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Varejistas têm "dia de festa" na bolsa após o Natal, Embraer sobe mais de 2% e Vale ameniza queda

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (26) 

Descontos Compras Consumo Liquidação
(Reuters)

Varejistas
As ações de varejistas registram ganhos expressivos na sessão desta terça. Vale destacar que o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado nesta terça-feira, mostrou que o Natal deste ano reverteu três anos consecutivos de queda e cravou o melhor desempenho desde 2011. Foi o melhor desempenho da década, com alta de 5,6% das vendas na comparação anual; antes a maior alta anual de vendas foi em 2010, de 15,5%. 

"Durante a semana da data comemorativa, de 18 a 24 de dezembro, as vendas subiram 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No final de semana do Natal (22 a 24 de dezembro), houve aumento de 0,8% em todo o país na comparação com o final de semana equivalente ao do ano anterior (16 a 18 de dezembro de 2016)", aponta o relatório. 

Já a empresa de informações do comércio eletrônico Ebit divulgou que o e-commerce faturou R$ 8,7 bilhões no período do Natal em 2017, crescimento nominal de 13% na comparação com os R$ 7,7 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O número de pedidos expandiu 13,3%, de 16,83 milhões para 19,06 milhões. O tíquete médio caiu 1%, de R$462 para R$457.

As ações de Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 75,84, +2,61%), Lojas Renner (LREN3, R$ 34,61, +1,87%), sobem forte, liderando as altas do Ibovespa. Magazine Luiza (MGLU3, R$ 74,59, +2,37%), B2W (BTOW3, R$ 19,47, +3,13%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 16,17, +2,08%) Via Varejo (VVAR11, R$ 23,86, +0,85%) e Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 14,92, +1,22%) também registram ganhos. 

Vale (VALE3, R$ 39,64, -0,35%)
As ações da Vale registram queda nesta terça-feira, acompanhando os futuros do minério de ferro e do coque, que fecharam com perdas nesta data, acompanhando recuos no preço do aço, pressionado por uma fraqueza sazonal na demanda chinesa no maior produtor global da commodity durante o inverno. Contudo, durante o pregão, as perdas foram amenizadas - os papéis chegaram a cair 1,5% de manhã. 

"A demanda por aço no país tem se reduzido à medida que o tempo frio interrompe atividades de construção, principais consumidoras dos produtos de aço, e usinas estão relutantes em estocar matérias-primas em um momento em que ainda cortam produção", aponta a Rico Corretora. O minério de ferro na bolsa de Dalian caiu 3,2%. O futuros do vergalhão de aço na bolsa de Xangai caíram 1%.

Já as siderúrgicas, após abrirem em queda, viraram para ganhos. CSN (CSNA3, R$ 8,12, +0,87%), Usiminas (USIM5, R$ 9,00, +0,56%) e Gerdau (GGBR4, R$ 12,48, +0,32%) têm leves ganhos. No noticiário da CSN, a companhia arquivou os resultados de 2016 na SEC, a CVM americana, com ações judiciais que somam R$ 25,8 bilhões. As avaliações feitas por conselheiros legais dizem que as contingências fiscais, trabalhistas, civis e ambientais envolvem risco possível de perda, de forma que a companhia não fez provisões, diz a siderúrgica em formulário. 

A principal contingência fiscal refere-se a notificações fiscais relacionadas com a venda de 40% da Namisa.  O demonstrativo financeiro de 2015 foi atualizado, mostrando prejuízo líquido de R$ 1,22 bilhão versus lucro de R$ 1,55 bilhão reportados anteriormente. A CSN também apresentou demonstrações financeiras auditadas à CVM referentes aos três primeiros trimestres de 2017. 

Sobre o resultado do terceiro trimestre de 2017, a XP Investimentos destacou que houve recuperação operacional, mas a alavancagem ainda preocupa. Os principais destaques dos resultados foram geração de Ebitda Ajustado de R$ 1,213 bilhão, 35% superior em relação ao segundo trimestre, com margem Ebitda ajustada de 24%, 4,4 ponto percentual, superior ao mesmo trimestre do ano anterior.

A receita líquida de R$ 4,810 bilhões no terceiro trimestre de 2017, melhor resultado trimestral desde 2014. As vendas de minério de ferro atingiram 7,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre e foram 2% maiores em relação ao segundo trimestre deste ano. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda foi de 5,5 vezes.
 

"Acreditamos que o setor de siderurgia seja uma das melhores alternativas para aproveitar a recuperação da atividade local, em um setor com a característica de possuir elevada alavancagem operacional. Continuamos recomendando exposição ao setor no curto prazo, com preferência pelos ativos da Gerdau e Usiminas, respectivamente", aponta a equipe de análise da XP Investimentos. 

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Petrobras (PETR3, R$ 16,67, +0,48%;PETR4, R$ 15,80, +0,32%)
As ações da Petrobras registram leves ganhos na sessão desta terça após leve baixa no início da sessão, acompanhando o movimento do petróleo, que está ao redor dos US$ 58 com pausa em expansão nas sondas de exploração nos EUA. O WTI tem baixa de 0,36%, a US$ 58,68 o barril, enquanto o brent negocia com alta de 0,23%, a US$ 65,40 o barril. 

No radar da companhia, a empresa anunciou um corte no preço da gasolina de 0,4% e uma elevação do diesel em 1,1%. Os preços serão repassados para refinarias a partir de 27 de dezembro, segundo website da estatal.

Embraer (EMBR3, R$ 20,36, +2,65%)
As ações da Embraer voltam a subir após a disparada de 22,5% na quinta-feira com a notícia de tratativas para acordo com a Boeing e uma leve baixa na sexta-feira, de 1,44%.As notícias sobre as companhias seguem no radar dos mercados. Em entrevista ao Valor, o ex-presidente e um dos fundadores da Embraer, Ozires Silva, defendeu o acordo entre as empresas. 

Convidado pela direção da fabricante brasileira para avaliar a proposta de uma potencial combinação de negócios, Silva não deu detalhes das conversas ao jornal, mas afirmou que a Boeing está disposta a encontrar uma solução que atenda aos interesses das duas empresas e, ao mesmo tempo, tenha o aval do governo brasileiro e dos acionistas. O objetivo, segundo ele, é aumentar o poder de competição das duas empresas no mercado mundial de aviação. Ele lembrou que o processo de privatização da Embraer também enfrentou desafios e oposição, mas que se não tivesse sido feito, a Embraer não teria sobrevivido. Segundo Silva, o controle não está em discussão. 

Contudo, o mesmo jornal noticia que o governo brasileiro quer saber se a Embraer chegou a negociar o controle da companhia. 

BB Seguridade (BBSE3, R$ 27,95, -0,92%)
A BB Seguridade registra queda após serem apresentados os dados de novembro da Susep para as empresas de seguros. De acordo com o Itaú BBA, os números do mês desapontaram para a companhia, especialmente no segmento previdenciário e com a receita mostrando uma queda de 10% na comparação mensal e de 27% na base anual.

BR Malls (BRML3, R$ 12,51, +1,54%)
A BR Malls informou na noite de sexta-feira que vendeu sua participação integral no Shopping Granja Vianna, em Cotia (SP) e no Shopping Paralela, em Salvador (BA), para o Hemisfério Sul Investimentos (HSI), a um valor total de R$ 369,8 milhões. De acordo com a companhia, a transação reforça o compromisso com a estratégia de reciclagem de portfólio e possibilita a empresa utilizar os recursos para investimentos.

O Itaú BBA apontou em relatório que espera uma reação neutra do mercado dado que o anúncio era amplamente esperado e que os valores de venda estão bastante em linha com as vendas de ativos anteriores. A recomendação para a ação é outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 17, baseada no potencial positivo que a companhia possui ao focar em seus ativos principais e na perspectiva de alienar mais ativos "non-core" e também em um possível anúncio de fusão e aquisição no futuro. 

Triunfo (TPIS3, R$ 3,28, 0%)
Devido à decisão judicial do Juízo Cível de Plantão da 1ª Instância da Comarca de São Paulo, a Triunfo “terá que se abster de distribuir os dividendos obrigatórios referentes ao exercício social de 2015”. A distribuição de dividendos estava prevista para ocorrer no dia 27 de dezembro. 

A decisão, requerida por banco credor, foi proferida em tutela cautelar de urgência, segundo o comunicado. A Triunfo diz que recorreu e pediu revisão da decisão, “mas seu pedido foi indeferido, tanto pelo Foro Judicial de 1° Instância da Comarca de São Paulo quanto pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo”. A companhia diz no comunicado que “cumprirá a decisão judicial e os dividendos indicados no aviso aos acionistas de 19 de dezembro de 2017 não serão distribuídos aos acionistas até que a companhia não esteja mais impedida de fazê-lo em virtude da decisão judicial em questão”. 

Cosan (CSAN3, R$ 40,84, -0,39%)
A Cosan assinou contrato definitivo com os fundos Jus Capital e Farallon Latin America Investimentos para vender direitos creditórios referentes a ações judiciais, no valor de R$ 1,340 bilhão, informou a companhia em comunicado na última sexta-feira.

Os direitos são decorrentes de determinadas ações indenizatórias visando à condenação da União por fixação de preços do açúcar e do álcool abaixo do seu custo de produção. A Cosan ainda fará jus a um valor adicional a ser recebido baseado em um percentual fixo, atrelado ao prazo do efetivo recebimento dos direitos creditórios cedidos quando do efetivo pagamento pela União.

Santander (SANB11, R$ 31,76, -0,13%)
O Santander Brasil, por meio de sua controlada Santander Investimentos, e Brazil Wind celebraram contrato para venda de 100% de suas ações na BW Guirapá I para a Ferbasa (FESA4, R$ 19,55, +0,98%). 

O acordo inclui 7 centrais eólicas organizadas na forma de sociedades de propósito específico integralmente detidas pela BW I. O preço base de aquisição para a totalidade das ações detidas pela Santander Investimentos será de até R$ 392 milhões, sendo que poderá haver o pagamento de um valor adicional de até R$ 34,9 milhões dependendo do atingimento de metas.

 

Santos Brasil (STBP3, R$ 3,20, +0,63%)
O Conselho da Santos Brasil autorizou diretoria a iniciar processo para avaliar alternativas estratégicas para o investimento da companhia no Tecon Vila do Conde (Convicon), segundo fato relevante ao mercado.

As opções podem incluir atração de parceiros ou sócios estratégicos ou a alienação de sua participação, disse a Santos Brasil. Até o momento, não há negociação em andamento com qualquer terceiro para a venda do ativo. 

JBS (JBSS3, R$ 9,35, +1,85%)
A JBS apresentou balanços do segundo e do terceiro com relatório de auditoria. A -- BDO RCS Auditores Independentes apresentou relatório com abstenção de conclusão sobre as informações contábeis intermediárias individuais e consolidadas, disse a JBS em comunicado ao mercado. 

 PetroRio (PRIO3, R$ 78,38, +2%)
A PetroRio aprovou a recompra de até 1 milhão de ações em 18 meses.

(Com Agência Estado)

 

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