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Ibovespa salta 1,5% e tem quinta alta seguida com disparada da Petrobras; dólar supera R$ 3,91

Índice acelerou os ganhos na última hora do pregão com boa notícia para a Petrobras em dia de fraco volume por conta do feriado nos EUA

SÃO PAULO - O pregão desta quarta-feira (4) caminhava para ser tranquilo, com baixa liquidez e Ibovespa com apenas leves ganhos, por conta do feriado de Independência dos EUA, mas a arrancada das ações da Petrobras (PETR4) puxaram o índice para sua máxima do dia faltando cerca de uma hora para o fechamento, levando a bolsa para sua quinta alta consecutiva. O dólar, por sua vez, na falta de novas notícias e sem atuação do Banco Central, voltou a subir.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com ganhos de 1,46%, aos 74.744 pontos, com o volume financeiro ficando em R$ 5,598 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, teve nova sessão de alta, avançando 0,45%, cotado a R$ 3,9130 na venda. Entre os destaques que movimentam o mercado, chama atenção a Petrobras, que virou para alta de mais de 3% após notícia de mudança na regra do TCU que pode destravar o leilão da cessão onerosa.

No fim de junho, o Tribunal passou a exigir do poder público o envio de um extrato com todas as informações relacionadas a qualquer licitação com antecedência mínima de 150 dias da data da publicação de um edital. Com isso, aumentaram as incertezas sobre o leilão da cessão onerosa, que dificilmente ocorreria este ano. Agora o Estadão informou que o TCU criou uma regra de transição sobre este envio de informações para leilões que só valeria a partir de 2019, o que ajuda a destravar o leilão.

Além disso, a Eletrobras (ELET6) também chama atenção, com sua disparada após o plenário da Câmara dos Deputados aprovar a apreciação em regime de urgência do projeto de lei que abre caminho para privatização de distribuidoras de energia elétrica da companhia.

Entre os indicadores, a produção industrial brasileira despencou 10,9% na passagem de abril para maio, segundo dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã. Apesar disso, o resultado, fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros no mesmo período, foi melhor do que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 13,2%.

“A greve desarticulou o processo de produção em si, seja pelo abastecimento de matéria prima, seja pela questão da logística na distribuição. A entrada do mês de maio caracterizou uma redução importante no ritmo de produção”, afirmou André Macedo, coordenador do núcleo de pesquisa do IBGE. Mesmo com a queda, a indústria acumula alta de 2% no ano e de 3% nos últimos 12 meses.

Noticiário corporativo agitado

Além da Petrobras e Eletrobras, destaque para as ações da BRF, que também seguem com seu viés de alta. Além do plano de desinvestimentos, que prevê o embolso de R$ 5 bilhões até o fim do ano, o CEO da BRF, Pedro Parente, já senta com os bancos credores para negociar o alongamento dos vencimentos, diz a Coluna do Broad, do Estadão.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ELET3 ELETROBRAS ON 15,81 +17,99 -18,25 126,99M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 17,90 +16,61 -21,15 110,82M
 USIM5 USIMINAS PNA 8,22 +6,06 -9,27 133,49M
 PETR4 PETROBRAS PN N2 18,45 +5,43 +14,83 978,89M
 MRFG3 MARFRIG ON 8,64 +5,24 +18,03 13,43M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 KROT3 KROTON ON 10,43 -2,16 -42,37 41,43M
 BRKM5 BRASKEM PNA 49,60 -1,59 +20,68 52,87M
 CVCB3 CVC BRASIL ON 44,05 -0,83 -7,80 21,47M
 WEGE3 WEG ON EJ 15,90 -0,63 -13,56 8,26M
 LREN3 LOJAS RENNERON EJ 29,85 -0,50 -15,53 38,20M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 18,45 +5,43 978,89M 1,15B 32.556 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 41,97 +1,62 322,99M 628,29M 16.324 
 VALE3 VALE ON 48,03 +0,15 293,00M 919,09M 14.163 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 28,15 +1,40 218,14M 428,27M 19.741 
 BBAS3 BRASIL ON 30,50 +2,87 190,12M 380,41M 12.946 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 18,10 +0,06 141,49M 309,18M 22.414 
 USIM5 USIMINAS PNA 8,22 +6,06 133,49M 108,02M 18.651 
 ELET3 ELETROBRAS ON 15,81 +17,99 126,99M 51,94M 14.801 
 ELET6 ELETROBRAS PNB 17,90 +16,61 110,82M 43,26M 11.935 
 EMBR3 EMBRAER ON EJ 26,95 +3,73 109,73M 87,30M 9.640 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Pesquisa eleitoral e alianças para outubro
O mercado deve repercutir a pesquisa DataPoder360, publicada hoje pelo site Poder360,  que mostrou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) segue na dianteira nas pesquisas de intenção de voto em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de registrar variação negativa na comparação com o último levantamento, de maio. Enquanto isso, 5 candidatos aparecem embolados em segundo lugar, com leve vantagem para o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. 

Nas simulações de primeiro turno apenas com os 6 candidatos mais competitivos, que têm 5% ou mais de intenção de voto nos últimos meses, Bolsonaro tem 21%, ante 25% em maio. Já Ciro conta com 13% dos votos, ante 12% da pesquisa anterior. O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, oscilou positivamente, passando de 6% das intenções de voto em maio para 7% no mês seguinte. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, cotado para ser o candidato do PT no lugar de Lula, tem 6% ante 8% em maio. Álvaro Dias (PODE-PR), oscilou negativamente de 6% em maio para 5% em junho. 

Leia mais:
Sem Lula, Bolsonaro vence em todos os cenários de 2º turno, mostra pesquisa; taxa de "não voto" é de 42%

No segundo turno, Bolsonaro venceria as quatro simulações feitas pelo instituto acima da margem de erro. Contra Ciro, o deputado conta com 36% das intenções de voto ante 26% do pré-candidato do PDT. Contra Marina, ele conta com os mesmos 36% ante 31% da ex-senadora. No embate com Alckmin, Bolsonaro tem 35% das intenções de voto ante 25% do tucano e, na disputa com Haddad, ele conta com 36% ante 23% do petista.  Vale destacar também que o maior percentual da pesquisa é a taxa de “não voto”, de 40% a 42%, a depender do cenário testado, que dizem que votarão em branco ou nulo ou que estão indecisos ou não respondem. Veja mais clicando aqui. 

Ainda sobre o cenário eleitoral, vale destacar as notícias sobre as costuras de alianças eleitorais. Segundo aponta a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, integrantes do PSB dizem que, hoje, uma declaração de apoio a Ciro na corrida presidencial é apenas questão de tempo, enquanto Alckmin tenta frear as conversas. 

7 ações que podem subir mais de 40% em 12 meses

A XP Investimentos lançou na segunda-feira (2) uma nova plataforma de conteúdo para análise de Renda Variável, o XP Research. A ideia é fornecer um panorama completo da visão da XP sobre a Bolsa, com a análise de 39 empresas.

Entre as ações escolhidas para fazerem parte do universo de cobertura do time, o InfoMoney separou as 7 ações que, nos cálculos da XP, possuem um potencial de valorização superior a 40% nos próximos 12 meses, se elas chegarem até o preço-alvo estipulado.

Empresa Ticker Recomendação Preço-alvo em 12 meses Potencial de ganho*
AES Tietê TIET11 Compra R$ 15,00 + 55,4%
MRV MRVE3 Compra R$ 17,00 + 41,2%
Cyrela CYRE3 Compra R$ 17,00 + 54,5%
Vale VALE3 Compra R$ 70,00 + 41,2%
Suzano SUZB3 Compra R$ 67,50 + 50,1%
Gerdau GGBR4 Compra R$ 20,00 + 43,8%
Usiminas USIM5 Compra R$ 12,50 + 70,8%

*com base no valor da ação em 2 de julho 

Para conferir a análise de cada ação, como os pontos positivos e os riscos envolvidos, clique aqui e confira a reportam completa.

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