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15 ações do Ibovespa mergulham mais de 8%; Petrobras cai 6% e bancos mergulham até 10%

Confira os destaques acionários do pregão desta quinta-feira

Itaú
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO - Em um ambiente de forte aversão a riscos, o Ibovespa acelerou perdas na tarde desta quinta-feira (7), movimento simultâneo a uma disparada dos contratos de juros futuros e do dólar. O clima é de preocupação com a volatilidade do mercado e com os ambientes fiscal e eleitoral. Às 14h02 (horário de Brasília), todas as 64 ações da carteira teórica do índice operavam no campo negativo, sendo que 15 papéis mergulhavam mais de 8%. Confira os destaques acionários do pregão:

Imobiliárias
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem, o Projeto de Lei 1220/15, do deputado Celso Russomanno (PRB-SP), que disciplina os valores a receber pelo mutuário na desistência da compra de imóvel. A matéria, aprovada na forma de um substitutivo do relator, deputado Jose Stédile (PSB-RS), será enviada ao Senado. 

Quando o empreendimento tiver seu patrimônio separado do da construtora, em um mecanismo chamado de patrimônio de afetação, o comprador que desistir do imóvel terá direito a receber 50% dos valores pagos, após dedução antecipada da corretagem.

Se o empreendimento não estiver com seu patrimônio assegurado dessa forma, a multa que ficará com a incorporadora será de 25% dos valores pagos se o comprador desistir do imóvel. O projeto original fixava 10% de desconto na restituição das parcelas pagas para qualquer caso. Um destaque do PT tentou recolocar esse índice menor, mas foi rejeitado pelo Plenário.

Mesmo com a boa notícia, os papéis do setor operam em queda na Bolsa. Vale lembrar que este segmento é fortemente impactado por altas nos juros, uma vez que possuem um elevado nível de endividamento. Em um momento de dispara dos DIs, essas empresas tendem a sofrer mais. Neste pregão, as ações de Rossi (RSID3) lideram as perdas do setor. Contrastam com o movimento negativo os papéis da PDG Realty (PDGR3).

Bancos
O Itaú Unibanco (ITUB4) é alvo de uma ação movida por empresa contra suposta cobrança indevida. Uma condenação pode custar até R$ 7,6 bilhões à instituição financeira em valores corrigidos. O Itaú considera remoto o risco de perda e diz que vai recorrer da decisão referente aos critérios de correção a serem aplicados.

As ações dos bancos acompanham o movimento de pessimismo que atinge o mercado brasileiro neste pregão. Lideram as perdas do setor os papéis do Santander Brasil (SANB11).

Suzano (SUZB3)
A companhia calcula perda de produção de papel em aproximadamente 25.000 toneladas devido a paralisação ou operação parcial de atividades durante a greve dos caminhoneiros. As perdas na produção de celulose são estimadas em 80.000 toneladas. Os papéis da companhia chegaram a disparar mais de 5% seguindo o movimento do dólar neste pregão, mas logo viraram para queda.

Petrobras (PETR4)
O governo vendeu três das quatro áreas da quarta rodada de licitações do pré-sal. O montante arrecadado foi de R$ 3,15 bilhões, o que indica que os recentes episódios envolvendo alterações nas propostas para reajustes nos preços dos combustíveis não comprometeu o apetite dos investidores pelos projetos. O leilão ocorreu dois dias após a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) anunciar consulta pública para estudar prazos mínimos para reajustes dos combustíveis no país.

Das quatro áreas ofertadas, apenas o bloco de Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos, não recebeu oferta. Já o bloco mais cobiçado e o primeiro a ser licitado, o de Uraipuru, foi arrematado pelo consórcio formado pela portuguesa Petrogal, a norueguesa Statoil e a ExxonMobil que ofereceram 75,49% de óleo-lucro à União – oferta bem superior ao mínimo de 22,18%, com ágio de 240,3%.

A Petrobras exerceu o direito de preferência e vai integrar o consórcio vencedor. O investimento previsto é de R$ 246 milhões. Também foram arrematados no leilão de hoje os blocos Dois Irmãos, no pré-sal de campos e Três Marias, na Bacia de Santos.

O Bloco Três Marias recebeu duas ofertas: uma do consórcio formado pela Petrobras, Total E&P e BP Energy e a outro do consórcio entre a Chevron e a Shell. O vencedor foi o consórcio Chevron e Shell, que ofereceu 49,95% do óleo excedente.

O prazo para os vencedores da rodada pagarem à União o valor do bônus de assinatura termina em 28 de setembro, conforme cronograma da ANP. O valor do bônus é calculado com base na expectativa do mercado quanto ao potencial produtivo dos blocos disputados e ao grau de competição pela área na rodada de licitação. A assinatura dos contratos de partilha de produção está prevista para ocorrer até o dia 30 de novembro.

No total, o governo federal estima arrecadar, este ano, R$ 22,7 bilhões em receitas provenientes de concessões e permissões.

A Petrobras reduziu o preço da gasolina nas refinarias de R$ 1,9617 para R$ 1,9521 por litro.

CSN (CSNA3)
O presidente da companhia, Benjamin Steinbruch enviou uma carta à Fiesp comunicando seu afastamento temporário da função de vice-presidente da entidade. Com o ato, ele cumpriu a regra legal que exige a desincompatibilização de funções para disputar a eleição, o que amplia especulações sobre a participação em uma chapa encabeçada pelo ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) à presidência da República.

Siderúrgicas e químicas
As companhias dos setores siderúrgico e químico vão entrar na Justiça contra a reoneração em vigor para sustentar a redução dos preços do diesel. Também serão levadas aos tribunais as alterações nas alíquotas do Reintegra, programa de ressarcimento de resíduos tributários a exportadoras, e a medida que revogou o Reiq (Regime Especial da Indústria Química).

Vale (VALE3)
O presidente Michel Temer planeja publicar um decreto na próxima semana para rever as regras de mineração, contornando o ambiente de dificuldades para aprovar um novo marco para o setor no Congresso. As informações foram dadas pela agência de notícias Reuters, que conversou com duas fontes com conhecimento direto sobre o assunto. Segundo as fontes, as novas regras buscam reduzir a burocracia e atrair investimentos para o setor. As expectativas são de que o decreto seja assinado em 12 de junho e abra para exploração 20 mil áreas para as quais pedidos de permissão foram suspensos ou abandonados.

AES Tietê (TIET11)
A companhia emitiu R$ 200 milhões em debêntures de infraestrutura. A oferta é direcionada a investidores qualificados e os papéis têm vencimento em maio de 2030. A remuneração é de IPCA + 6,0215%.

BR Properties (BRPR3)
Os papéis da companhia foram elevados a 'market perform' pelos analistas do Itaú BBA.

Comgas (CGAS5)
A Moody’s elevou o rating da companhia para Ba1, com perspectiva estável.

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(com Agência Brasil, Agência Câmara, Agência Estado e Bloomberg)

 

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