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JBS sobe 2% após acordo com Alibaba; Magalu cai 13% em 2 pregões com balanço e Petrobras recua 3%

Confira os destaques do mercado na sessão desta quarta-feira (7)

JBS funcionários fábrica
(DIvulgação/JBS)

SÃO PAULO - Após chegar a subir 1% mais cedo, o Ibovespa se descolou do exterior e fechou com queda de 1% com o mercado de olho nas declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e também na intensa temporada de resultados. Confira os destaques do mercado na sessão desta quarta-feira (7):

JBS (JBSS3)

A JBS assinou um contrato com a gigante chinesa de e-commerce Alibaba para vender carnes na China, podendo movimentar até US$ 1,5 bilhão em três anos. De acordo com a companhia, o acordo permitirá uma expansão dos negócios nos mercados para clientes corporativos e consumidor final da China, principalmente para carne bovina.

Magazine Luiza (MGLU3)

As ações do Magazine Luiza registraram um novo dia de forte queda e já acumulam perdas de 13% em apenas duas sessões desde que a empresa divulgou os seus números do terceiro trimestre de 2018, na noite da última segunda-feira (5).

Os resultados do Magalu foram considerados positivos mas, ao não surpreender o mercado e com o valuation esticado dos ativos, os analistas não reavaliaram os estimativas e os papéis passaram a registrar queda. Contudo, no ano, a ação MGLU3 acumula alta de 90% no acumulado de 2018, ante alta de cerca de 17% do Ibovespa. Veja a análise completa clicando aqui. 

Carrefour Brasil (CRFB3)

Segundo o jornal Valor Econômico, o Carrefour Brasil comprou a empresa de conteúdo digital e-Mídia, que controla os sites Cyber Cook, Vila Mulher e Mais Equilíbrio, por US$ 10 milhões. A expectativa é que a empresa invista US$ 20 milhões na e-Mídia, para transformar o Cyber Cook em um serviço de comércio eletrônico de alimentos no Brasil. Questionado, o Carrefour não confirmou o valor do investimento.

BB Seguridade (BBSE3)

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou na última terça-feira (6) a venda de uma fatia da BB Seguridade em uma joint venture para a Mapfre, que inclui seguros automotivo e de grandes riscos.

O acordo permitirá à companhia reduzir o consumo de capital em R$ 2,1 bilhões, podendo distribuir esse valor aos acionistas.

Azul (AZUL4)

A Azul divulgou os resultados preliminares de tráfego de outubro. O tráfego de passageiros consolidado aumentou 15,9% em relação ao mesmo período de 2017, frente a um aumento de 16,6% na capacidade, resultando em uma taxa de ocupação de 82,4% (menor que a apresentada em outubro do ano passado).

A taxa de ocupação doméstica totalizou 81,6% (alta de 0,7 p.p.) e a taxa de ocupação internacional foi de 84,9%, queda de 5,6 p.p.

Petrobras (PETR3;PETR4)

As ações da Petrobras saíram de alta para queda expressiva, seguindo a baixa registrada na véspera após o resultado do terceiro trimestre de 2018. Além disso, o mercado repercute a vitória da oposição no Senado ao adiar por duas semanas a apreciação da urgência do projeto que prevê a venda de até 70% da cessão onerosa da Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. 

Ainda em destaque, o Valor informa que a administração da Petrobras já está discutindo assuntos proeminentes com o governo de transição, a saber: (1) se Ivan Monteiro permanece como CEO (ainda em aberto), (2) como se preparar para o fim dos subsídios ao diesel e (3) a renegociação do Contrato de Cessão Onerosa. 

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau virou para queda apesar do resultado positivo do mercado. A siderúrgica teve um lucro líquido ajustado de R$ 998 milhões no terceiro trimestre deste ano, 6 vezes acima na comparação anual, o trimestre mais forte para a companhia desde 2008.

O Ebitda ajustado subiu 72,6% no trimestre, para R$ 2,01 bilhões, com margem de 15,7%. A dívida líquida, por sua vez, ficou em R$ 14,72 bilhões. A receita líquida da companhia subiu 35,5%, para R$ 12,84 bilhões, enquanto os custos subiram em menor ritmo (29%). De acordo com a empresa, a expansão foi motivada principalmente pela melhoria dos mercados brasileiro e internacional, assim como pelo efeito do câmbio na conversão de receitas para real.

A XP Research destacou em relatório ter uma visão positiva para as estimativas de consenso após a sequência de resultados mais fortes nos últimos dois trimestres. "Reiteramos recomendação de compra na Gerdau, que se beneficia de um ambiente mais aquecido no Brasil daqui em diante, assim como de margens sólidas nos EUA", aponta a equipe de análise. 

Minerva (BEEF3)

A Minerva apurou uma receita líquida no terceiro trimestre de R$ 4,34 bilhões, acima da maior estimativa compilada pela Bloomberg, de R$ 4,08 bilhões. O Ebitda veio em R$ 449,2 milhões, com margem de 10,4%.

A companhia teve um prejuízo líquido no período de R$ 132 milhões, volume de 16,1%, dívida líquida/Ebitda ajustado de 5 vezes e um fluxo de caixa livre de R$ 93,5 milhões.

Iguatemi (IGTA3)

A administradora de shopping centers Iguatemi teve um lucro líquido de R$ 65,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, resultado 23,6% acima do mesmo período do ano anterior. A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 177,5 milhões.

O Ebitda da companhia no trimestre atingiu R$ 141,19 milhões, com margem de 79,5%. As vendas totais subiram 4,8%, para R$ 3,2 bilhões, e acumularam R$ 9,5 milhões no ano. Também houve aumento nas vendas mesmas áreas (SAS, em inglês), de 2,9% no período.

Taesa (TAEE11)

A Taesa registrou um lucro líquido de R$ 267,7 milhões no terceiro trimestre, alta de 175% na comparação anual, refletindo o maior IGP-M do período. A receita líquida cresceu 87,6% no período, para R$ 403,2 milhões.

O Ebitda (Lucros Antes de Juros Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) regulatório ficou em R$ 310,1 milhões no trimestre, um recuo de 14,5%. A receita líquida regulatória, por sua vez, caiu 13,2%, para R$ 362,2 milhões.

TIM (TIMP3)

A TIM apurou um lucro líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 1,33 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 379,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita líquida avançou 3,8%, para R$ 4,24 bilhões, enquanto o resultado bruto fechou em R$ 2,33 bilhões. O Ebitda normalizado da companhia foi de R$ 1,65 bilhão, alta de 8,8% graças ao crescimento da receita nos serviços móvel e fixo. A margem Ebitda normalizada foi de 38,9%.

BR Properties (BRPR3)

A companhia registrou uma receita líquida de R$ 113,5 milhões, alta de 7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda ajustado ficou em R$ 89,2 milhões (alta de 11%), com margem de 79%, uma das mais altas do setor.

A BR Properties fechou o trimestre com uma dívida líquida de R$ 2,5 bilhões e uma posição de caixa de R$ 902,1 milhões. O portfólio da empresa fechou o período com taxas de vacância financeira e física consolidadas de 22,4% e 28%, respectivamente.

Locamerica (LCAM3)

A Locamerica teve um lucro líquido de R$ 60,7 milhões no terceiro trimestre e lucro recorrente de R$ 60,1 milhões. O Ebitda veio em R$ 236,5 milhões, com margem de 57,2%.

Ser Educacional (SEER3)

A Ser Educacional teve uma receita líquida de R$ 286 milhões, abaixo das estimativas. O Ebitda ajustado da companhia veio em R$ 75,4 milhões, acima das projeções do mercado, com margem Ebitda ajustada de 26,4%.

Comgás (CGAS5)

A Companhia de Gás de São Paulo teve vendas líquidas de R$ 1,90 bilhões no terceiro trimestre, acima da média de projeções compiladas pela Bloomberg. O lucro líquido normalizado no período ficou em R$ 293,5 milhões, enquanto o Ebitda normalizado ficou em R$ 545,6 milhões. A dívida líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,03 bilhões.

Sanepar (SAPR4)

A Companhia de Saneamento do Paraná teve um lucro líquido no terceiro trimestre de R$ 132 milhões, enquanto a receita líquida ficou em R$ 1,05 bilhões. O Ebitda no período foi de R$ 357 milhões, com margem de 34,2%.

Sonae Sierra Brasil (SSBR3)

A companhia apresentou uma receita líquida de R$ 73,7 milhões no terceiro trimestre, 4,6% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 50,5 milhões no período, um aumento de 14,6%, explicado pela combinação de maior receita líquida e menores custos e despesas operacionais.

São Martinho (SMTO3)

O Grupo São Martinho apurou um resultado líquido de R$ 58,5 milhões entre julho e setembro deste ano, um aumento de 10,4%. A receita no segundo trimestre de 2019 (ano safra 2018/19) caiu 12,6%, para R$ 643,4 milhões, enquanto o Ebitda recuou 19,1% para R$ 316,2 milhões. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 49,1%.

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