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Amazonas Energia é leiloada, mas TRT suspende venda; AB Inbev rebaixada pela Moody's e mais notícias

Confira esses e mais destaques corporativos desta terça-feira (11)

Energia
(shutterstock)

SÃO PAULO - No radar InfoMoney desta terça-feira (11), Amazonas Energia é arrematada, mas TRT concede liminar e suspende leilão, Pão de Açúcar dá mais um passo no plano de marketplace alimentar, Saraiva suspende pagamento de R$ 5,8 milhões em dividendos e mais notícias.

Confira esses e mais destaques corporativos desta manhã:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras elevou em 2,3% o preço do litro da gasolina nas refinarias, de R$ 1,5585 para R$ 1,5942, com validade a partir desta terça-feira (11). Para a próxima quarta-feira (12), a estatal manteve o preço da gasolina inalterado nas refinarias. O preço do diesel, por sua vez, permanece o mesmo desde 29 de novembro, a R$ 1,7984/litro.

O Bradesco BBI revisou suas estimativas para PETR4, incluindo os preços mais baixos do brent no curto prazo e a maior venda de ativos em 2019/2020. Para isso, foi reduzido o preço-alvo de R$ 40 para R$ 37 e mantida a recomendação de ‘outperform’ (performance acima da média do mercado).

“A recomendação de outperform foi mantida por conta de um valuation persistentemente atrativo e fluxo de notícias positivo, o que, apesar dos atrasos, deve se materializar”, escrevem os analistas.

Eletrobras (ELET3; ELET6)

A Eletrobras concluiu ontem a venda da Amazonas Energia, seu ativo mais problemático e ineficiente. A distribuidora foi arrematada com deságio de 0% por um consórcio formado pelas empresas familiares do Norte Oliveira Energia.

A Amazonas Energia será vendida com uma dívida de R$ 2,2 bilhões, e o comprador terá que fazer uma capitalização imediata de R$ 491 milhões, além de investimentos de $ 2,7 bilhões nos próximos cinco anos.

Apesar da concretização da venda, o Tribunal Regional do Trabalho concedeu liminar suspendendo o leilão da Amazonas Energia e do Ceal, devido à ausência de estudos sobre o impacto da privatização da empresa para seus trabalhadores.

Em comunicado, a Eletrobras afirmou que não foi intimada pelo TRT e que o único leilão que poderia ser alvo de liminar é a Ceal. A empresa disse que “tomará as providências judiciais necessárias, deixando o mercado informado dos próximos passos relacionados ao processo de desestatização das empresas de distribuição”.

Vale (VALE3)

A Vale planeja investir US$ 467 milhões até 2023 en IoT (internet das coisas, na sigla em inglês), um dos pilares do programa de transformação digital para a empresa avançar na indústria 4.0. Segundo o jornal o Valor Econômico, já são 120 projetos em andamento.

Valid (VLID3)

De acordo com a Brasil Plural, os acionistas da Valid decidiram ontem aumentar o poison pill (regras de dispersão acionária) da empresa de 20% para 35%, depois que o fundo do Alaska propôs a eliminação completa da mesma. Poucos investidores foram contra a remoção da poison pill. A proposta foi feita pelo fundo Teorema.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar anunciou ontem a aquisição do James Delivery, um aplicativo que reúne funcionalidades como encomenda e entrega de produtos de restaurantes, drogarias e supermercados. A compra faz parte do modelo de marketplace alimentar que o grupo deseja alcançar, “integrando em uma única plataforma o varejo como um todo”.

Saraiva (SLED4)

A rede de livrarias Saraiva suspendeu a distribuição de dividendos de R$ 5,8 milhões, referentes ao exercício de 2015, devido ao pedido deferimento do pedido de recuperação judicial. O pagamento estava previsto para 18 de dezembro.

Ambev (ABEV3)

A AB Inbev, controladora da Ambev, teve a sua nota de crédito cortada de A3 para Baa1 pela agência de classificação de rating Moody’s. A agência já tinha colocado o rating em revisão para possível rebaixamento em outubro.

Carrefour (CRFB3)

O Itaú BBA rolou o preço-alvo para os papéis de Carrefour para R$ 22 em 2019, contra R$ 20 em 2018. “Estamos mantendo a nossa recomendação de ‘outperform’ porque a operação do varejo do Carrefour tem melhorado enquanto o Atacadão tem performado com altas margens. O varejo está mostrando sinais de recuperação, com a melhora da dinâmica dos preços”.

Suzano (SUZB3)

Na China, os preços de celulose de fibra curta, material produzido pela Suzano, tiveram a maior queda do ano, de US$29,51/t, para US$706,9/t, depois de terem caído US$13,78/t na semana passada. Os preços de fibra longa também recuaram em US$6,66/t para US$803,21/t, ficando o diferencial de preços em US$96,31/t. Já na Europa, os preços da celulose de fibra curta caíram US$16,55/t, após um longo período estável, para US$1.033,45/t. Os preços de fibra longa também recuaram, com queda de US$25,99/t, para 1.203,33/t. 

Na opinião da XP Investimentos, esse cenário deve impactar negativamente o desempenho das ações da Suzano no pregão de hoje.

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