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Ibovespa futuro sobe 1% por ampla vantagem de Bolsonaro em pesquisa e exterior positivo

Seguem no radar dos investidores novas pesquisas eleitorais desta sexta-feira (19) e a repercussão das informações de que empresas estão comprando pacotes de disparo em massa de mensagens a favor de Bolsonaro.

Bolsonaro
(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

SÃO PAULO - O mercado doméstico aponta para uma abertura de pregão em terreno positivo repercutindo pesquisas eleitorais otimistas para Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial contra Fernando Haddad (PT) após a queda de 2,24% do Ibovespa na sessão anterior motivada pelo mau humor externo. As bolsas lá fora mostram recuperação e ajudam no otimismo por aqui.

Às 9h08 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro avançava 1,20%, a 85.480 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em novembro tinha queda de 0,74%, cotado a R$ 3,698.

Seguem no radar dos investidores novas pesquisas eleitorais desta sexta-feira (19) e a repercussão da  da reportagem da Folha de S. Paulo da véspera que trouxe informações de que empresas estão comprando pacotes de disparo em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e a favor de Bolsonaro.

Também está no foco do mercado a informação de que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, se prepara para deixar o cargo.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

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Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas se recuperaram das fortes quedas na véspera. Os números do PIB (Produto Interno Bruto) da China mostraram que o crescimento econômico do país desacelerou de 6,7% para 6,5% no terceiro trimestre na comparação anual, perto da estimativa de alta de 6,6% e mostrando desaceleração ante os 6,7% de crescimento do dado anterior. Os demais dados foram mistos: o varejo chinês em setembro cresceu mais que esperado, enquanto a indústria ficou aquém.

As bolsas europeias operam em queda puxada pela baixa das ações de montadoras após balanços considerados decepcionantes pelo mercado. Os investidores ainda monitoram estão monitorando eventos políticos, incluindo o orçamento italiano e o Brexit.

Os índices futuros em Wall Street apontam para ligeira recuperação à espera de novos dados corporativos da temporada de balanço. Os preços do petróleo também mostram recuperação após fortes quedas na semana. 

Pesquisas eleitorais e escândalo do WhatsApp

Pesquisa Datafolha mostrou ampla vantagem de 18 pontos percentuais para Jair Bolsonaro (PSL). O deputado aparece com 59% dos votos válidos, contra 41% de Fernando Haddad (PT). O levantamento exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, que é a forma como a Justiça Eleitoral considera oficialmente. Veja aqui a pesquisa completa.

O levantamento DataPoder360 traz números ainda mais otimistas para Bolsonaro, que aparece com 64% das intenções de voto, contra 36% de Haddad. Os investidores aguardam a pesquisa XP/Ipespe, que será divulgada ainda nesta manhã. O último levantamento do instituto mostrou Bolsonaro com 59% e Haddad com 41% dos votos válidos. 

Além das pesquisas, o mercado doméstico acompanha as repercussões da reportagem da Folha de S. Paulo da véspera que trouxe informações de que empresas estão comprando pacotes de disparo em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e a favor de Bolsonaro.

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A Folha ouviu especialistas em direito eleitoral que disseram que o candidato pode ser punido se for comprovado que o militar reformado foi beneficiado por apoio ilegal de empresários. A prática pode envolver ao menos três irregularidades: 1) são proibidas doações de pessoas jurídicas; 2) todo dinheiro gasto de alguma forma na campanha precisa ser declarado; 3) não é permitido usar listas de contatos compradas para espalhar conteúdos.

Se houver indício de que a chapa de Bolsonaro foi favorecida por abuso de poder econômico que promoveu desequilíbrio na disputa, titular da candidatura e vice podem ter que responder. O PT já corre atrás dessa punição e entrou com pedido de investigação judicial no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

Em live no Facebook com mais de 200 mil pessoas, Bolsonaro rebateu as acusações e disse que a Folha "se afunda na lama". Ele negou qualquer esquema e lembrou que desde o dia 6 de setembro está "fora de combate" por conta do ataque que sofreu, e por isso, não teria como realizar qualquer jantar ou encontro para combinar algum esquema. Ao negar estas declarações, ele xingou Haddad de "canalha", "vagabundo" e "sem vergonha", repetindo as expressões várias vezes. 

Sobre sua condição de participar de encontros, os debates ficaram fora de cogitação, apesar da liberação de seus médicos. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou que o deputado não irá comparecer a nenhum encontro de segundo turno.  Segundo ele, o estado de saúde do candidato é de "absoluto desconforto" e que não deve ser submetido a "uma situação de alto estresse, sem nenhum motivo". 

Conexão Brasília debate governabilidade e fake news

O Conexão Brasília desta semana recebe a cientista política Suelma Rosa, vice-presidente do conselho deliberativo do iRelGov (Instituto de Relações Governamentais). Na pauta, a reta final da corrida eleitoral no plano nacional e nos estados, os desafios de governabilidade aos eleitos e o recente noticiário sobre a disseminação de fake news a partir de redes sociais e plataformas como o WhatsApp. O programa é transmitido ao vivo, a partir das 14h45 (horário de Brasília) e pode ser assistido pela InfoMoneyTV e página do InfoMoney no Facebook.

Agenda econômica

O dia é de agenda de indicadores fraca no mercado doméstico e internacional. Nos Estados Unidos, os dados de revendas de casas relativos a setembro serão conhecidos às 11h (de Brasília) e a estimativa mediana da Bloomberg é de 5,29 milhões de unidades ante 5,34 milhões do mês anterior.

Noticiário corporativo

A CM Hospitalar passou a deter 99,79% do capital da Cremer após OPA (Oferta Pública de Aquisição). A Alpargatas aprovou proposta para sucessão presidencial.

A Eletrobras deve fechar distribuidora do Amazonas se não encontrar comprador para empresa, informa o jornal O Globo. O Citi e Banco do Brasil entram em IPO (oferta pública inicial de ações) bilionário do mineiro BMG, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. 

(Com Bloomberg)

 

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