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Câmara pode votar agenda de Bolsonaro pró-armas e impulsionar Forjas Taurus; 2 IPOs no radar e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta terça-feira (23)

Moedas com tabela de valorização ao fundo
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Dia agitado no radar de Petrobras, com queda no preço do barril do petróleo e redução no preço da gasolina nas refinarias, recuperação superior a R$ 3 bilhões em ressarcimento de danos e confirmação de que a produção da Refinaria de Paulínia não tem data marcada para ser normalizada.

Nos destaques corporativos, Valid adquire controle de startup mineira por R$ 6,4 milhões, Marisa anuncia primeira fase do seu projeto omnichannel, Banco BMG e Tivit protocolam junto à CVM solicitação de IPO e mais notícias. Além disso, o Estadão informa que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai colocar em votação após as eleições um projeto que revoga o Estatuto do Desarmamento. Confira esses e outros destaques desta terça-feira (23):

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras confirmou ontem que o prazo para a retomada total da produção integral na Refinaria de Paulínia (Replan) segue incerto, por conta dos danos provocados pela explosão seguida de incêndio há dois meses.

Desde 6 de setembro são mantidas 50% das operações em áreas não afetadas. Quem investiga as causas é a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Também no radar da estatal, a companhia ultrapassou a marca dos R$ 3 bilhões em valores recuperados a título de ressarcimento de danos, por meio de acordos de leniência e delações premiadas.

Em comunicado, a petroleira afirmou que recebeu a devolução de R$ 549 milhões como parte do acordo de leniência assinado em julho com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU), a SBM Offshore N.V. e a SBM Holding Inc S.A.

Para esta terça-feira (23), a Petrobras reduziu o preço da gasolina A nas refinarias, de R$ 2,1060/litro para R$ 2,0639 o litro.

Forjas Taurus (FJTA4)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai colocar em votação após as eleições um projeto que revoga o Estatuto do Desarmamento, facilitando o acesso e posse de armas em casa pelos cidadãos, destaca a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. 

O texto retira a exigência de comprovação da necessidade e reduz para 21 anos a idade mínima para compra. Manteria, por outro lado, as exigências de não ter antecedentes criminais, comprovar curso de tiro e passar por exame psicotécnico. A notícia deve impactar as ações da fabricante de armas Forjas Taurus, que no ano disparam 527,35%.

Valid (VLID3)

A Valid, empresa que atua nos segmentos de meios de pagamento, sistemas de identificação e telecomunicações, comprou por R$ 6,4 milhões o controle da startup mineira Agrotopus, que fornece um sistema de rastreabilidade para cooperativas de café que representam 12% do mercado brasileiro.

A operação faz parte da estratégia da companhia de expandir sua atuação para os segmentos de software e serviços, passando a oferecer mais do que apenas Sim cards para operadoras de telefonia e cartões para bancos.

Lojas Marisa (AMAR3)

A rede de lojas Marisa anunciou a primeira fase do seu projeto omnichannel que terá como objetivo a integração de suas operações online e offline. O projeto terá inicialmente foco na operação click and collect e será lançado em 10 lojas, com o objetivo de implantar totalmente o modelo até 2019.

“Vemos como positivo que a empresa mantém o foco em seu projeto de recuperação para melhorar a experiência de compra e os serviços aos clientes. No entanto, entendemos que este é o primeiro passo, e a Marisa ainda tem um longo caminho a percorrer para recuperar o apelo dos clientes e trazer de volta o tráfego para suas lojas”, escrevem os analistas da Brasil Plural.

Segundo eles, a notícia não deve ser um grande catalisador nas ações da AMAR3. “Mantemos nossa classificação de underperform, esperando ter uma visão melhor da assertividade do plano da Marisa e da capacidade de execução do management”, escrevem.

Marfrig (MRFG3)

O órgão antitruste do Japão aprovou ontem a venda da subsidiária da Marfrig, a Keystone, à americana Tyson Foods. Agora, a conclusão da transação depende apenas do aval dos órgãos antitruste da China e da Coreia do Sul.

A Marfrig anunciou a venda da Keystone à Tyson no mês de agosto, por US$ 2,4 bilhões. O objetivo é que com a venda, a empresa brasileira consiga reduzir o seu endividamento.

Biosev (BSEV3)

A Biosev, produtora brasileira de açúcar e etanol, está negociando a venda de mais usinas no Brasil para reduzir suas dívidas. De acordo com a Reuters, fontes disseram que a companhia contratou a divisão de serviços financeiros da consultoria Datagro e a unidade de investimento do Santander Brasil para auxiliá-la no processo de venda de outras usinas. Vale destacar que, ontem, os papéis subiram 37% e tiveram mais um dia de fortes ganhos também impulsionados pelo momento positivo para os papéis do setor sucroalcooleiro (veja mais clicando aqui).

Light (LIGT3)

A Light comunicou por meio de Fato Relevante, o exercício do direito de venda da totalidade das ações de emissão da RME de suas propriedades, ou seja, uma vez consumada a opção de venda, haverá a extinção do bloco de controle da companhia.

"Em virtude do exercício da opção de venda, há ainda a possibilidade de os acionistas integrantes do bloco de controle (Cemig, RME e Luce Empreendimentos e Participações) realizarem alienação de parte de ações de suas propriedades de emissão da companhia no mercado segundário", informou a companhia em comunicado.

IPO: Banco BMG e Tivit

O Banco BMG e a companhia de serviços de tecnologia Tivit protocolaram o pedido de registro de capital aberto junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na última segunda-feira (22).  

No caso da Tivit Terceirização de Processos, Serviços e Tecnologia, o movimento retoma um processo que foi suspenso em setembro do ano passado. Agora, a operação envolve apenas a oferta secundária de ações e tem como coordenadores o Itaú BBA, o JPMorgan, o Bradesco BBI e o BTG Pactual.

Já o mineiro BMG, o IPO envolve oferta primária e secundária. O coordenador líder da transação é o JPMorgan.

Proventos

Cyrela (CYRE3): A companhia vai pagar em 7 de novembro dividendos intermediários no valor total de R$ 120 milhões, equivalente a R$ 1,002811114 por ação. As ações serão negociadas na condição ex-direito a dividendos a partir de 26 de outubro, ou seja, quem comprar após essa data não irá receber os dividendos anunciados.

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