões. Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) registraram baixa. 

Confira os destaques da B3:

Vale (VALE3)

A Vale não aproveitou a alta dos últimos dois pregões, mas nesta sexta-feira se animou com a alta do preço do minério de ferro (em Dalian, o contrato futuro teve alta de 3,23%, a 511 iuanes) em meio ao alívio internacional em meio às medidas anunciadas pela China e também pelos sinais de alívio na tensão comercial. 

Durante a madrugada na China, o PBOC (BC chinês) anunciou a redução do compulsório bancário em 1,0% para animar a economia e o governo prometeu esforços para conter a desaceleração da economia e com cortes de imposto e taxas. O país também anunciou que, na próxima segunda-feira, inicia rodada de discussões com os EUA para a área comercial.

Além disso, o presidente do Fed trouxe alívio às bolsas globais ao afirmar que a autoridade monetária será paciente com o rumo dos juros nos Estados Unidos e está preparada para ajudar sua política rapidamente, se for necessário. 

Petrobras (PETR3; PETR4)

Após duas sessões de forte alta, a Petrobras teve leves ganhos em dia em que o petróleo teve ganhos de mais de 2%, com as atenções voltadas para as conversas entre China e EUA, além de notícias de corte na produção da commodity pela Opep em dezembro. 

No radar da companhia, ontem, Roberto Castello Branco, o novo presidente da Petrobras, disse que a sua gestão terá cinco prioridades: gestão do portfólio, minimização dos custos de capital, busca por redução de custos, meritocracia e segurança do trabalho e meio ambiente.

Após a cerimônia de posse de Castello Branco, o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, sinalizou que a decisão da cessão onerosa deverá sair em até 100 dias e que o governo discutirá ainda o valor e como será pago. Vale destacar que a estatal confirmou a AGO (Assembleia Geral Ordinária) para o dia 25 de abril. 

Ainda no radar da estatal, um vazamento em uma plataforma de petróleo desativada derramou 1.400 litros de óleo cru no litoral do norte do Rio de Janeiro, gerando uma mancha de 31 km no mar. De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, a Petrobras já teria controlado o vazamento.

Também ontem, a Petrobras reduziu em 0,90% o preço da gasolina nas refinarias de R$ 1,4675 para R$ 1,4537. O reajuste é válido a partir desta sexta-feira (4).

Taesa (TAEE11)

Em entrevista ao à Globo News, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que as privatizações no estado podem começar por subsidiárias da Cemig, como a Taesa, visto que não depende da aprovação da assembleia estadual.

"Estou otimista. Os prefeitos estão numa situação de penúria aqui em Minas e já pediram aos deputados a aprovação do que for necessário. Eu percebo que não teremos dificuldades em aprovar essas reformas", disse.

Embraer (EMBR3)

As ações tiveram queda significativa após presidente Jair Bolsonaro manifestar preocupação com a última proposta de fusão entre a Embraer e a Boeing. Ele disse que a versão mais recente do contrato inclui o repasse de informações tecnológicas para a gigante de aviação norte-americana. 

"Seria muito boa essa fusão, mas não podemos... Como está na última proposta, daqui a cinco anos tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação nossa é essa. É um patrimônio nosso, sabemos da necessidade dessa fusão, até para que ela (Embraer) consiga competitividade e não venha a se perder com o tempo", disse Bolsonaro.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig anunciou que Gustavo Kahl será o novo CEO da Quickfood, empresa líder de hambúrguer na Argentina que até quarta-feira (2) era controlada pela BRF. Segundo a companhia, Kahl irá administrar as unidades da Quickfood, que se integrarão ao portfólio da operação da Marfrig na América do Sul sob a liderança de Miguel Gularte.

Sanepar (SAPR11)

A Sanepar anunciou ontem à noite a saída do diretor financeiro Paulo Battiston. Com isso, Paulo Alberto Dedavid, diretor de operações, irá acumular o cargo de diretor financeiro até que um novo titular seja indicado.

Suzano (SUZB3)

A partir de hoje as ações da Fibria começam a ser negociadas na B3 sob o código da Suzano (SUZB3). O processo de substituição das ações da Fibria por papéis da Suzano começa nesta sexta-feira e será encerrado no fim de terça-feira, quando a Suzano fará o crédito da parcela em ações sua emissão aos acionistas da Fibria.

Gol (GOLL4)

A Gol inicia hoje a oferta pública de aquisição de Senior Notes 2022, remuneradas a 8,875% ao ano, em montante agregado de US$ 91,5 milhões. O prazo de oferta vai até as 17h (horário de Nova York) do dia 16 de janeiro, “exceto se prorrogada ou encerrada antecipadamente”.

Equatorial Energia (EQTL3)

Segundo o jornal Valor Econômico, a administração da Equatorial Energia está avaliando a possibilidade de realizar um aumento de capital para contribuir com os investimentos necessários na Ceal, recém-adquirida, e em outros ativos da companhia.

De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, se houver necessidade de aumentar o capital, “será mais por uma questão econômica do que financeira”.

Forjas Taurus (FJTA3;FJTA4)

Após subir 90% em 2 pregões, as ações da Forjas Taurus registram uma sessão de realização, apesar das novas sinalizações do presidente Jair Bolsonaro sobre flexibilização da posse de arma. 

Bolsonaro afirmou que o  decreto flexibilizando a posse de armas de fogo sai ainda em janeiro. Bolsonaro disse que o decreto vai tirar a “subjetividade” do Estatuto do Desarmamento.

“Ali, na legislação diz que você tem que comprovar efetiva necessidade. Conversando com o [ministro da Justiça] Sergio Moro, estamos definindo o que é efetiva necessidade. Isso sai em janeiro, com certeza”, disse em entrevista ao SBT, a primeira após ter assumido a Presidência da República.

Ele disse que uma das ideias é comprovar a efetiva necessidade com base em estatísticas de mortes por arma de fogo. Assim, moradores de locais com altos índices de mortalidade teriam mais facilidade em adquirir armas. Veja mais clicando aqui. 

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