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Bolsa fica doce: como aproveitar o "call" do açúcar com upside de até 45%

Pragas na Índia tem afetado produção de açúcar no país e pode elevar preço mundial da commodity

Plantação cana de açúcar
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Pragas têm afetado o segundo maior estado produtor de açúcar da Índia, responsável por 50% da capacidade indiana, o que pode levar a uma queda de 10% na produção do produto no país. Além de ser uma notícia positiva para as commodities (com a redução da oferta há o aumento dos preços) - beneficiando demais produtoras mundo afora -, os analistas do Credit Suisse afirmam que a recente valorização do real "parcialmente compensa esse movimento", o que favorece as sucroenergéticas brasileiras.

Com todos os olhos na alta do açúcar, o segmento tem se valorizado nos últimos dias, levando ao "call do açúcar" por diversos bancos. A "compra mais óbvia do setor" é São Martinho (SMTO3), que apesar de subir 4,57% em 2018, dispara 14,03% somente nesta semana, enquanto o Ibovespa sobe 1,22%.

Em relatório, o BTG Pactual reconhece um beta baixo da companhia em um bull market, mas nota que o valuation está "parecendo absurdamente descontado", principalmente quando consideramos a retomada atual do preço do açúcar e a expectativa de fortes preços para o etanol nos próximos meses. Os analistas reiteram compra para os papéis e elevam o preço-alvo de R$ 26 para R$ 27 - o que totaliza um potencial de alta de 45,87% em relação ao fechamento do último pregão.

"Baseado na atualização de nossas estimativas, acreditamos que se o investidor comprar as ações da companhia agora, conseguirá um bom combo de melhora nos preços, pagamentos de indenizações do governo, valorização da terra e 29% de crescimento nos ganhos por três anos, sem mencionar nossa expectativa de pagamentos de dividendos mais volumosos", escreve Thiago Duarte, analista que assina o relatório. Ele destaca ainda, um fluxo de caixa de 11% em 2018 e de 14% no próximo ano.

Sobre os "dividendos mais volumosos", Duarte vê o pagamento de dividendos e a recompra de ações como a opção número um da companhia, tornando-a um forte player entre os grandes pagadores. Além disso, cita a alavancagem de São Martinho, que deve chegar em 1x - recorde da mínima - até o final da colheira.

O analista também destaca que, com o aumento dos preços do etanol, São Martinho é a grande vencedora: "o risco-retorno do açúcar é assimétrico para o upside". 

Ainda há mais por vir

"Apesar dos resultados da colheita deste ano (segundo trimestre do exercício fiscal de 2018, encerrado em 31 de agosto) já serem bons o suficiente para justificarem nossa recomendação de compra, acreditamos que os investidores estão ignorando o perfil de crescimento da SMTO nos próximos anos", escreve Duarte. 

Segundo ele, com uma capacidade de moagem de 24 milhões de toneladas, a companhia ainda pode entregar um aumento de 17% em três anos só por utilizar todo o seu potencial de produção. Além disso, dada a "enorme" alavancagem operacional do negócio, o potencial de crescimento dos ganhos deve ser mais forte que 29% no período.

"E ainda não estamos levando em consideração o potencial de economia de custos do Controle Operacional Agrícola (COA) e projetos de pré-semeadura, que podem facilmente economizar mais de R$ 3/ton em custos no médio prazo (R$ 72 milhões/ano)", diz.

Além de São Martinho, outras empresas como Biosev (BSEV3) e Cosan (CSAN3) tendem a se beneficiar com a notícia. Só em outubro, por exemplo, a Biosev já sobe 36,60%, enquanto a Cosan avança 12,40%.

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