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Petrobras divulga plano 2018-2022 com capex de US$ 74,5 bi, projeto pronto para privatizar Eletrobras e 8 recomendações no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (21)

Plataforma da Petrobras
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é bastante movimentado nesta quinta-feira (21). A Petrobras apresenta seu plano de negócios, a Vale informou a saída de um de seus diretores, o plano de recuperação da Oi pode ser contestado na Justiça e diversas recomendações estão no radar. Confira as principais notícias: 

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras enviou ao mercado comunicado sobre o seu Plano de Negócios e Gestão para o período 2018-2022.

A companhia espera alcançar uma produção total de óleo e gás, no Brasil e no exterior, de 3,55 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2022, sendo 2,88 milhões de barris por dia (bpd) de óleo e líquido de gás natural (LGN) no Brasil, já considerando os investimentos, as parcerias e os desinvestimentos. A companhia ainda prevê capex de US$ 74,5 bilhões para o período 2018-2022, ante US$ 74,1 bilhões do plano de 2017-2021. "A carteira de investimentos do PNG 2018-2022 mantém o mesmo nível de investimentos em relação ao PNG 2017-2021". A  empresa ainda mantém previsão de desinvestimentos de US$ 21 bilhões no período.

O plano será apresentado nesta quinta-feira, às 16h30 (horário de Brasílai) em cerimônia no Palácio do Planalto. A solenidade contará com a presença do Presidente da República, Michel Temer; do Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; e do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que em seguida irá conceder entrevista coletiva.

A companhia ainda anunciou a elevação do preço da gasolina em 1,1% e do diesel em 0,4%, com preços válidos a partir de sexta-feira (22). 

Por fim, a Petrobras e Eneva obtiveram aval do Cade para negócio com campo de Azulão. A aquisição pela Parnaíba Gás Natural, da Eneva, de 100% dos direitos e obrigações referentes à participação indivisa detida pela Petrobras no desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural em poços no campo de Azulão é aprovada sem restrições pelo Cade, segundo documento publicado no Diário Oficial e website do conselho. 

Vale (VALE3)
A Vale informou que Clovis Torres, diretor-executivo e consultor geral, irá deixar a empresa a partir de 8 de janeiro de 2018. O executivo está na mineradora desde 2003 quando era diretor do Departamento Jurídico. Após sair em 2007, ele retornou à empresa em 2011 como consultor geral e diretor de Integridade Corporativa.

Em nota, a companhia disse que "a seleção do novo executivo para a posição está em curso e o mercado será informado em breve".

Recomendações
Atenção ainda para o radar agitado de recomendações: a AES Tietê foi rebaixada a ’performance igual a do segmento’ por Scotiabank, enquanto a Engie Brasil foi elevada a ’performance acima do segmento’ pelo mesmo banco. A Eneva foi iniciada como ’market perform’ pelo Itaú BBA. A TIM foi elevada a ’compra’ por Santander, com preço-alvo de R$ 15,50, a Linx foi elevada a ’compra’ com preço-alvo de R$ 26,50, a Totvs foi rebaixada a ’manutenção’, com preço-alvo de R$ 35, assim como a Vivo, que tem preço-alvo de R$ 58. Já a B3 foi elevada a outperform pelo Safra, com preço-alvo de R$ 26. 

Oi (OIBR4)
Horas após ser aprovado, numa assembleia que só terminou na madrugada desta quarta-feira, 20, o plano de recuperação da Oi foi alvo de ataques e deve ser questionado na Justiça. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que tentará revertê-lo, informa o Estadão. Um dos principais acionistas da operadora, o fundo Societé Mondiale, do empresário Nelson Tanure, também afirmou que se defenderá de “ilegalidades” do processo.

A Anatel argumenta que a lei impede créditos públicos de integrarem o processo de recuperação judicial de uma companhia, como ocorreu no plano da Oi. A reestruturação aprovada prevê que a agência receba R$ 14 bilhões ao longo de duas décadas. Os valores já inscritos na dívida ativa serão pagos em 20 anos, enquanto créditos não constituídos só serão pagos após esse período, com descontos sobre juros e moras. “Qual será o valor disso, calculado a valor presente?”, disse Juarez Quadros, presidente da Anatel. 

As decisões judiciais a respeito das ações que pediam a exclusão dos créditos públicos da assembleia da Oi não foram favoráveis ao governo até agora.

Eletrobras (ELET6)
Duas notícias agitam o noticiário sobre Eletrobras. Segundo o Valor, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, afirmou que o projeto de lei que autoriza a privatização da Eletrobras está na reta final de análise final pela Casa Civil e pode ser enviado ao Congresso Nacional até amanhã.

Já a Folha informa que o conselho da Eletrobras já admite a possibilidade de liquidar suas seis distribuidoras, caso o processo de venda que hoje está em curso não seja bem-sucedido. Nesse caso, a dívida bilionária das empresas não será absorvida pela estatal, mas pela União. O volume total desses débitos ainda está sendo calculado, mas a expectativa é que seja consideravelmente maior que os R$ 19,7 bilhões já anunciados. 

CSN (CSNA3)
Em relatório, os analistas do Credit Suisse apontaram visões positivas para a CSN após encontro com o CFO da siderúrgica, Marcelo Cunha Ribeiro. As ações CSNA3 subiram quase 5% ontem e foram a maior alta do Ibovespa. De acordo com os analistas do banco suíço, a gestão da CSN está buscando resolver os principais problemas da estrutura de capital e a otimização do seu balanço.

"Apesar de acreditar que esses eventos podem acontecer antes do que esperávamos, os analistas acham que o mercado deve esperar que eles de fato ocorram para precificar", afirmam. A prioridade do CFO tem sido a renegociação da dívida e o mesmo mencionou que a empresa está em negociações avançadas com os bancos locais para estender o prazo da dívida que vence nos proximos três anos (entre R$ 14 bilhões e 15 bilhões). Depois disso, o foco deve ser os bonds que vencem em 2019 e 2020 (US$ 750 milhões e US$ 1,2 bilhão), em que a empresa está considerando comprá-los no mercado e emitir novos. Sobre os desinvestimentos, a empresa busca vender R$ 4 bilhões em ativos.

Os analistas seguem com recomendação neutra, mas não descartam que ela possa ter um bom desempenho frente seus pares ao estender a maturidade da dívida e fazer desinvestimentos. "Acreditamos que tenha uma alta probabilidade de conseguir renegociar a dívida, mas ainda somos céticos em relacao aos desinvestimentos", afirmam. 

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú Unibanco informou que pretende participar como comprador de ações ordinárias da companhia que serão vendidas em leilão pela Fundação Itaú Unibanco Previdência e pelo Instituto Unibanco. Os papéis serão vendidos pelo valor inicial de R$ 37. Segundo o banco, o objetivo da participação no leilão para comprar ações é otimizar a alocação de capital através da aplicação eficiente dos recursos disponíveis.

Santander (SANB11)
O Santander e a HDI Seguros assinaram na quarta uma parceria para a emissão, oferta e comercialização de seguros de veículos. A operação prevê a criação de uma joint venture, que receberá o nome de Santander Auto, sendo detida 50% pela SANCAP Investimentos e Participações, sociedade controlada pelo Banco, e 50% pela HDI. A Santander Auto irá funcionar de forma 100% digital

O Santander detém 22,5% de market share no financiamento de veículos, sendo que, até o fim de setembro, sua carteira de crédito de veículos para pessoa física registrou de crescimento de 16,3%, em 12 meses, e de 5,4% no trimestre, para R$ 34,4 bilhões. A HDI seguros, por sua vez, registrou um crescimento médio anual de 13,8% nos últimos 5 anos.  

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, entre elas a obtenção das autorizações regulatórias pertinentes.

BR Malls (BRML3)
A BR Malls vendeu sua participação de 50% no Natal Shopping, por R$ 166,3 milhões, a ser pago em 6 de março de 2018. Esta foi a 14ª venda integral de participação de shopping center desde 2011, sendo a quarta em 2017, totalizando R$ 454,5 milhões no ano, o maior volume anual de vendas realizadas pela companhia.

Azul (AZUL4)
Os Correios anunciaram uma parceria com a companhia aérea Azul para a criação de uma empresa de transporte de cargas. Em nota, as companhias disseram que a nova empresa tem "potencial para se tornar a melhor plataforma de logística para o comércio eletrônico do País".

De acordo com  comunicado, a nova empresa terá participação de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios e oferecerá ao mercado o "serviço de gestão de logística integrada para transporte de cargas". A expectativa é que suas atividades sejam iniciadas ainda no primeiro semestre de 2018 após a aprovação de órgãos antitruste.

A operação começa com demandas de movimentação de cerca de 100 mil toneladas de cargas por ano. Com isso, as duas companhias terão economia de custo, eficiência operacional e ganho de receita, melhorando a oferta deste serviço para o consumidor, diz a nota.

"Praticamente você não envolve recursos, está juntando aeronaves existentes com a carga dos Correios. Essa nova empresa passa a transportar com exclusividade a carga de encomendas e postais dos Correios [...] Esta operação terá custo zero para as duas empresas [Correios e Azul]", afirmou o presidente da estatal, Guilherme Campos.

RD (RADL3)
Desde a última quarta, a RD, por meio da Drogasil da rua Pamplona, se tornou a primeira rede de farmácias a oferecer o serviço de aplicação de vacinas em São Paulo. A novidade já havia sido antecipada na semana passada (veja mais aqui) e agora o mercado aguarda com expectativa para saber os impactos nos resultados da empresa.

Em recente nota ao InfoMoney, a companhia disse que não há como fazer uma estimativa neste momento do impacto em seu balanço, até mesmo porque não há base para realizar um cálculo. "Somente a partir do próximo ano, quando o serviço estiver implantado em nossas lojas, teremos mais clareza sobre resultados", afirmou a RD.

Veja também: Nova "injeção" de ânimo? Os efeitos na Raia Drogasil à liberação de vacinas em farmácias pela Anvisa

Primeiramente serão aplicadas vacinas contra febre amarela, hepatite B, herpes-zóster e HPV. Para que as vacinas sejam aplicadas, basta solicitar o serviço diretamente na loja e ter a receita médica. Caso o cliente não tenha carteirinha de vacinação, ela será fornecida pela Drogasil.

A aplicação de vacinas pelas drogarias foi recentemente liberada no município de São Paulo pela Lei Municipal 16.739/17. Com essa liberação, a RD prevê a expansão do serviço nos próximos meses para um total de 16 filiais da Drogasil e Droga Raia na cidade. Para ser aplicada à outras regiões do estado, a empresa ainda depende da promulgação de um outro projeto de lei.

Multiplan (MULT3)
A Multiplan anunciou o início das obras do ParkShopping Jacarepaguá, o 20º shopping center da companhia, que será construído na região de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro. O empreendimento terá uma Área Bruta Locável (ABL) de aproximadamente 41 mil m² e a inauguração está prevista para novembro de 2019.

A companhia terá uma participação de 91,0% na renda do ParkShopping Jacarepaguá e de 100% no custo de construção do empreendimento. O investimento é estimado em R$ 500 milhões.

SLC Agrícola (SLCE3)
A SLC Agrícola anunciou nesta quarta-feira, 20, a venda de 11.604 hectares de terras, por R$ 176,6 milhões, ou R$ 15.223 por hectare. Segundo a companhia, a transação está em linha com a estratégia atual de realização de ganhos imobiliários. Do total, 6.176 hectares estão no município de Diamantino, Mato Grosso, e fazem parte da Fazenda Paiaguás. Os outros 5.428 hectares ficam no município de Corrente, Piauí, e fazem parte da Fazenda Parceiro.

Considerando o valor de aquisição desses imóveis, os investimentos em desenvolvimento de terras e o valor da venda líquido de impostos, a SLC Agrícola calcula que a transação gerou uma taxa interna de retorno anualizada de 8% em dólares, ou 16% em reais. Essa taxa é superior em aproximadamente 4 pontos porcentuais ao CDI líquido do período de análise, sem considerar os ganhos da operação agrícola. A SLC continuará operando as áreas vendidas, pagando arrendamento a valor de mercado.

O comprador pagará 30% do valor na assinatura do contrato e o saldo imediatamente após o registro das escrituras, corrigido pelo CDI.

(Com Agência Estado)

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