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Acordo de R$ 2,5 bi de holding da Vale, "dança das cadeiras" em Marisa e Hypera e outras notícias

Confira os destaques corporativos desta terça-feira

Revista InfoMoney | Ed. 53 - Após o pico, o vale
(Divulgação)

SÃO PAULO - Acordo de sócios da Vale para encerrar disputa bilionária, capítulos finais da fusão de Fibria e Suzano e troca na cúpula da Marisa e da Hypera estão no radar dos investidores

Confira os destaques corporativos desta terça-feira (11):

Vale (VALE5) e Bradespar (BRAP4)

Reportagem do Valor Econômico informa que a holding da Vale, Bradespar, e a Litel negociam acordo de R$ 2,5 bilhões para pôr fim a uma disputa bilionária com a Elétron, o veículo do Opportunity, de Daniel Dantas, segundo fontes. Executivos de Bradespar, Litel e Elétron devem se reunir nesta terça-feira para mais uma rodada de negociações. 

"Assumindo este valor, a Bradespar estaria negociando a um desconto de 25%-30% à soma das partes, atrativo e acima dos 15%-20%, que vemos como justo.", avalia o time da XP Research.

Na parte operacional, perspectivas de analistas do Citi apontam que os embarques de minério da Vale devem superar 100 milhões de toneladas no trimestre.

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras mantém o preço da gasolina inalterado após revisão. O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou ontem que a companhia pode vir a adotar no futuro uma solução de hedge semelhante à prevista para a gasolina também para o diesel.

Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

A Fusão de Fibria e Suzano está chegando à fase final das aprovações necessárias."Essa operação cria valor para todos as partes relacionadas e acionistas das duas companhias. Cria também valor para o Brasil, que fica cada vez mais competitivo globalmente em um setor que é fundamental e gera muitas divisas e muitos empregos", disse o presidente da Suzano, Walter Schalka, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Juntas, as empresas valem hoje cerca de R$ 100 bilhões na B3 e darão origem à maior companhia do agronegócio brasileiro. Na quinta-feira (13), se tudo ocorrer dentro do esperado, a assembleia geral extraordinária das duas companhias deve aprovar a operação. Superada essa etapa, faltarão apenas os avais dos dois últimos órgãos antitruste que analisam a operação, a Comissão Europeia e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Estados Unidos, China e Turquia já se manifestaram favoravelmente ao negócio. 

Azul (AZUL4)

A Azul anunciou os resultados preliminares operacionais de agosto e registrou alta de 0,8 pp em base anual na taxa de ocupação em agosto, alcançando 82,4%. “Além do cenário saudável de demanda, recebemos recentemente nosso 17º A320neo, o principal impulsionador do nosso plano de expansão de margem para os próximos anos. Estamos apenas no início do processo de transformação da nossa frota e eu não poderia estar mais empolgado “, disse John Rodgerson, CEO da Azul.

Segundo a XP Research, a Azul reportou dados fortes e saudáveis de tráfego no mês passado e os dados corroboram a tese de racionalidade do setor, e configuram um início de terceiro trimestre saudável.

Eletrobras (ELET6; ELET3)

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) negou recurso contra desverticalização da Amazonas Distribuidora, concessionária administrada pela Eletrobras. Ontem, Wilson Ferreira Junior, presidente da estatal, disse que o leilão de privatização da distribuidora terá sua data adiada caso o projeto de lei que viabiliza financeiramente a companhia não seja aprovado pelo Senado antes da sua realização. Atualmente, o leilão está marcado para 26 de setembro, mas o Senado indicou que o PL só será votado no plenário depois do primeiro turno, em 9 de outubro. 

Além disso, a Eletrobras anunciará em outubro um programa de demissão voluntária para 2,5 mil trabalhadores, com o objetivo de economizar R$ 1 bilhão. O presidente da estatal também afirmou que a alavancagem deve cair abaixo de 3x dívida líquida/ebitdacom o leilão das SPEs até 27 de setembro. 

Ferreira afirmou ainda que gostaria de permanecer no comando da empresa caso o próximo governo apoie o processo de privatização da Eletrobras.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade anunciou a ampliação de sua participação na corretora digital de seguros Ciclic. O aumento da participação aconteceu por meio da BB Corretora de Seguros, controlada pela BB Seguridade, e teve aporte de capital de R$ 20,25 milhões.  O acordo foi anunciado originalmente em 30 de novembro de 2017 e aguardava aprovação regulatória. 

Com o negócio, a BB Seguridade passa a ter 49,9% das ações votantes e cerca de 75% das ações preferenciais da Ciclic. O restante seguirá detido pela PFG2 Participações. O acordo inclui a distribuição de produtos de previdência privada e vale até 2032. 

"Embora pequenos, acreditamos que o acordo deve apoiar a crescente concorrência na distribuição de negócios de previdência privada oriundos de plataformas de investimento digital. Atualmente, a plataforma de investimentos oferece apenas produtos da BrasilPrev e BBDTVM, o mais provável é que se torne uma plataforma aberta para adquirir mais clientes posteriormente", avaliam os analistas do Brasil Plural. 

Hypera (HYPE3)

A companhia anunciou a contratação de Helio Segouras como chefe da unidade de negócios Consumer Health. Segouras possui longa experiência na indústria farmacêutica, ingressando na Hypera depois de quase 14 anos na Novartis, onde atuou por último como Head Regional de Primary Care e Especialidades para Latam e Canadá. Ele substituirá o diretor de marketing e vendas, Luiz Clavis, que atuava como chefe interino da Consumer Health, e será responsável pelo eminente portfólio OTC da Hypera, que inclui marcas como Benegrip, Coristina, Tamarine, Engov, Epocler, Doril , Estomazil, Gelol, Apracur, entre outros.

"Esse movimento pode indicar que a empresa está reconstruindo sua equipe de gestão, após a saída do ex-CEO Claudio Bergamo, que deixou a empresa em meio a investigações relacionadas a esquemas de suborno envolvendo políticos brasileiros. Isso poderia reduzir as chances de um retorno de Bergamo, que era visto como um executivo-chave para a estratégia de longo prazo do grupo. Por enquanto, acreditamos que a Hypera continua apresentando fortes operações, mas vemos crescentes riscos de execução no futuro", avaliam os analistas do Brasil Plural.

Marisa (AMAR3)

A empresa anunciou a renúncia de dois de seus membros, Denise Goldfarb e Traut Guida, que serão substituídos por Flavia Bittencourt e Paulo Sérgio Silva. Este movimento ocorre após a saída do CEO Marcelo Araújo, que motivou a renúncia da presidente do conselho da Marisa, Marcio Goldfarb, que assumiu como CEO interina.

Bittencourt é atualmente gerente geral do Brasil na Sephora, enquanto Silva atuou como CEO do Walmart.com no Brasil e diretor de vendas da Terra Networks. "Nossa opinião é que a Marisa ainda enfrenta importantes desafios antes de implementar seu plano de recuperação e colocar as operações de volta nos trilhos, o que poderia ser prejudicado pela saída dos principais membros executivos", avalia o Brasil Plural.

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