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Cemig comprará ações de bancos na Light por R$ 650 milhões, 3 notícias de Petrobras e mais destaques

Confira os destaques corporativos desta sexta-feira (30)

gasolina
(Thinkstock)

SÃO PAULO - No radar InfoMoney desta sexta-feira (30), Petrobras pode vender até US$ 15 bilhões em ativos nos próximos anos, Jair Bolsonaro (PSL) aponta novo Ministro de Minas e Energia, Cemig compra ações de bancos na Light por R$ 650 milhões, mas se mantém minoritária, e mais notícias.

Confira os destaques corporativos desta manhã:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras está considerando a venda de até US$ 15 bilhões nos primeiros anos do novo plano de negócios para o período de 2019 a 2023. Segundo fonte ouvida pela Reuters, a meta final ainda não está definida, mas está sendo discutida e deve ser aprovada na próxima reunião do Conselho de Administração da empresa, em dezembro.

Também no radar da estatal, o Congresso informou que a medida provisória de subvenção ao diesel venceu em 28 de novembro. Lembrando que desde ontem a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em 15%, de R$ 2,1228/litro para R$ 1,7984/litro - valor que deve vigorar até 15 de dezembro.

Por fim, de acordo com informações do jornal O Globo, o governo tenta evitar adiamento de megaleilão do pré- sal. Mesmo com a indefinição no Senado sobre o projeto de lei que dá segurança para a licitação, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, vai apresentar nesta sexta-feira a investidores nos Estados Unidos as informações.

Eletrobras (ELET3; ELET6)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) comunicou via Twitter nesta manhã a indicação para o cargo de Ministro de Minas e Energia, o Diretor Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, o que pode mexer com as ações da Eletrobras e de outras companhias do setor elétrico. 

Ainda no radar de Eletrobras, a companhia anunciou em fato relevante que foi revogada pelo Ministro Ricardo Lewandowski a liminar que impedia a realização do leilão de privatização da Companhia Energética de Alagoas (CEAL).

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Na opinião do Itaú BBA, a notícia é positiva e mostra que não há mais complicações para dificultar a possível venda da CEAL. "Continuamos a ver a Equatorial e a Energisa como as principais concorrentes para o ativo. Se a Equatorial ou a Energisa de fato ganharem o ativo, um aumento de capital de ambas as partes não é descartado, uma vez que os compromissos de crescimento atuais e futuros já tomaram a maior parte do balanço de ambas as empresas", escrevem.

Smiles (SMLS3)

Em assembleia de acionistas, a Smiles aprovou ontem uma modificação no estatuto da empresa que permitirá a criação de um comitê independente para negociar as condições de sua incorporação pela Gol.

Os minoritários de Smiles, porém, já estão organizados e mobilizados. De acordo com o jornal Valor Econômico, um deles argumenta que a Gol não poderia ter votado nem mesmo sobre a mudança no estatuto para formação do comitê, pois entende que a controladora está em situação de conflito de interesses.

Cemig (CMIG4); Light (LIGT3)

De acordo com o jornal O Globo, a Cemig vai liquidar nesta sexta-feira a operação de compra das ações da Light, que correspondem a cerca de 2,7% do capital da distribuidora e estão em poder de três bancos: Banco do Brasil, Banco Votorantim e Santander. O valor é de R$ 650 milhões.

Por ser controladora da Light, com 48,7% do capital, a Cemig vendeu parte de suas ações na última terça para evitar que a participação ultrapassasse os 50% e tornasse a distribuidora também uma estatal.

A expectativa é que a Cemig pegue as ações com recursos obtidos com a venda de ativos da Cemig Telecom em agosto, pelo mesmo valor.

Cielo (CIEL3)

A Cielo antecipou em um trimestre o pagamento de dividendos. Segundo a companhia, os proventos no montante total de R$ 875 milhões referentes ao resultado do 3º trimestre de 2018 serão pagos no dia 26 de dezembro de 2018. Desse total, R$ 152,5 milhões a títulos de juros sobre capital próprio e R$ 723 milhões distribuídos aos acionistas a título de dividendos com base na posição acionária de 14 de dezembro, sendo as ações negociadas "ex-dividendos" a partir de 17 de dezembro.

Bradespar (BRAP4)

A Litel informou em comunicado que propôs uma ação contra a Bradespar e a Bradesplan em que busca ressarcimento dos valores desembolsados no âmbito da transação, que teve como objetivo encerrar a execução de sentença arbitral proposta pela Elétron.

De acordo com o Itaú BBA, a notícia é negativa, mas esperada. "Apesar de diversos investidores já esperarem que a Litel propusesse uma ação contra a Bradespar, acreditamos que isso pode continuar a pesar na ação nos próximos pregões", escrevem os analistas.

IMC (MEAL3)

Em comunicado, a International Meal Company afirma que os detalhes para uma combinação com a Sapore ainda não estão claros e que ainda não há posicionamento do conselho sobre a recomendação aos acionistas para aceitarem ou não a oferta.

Entre as solicitações da companhia estão a divulgação do teor de auditoria feita pela Sapore quando o plano de associação entre as empresas foi negociado, assim como mais detalhes sobre o processo de avaliação da IMC que seria feito caso a união dos negócios avançasse depois da OPA.

Azul (AZUL4)

A Azul pretende dobrar de tamanho nos próximos 5 anos, com base na substituição de aeronaves menores por maiores em sua frota operacional, que passará de 122 aeronaves em 2017 para 160 em 2021. A companhia diz ainda que pretende abrir voos para até 35 novas cidades nos próximos anos.

BRF (BRFS3)

A BRF vai retomar a produção de carne de frango no abatedouro de Chapecó (SC) em janeiro, seis meses após paralisar temporariamente os abates na unidade como parte do plano de reestruturação da companhia. No total, a BRF demitiu 4 mil funcionários no Brasil em resposta à crise financeira.

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial informou em comunicado que solicitou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) uma revisão tarifária extraordinária em 2019. Segundo analistas, o pedido já era esperado pelo mercado. Além disso, a companhia solicitou uma revisão da base acionária, o que, na opinião do Itaú BBA, foi uma surpresa. "Isso sugere que a Equatorial pode acreditar que o valor original é maior do que o estabelecido durante o processo de privatização", escrevem.

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