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Ibovespa desaba 2,5% com exterior e eleições; dólar perde força com BC, mas fecha acima de R$ 4,14

Índice fechou próximo de sua mínima do dia de olho em tensões nos EUA e países emergentes

Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O dólar reduziu os ganhos, apesar de manter fortes ganhos, enquanto o Ibovespa teve queda acentuada nesta quinta-feira (30), em um dia marcado pelo mau humor externo de olho nas relações entre os Estados Unidos tanto com China quanto com o Canadá. Por aqui, o mercado digere a última pesquisa eleitoral DataPoder360 que trouxe o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais uma vez na liderança.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com queda 2,53%, aos 76.404 pontos, com o volume financeiro atingindo R$ 9,723 bilhões. Enquanto isso, o dólar, encerrou o dia cotado a R$ 4,1463 na venda, alta de 0,78%, muito próximo de sua máxima histórica de fechamento, em R$ 4,1631 em janeiro de 2016. Nesta quinta, a moeda norte-americana chegou a ser cotada em R$ 4,2055.

Logo que a divisa encostou em R$ 4,21, o Banco Central decidiu quebrar o silêncio e anunciou um leilão de swap no montante de US$ 1,5 bilhão. Segundo a autoridade monetária as intervenções visam "prover liquidez e garantir o bom funcionamento do mercado cambial e, portanto, do regime de câmbio flutuante"

"O regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa. Os instrumentos cambiais utilizados pelo BC permitem que o regime de câmbio flutuante possa amortecer os choques da melhor forma", completou o BC em nota.

O dólar se fortalece ante a maioria dos pares após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump acusar a China de minar os esforços norte-americanos para conseguir que Coreia do Norte desista de armas nucleares. Trump também assinou decretos que permitem o “alívio das limitações quantitativas” das importações de aço e alumínio de vários países.

Pesou no fim do pregão, levando os índices norte-americanos a encerrar no negativo após quatro altas seguidas, pesou a notícia da Bloomberg de que Trump informou aos seus assessores que apoia o avanço de mais US$ 200 bilhões em tarifas anteriormente propostas para produtos chineses. A notícia também diz, no entanto, que o presidente ainda não se decidiu sobre o assunto. A Casa Branca se recusou a comentar o caso.

A tensão na vizinha Argentina também contribuiu para o movimento do dólar. O peso argentino teve desvalorização de 7,35% no último pregão e o sentimento negativo no país, que é um grande parceiro comercial para o Brasil, deve continuar, já que o jornal La Nacion relatou especulações sobre uma troca de gabinete em meio à turbulência do mercado

O Brasil repercute também a pesquisa DataPoder360. O levantamento mostrou que Lula (PT) lidera o levantamento com 30% dos votos, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 21% das intenções de voto. Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) aparecem embolados na terceira posição, com 7%, 7% e 6%, respectivamente, enquanto Alvaro Dias (PODE) tem 3%. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira não traz cenário sem Lula e procura explorar o potencial de voto de cada candidato. 

Quando o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), provável substituto pelo ex-presidente petista na campanha do PT, é apresentado como "apoiado por Lula", seu potencial de voto chega a até 34%, aponta o levantamento. A taxa de “voto com certeza” em Haddad é de 8% e esse é o voto mais consolidado do petista, enquanto 26% disseram que "poderiam votar". No entanto, o ex-prefeito tem rejeição de 52%.

Quando é testado o próprio Lula, 30% dizem que votariam com certeza no petista, 7% afirmam que poderiam votar, 60% não votariam de jeito nenhum e 3% não sabem ou não responderam. Em caso de um candidato indeterminado apoiado pelo ex-presidente petista, 25% disseram que votariam com certeza, 17% que poderiam votar, 55% não votariam de jeito nenhum e 3% não souberam/não responderam. 

Destaques da Bolsa

As ações da Suzano e da Fibria tiveram forte alta repercutindo a nova sessão de disparada do dólar, que chegou a superar R$ 4,20, enquanto a Eletrobras recuou no dia do leilão de três de suas distribuidoras.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ELET3 ELETROBRAS ON 15,84 -6,55 -18,10 60,44M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 18,42 -6,31 -18,85 40,72M
 ESTC3 ESTACIO PARTON 21,70 -5,61 -33,27 116,06M
 RENT3 LOCALIZA ON 21,43 -4,97 -2,64 97,83M
 UGPA3 ULTRAPAR ON 41,40 -4,56 -43,43 73,22M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 FIBR3 FIBRIA ON 81,17 +1,40 +70,78 264,15M
 CSNA3 SID NACIONALON ED 8,66 +0,70 +18,93 98,03M
 WEGE3 WEG ON 18,84 +0,48 +2,88 50,68M
 FLRY3 FLEURY ON 25,55 +0,16 -10,72 56,32M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 18,80 -2,59 1,21B 1,07B 52.274 
 VALE3 VALE ON 54,57 -1,18 793,52M 850,93M 28.752 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 41,70 -3,94 520,65M 544,12M 30.817 
 BBDC4 BRADESCO PN 28,00 -4,27 431,80M 347,13M 33.840 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 19,00 -1,30 341,68M 262,40M 29.950 
 BBAS3 BRASIL ON EJ 29,93 -3,73 333,09M 337,90M 21.656 
 FIBR3 FIBRIA ON 81,17 +1,40 264,15M 143,49M 11.219 
 SUZB3 SUZANO PAPELON 48,55 -0,04 247,54M n/d 19.749 
 PETR3 PETROBRAS ON N2 21,68 -2,21 233,90M 185,39M 19.347 
 ITSA4 ITAUSA PN 9,43 -4,46 213,07M 200,40M 44.152 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
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