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11 ações vão de altas de 4% a quedas de 12% após balanços do 3° trimestre; Vale e siderúrgicas sobem até 4%

Confira os principais destaques de ações desta segunda-feira

B3
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa virou para o campo positivo na reta final do pregão desta segunda-feira (13), depois que o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), encaminhou ao presidente Michel Temer uma carta pedindo demissão do governo federal. Em meio à notícia, o principal índice de ações da bolsa brasileira saltou 640 pontos a partir das 17h30 até o fechamento do mercado, encerrando a sessão com alta de 0,43%, aos 72.475 pontos.

A percepção do mercado é que o movimento abre caminho para a reforma ministerial, melhorando as chances de aprovação da reforma da Previdência.  

Com a virada do Ibovespa, apenas 14 das 59 ações do índice fecharam em queda, com destaque para Localiza, Pão de Açúcar e Smiles, que caíram cerca de 2% hoje. Do outro lado, as maiores altas ficaram com Rumo, Estácio e Usiminas, com ganhos entre 4% e 6%. 

Veja abaixo os principais destaques da bolsa desta sessão:  

B3 (BVMF3, R$ 22,70, +1,34%)
 A B3 encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 336,3 milhões, uma queda de 23,6% sobre o mesmo período de 2016, mas acima da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro de R$ 312 milhões.

B3 apresenta bons números no 3º trimestre, mas um "velho fantasma" volta a assombrar a empresa

O lucro recorrente, por sua vez, ficou em R$ 445,3 milhões, corrigido pelo benefício fiscal do ágio das combinações Bovespa e Cetip. A explicação para o recuo é o menor resultado financeiro no período por conta do menor caixa, visto que no mesmo intervalo do ano passado a reserva da bolsa estava inchada para honrar os compromissos aos acionistas da Cetip, por conta da fusão.

Outra razão apontada para o menor lucro no trimestre é o maior endividamento no período, o que também é uma consequência da fusão. No fim de setembro, a dívida bruta da companhia era de R$ 5,739,6 bilhões, correspondendo a 2,2 vezes o Ebitda ajustado. A meta da companhia é reduzir essa alavancagem para 1 vez entre o fim de 2019 e início de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado da B3 somou R$ 667,8 milhões entre julho e setembro, aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,1% ante o trimestre imediatamente anterior.

Segundo a companhia, a geração de caixa no período foi afetada, principalmente, por despesas não recorrentes com provisões que foram reconhecidas no terceiro trimestre, no valor de R$ 231,3 milhões, sobre uma disputa judicial que teve sua chance alterada de possível para provável.

A receita líquida fechou o período entre julho e setembro em R$ 1,06 bilhão, resultado 20% maior frente ao mesmo período do ano passado, superando também a projeção dos analistas, que era de R$ 992,4 milhões. Todas as áreas de negócios da empresa tiveram crescimento de receita na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

“Continuamos a trabalhar na integração da fusão da B3. Completamos a reestruturação de nossa área de produtos e clientes, buscando aprimorar o desenvolvimento de produtos e a experiência de nossos clientes. Com a conclusão da integração das clearings, pretendemos ter foco ainda maior em iniciativas de desenvolvimento de produtos e mercados, de forma a continuarmos a endereçar as demandas de nossos clientes”, destaca, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.

O BTG Pactual comentou que o resultado veio em linha com a expectativa, mas, mais uma vez, o resultado foi marcado por vários efeitos não-recorrentes, o que torna a comparação difícil. Mas, se excluídos esses efeitos, os números operacionais da empresa vieram em linha com o esperado. Os analisas reiteraram recomendação de compra para a ação.

No release de resultados, a companhia também informou a redução de seu Capex, que passou do intervalo entre R$ 250 milhões e R$ 280 milhões para um valor de R$ 230 milhões a R$ 250 milhões. "Essa queda é explicada pela revisão do pipeline de projetos da Companhia em 2017", explicou a B3.

Cosan (CSAN3, R$ 36,48, +0,61%)
A Cosan registrou lucro líquido de R$ 499,7 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 53,4% sobre lucro de R$ 325,8 milhões de igual período de 2016. O período, entre julho e setembro deste ano, corresponde ao segundo trimestre da safra 2017/2018 de cana-de-açúcar, principal ramo de atividade da companhia.

O Ebitda somou R$ 1,434 bilhão no período, contra R$ 1,420 bilhão no mesmo trimestre do ano passado, alta de 1%. O Ebitda ajustado proforma atingiu R$ 1,6 bilhão, alta de 27,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida foi de R$ 12,920 bilhões, alta de 10,2%. 

Segundo o Credit Suisse, a Cosan entregou um trimestre "bastante inspirador" com uma surpresa positiva em praticamente todas as linhas. O Ebitda ajustado fechou 14% acima do consenso e 7% acima das estimativas dos analistas do banco, enquanto as margens de distribuição subiram 6% na comparação trimestral. 

Os analistas destacam que um dos pontos que chamou bastante atenção foi o forte avanço nos volumes da Raízen. O crescimento de 4,2% na comparação anual no volume total mostrou que a empresa tem conseguido entregar a difícil missão de ganho de participação no mercado, com margem para cima.

No período, a dívida líquida da empresa caiu 12,6% entre os períodos, para R$ 9,789 bilhões. Com isso, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, fechou em 30 de setembro em 2,1 vezes, ante 2,2 vezes em igual data do ano anterior.

A Cosan reafirmou seu guidance e prevê receita líquida proforma de R$ 45 bilhões a R$ 48 bilhões em 2017, contra R$ 47 bilhões em 2016. Já o Ebitda proforma foi revisto para entre R$ 4,9 bilhões e R$ 5,3 bilhões, ante R$ 4,75 bilhões a R$ 5,25 bilhões no guidance anterior e R$ 4,50 bilhões no Ebitda fechado ano passado.

Cesp (CESP6, R$ 12,65, +4,55%)
A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou prejuízo líquido de R$ 185,8 milhões no terceiro trimestre de 2017, ante um lucro de R$ 80,25 milhões anotado em igual intervalo do ano passado. No acumulado em nove meses, as perdas somam R$ 66,463 milhões, frente os ganhos de R$ 279,5 milhões reportados entre janeiro e setembro de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou negativo em R$ 131,74 milhões, contra R$ 189,37 milhões positivos no terceiro trimestre do exercício anterior. Em nove meses, o Ebitda acumula queda de 64,4%, para R$ 195,15 milhões.

A companhia também informou o Ebitda ajustado, que desconta provisões para riscos legais. Por esse critério, o número ficou negativo em R$ 65,46 milhões, ante os R$ 196 milhões positivos de um ano antes. No acumulado do ano, o indicador totaliza R$ 358,5 milhões, queda de 64,4%. A margem Ebitda ajustado caiu 70,4 pontos porcentuais no trimestre, para -18,1%. No ano, a margem é de 33,1%, queda de 23,3 pontos porcentuais.

A receita operacional líquida, por sua vez, caiu 3,2% entre julho e setembro, na comparação com os mesmos meses do ano passado, e ficou em R$ 362,5 milhões, somando R$ 1,082 bilhão no ano, baixa de 18,2%. O resultado financeiro da estatal de geração paulista, por sua vez, cresceu 788,6%, para R$ 7,84 milhões. Em nove meses, no entanto, a companhia registra queda de 92,5% em seus ganhos financeiros, para R$ 10,9 milhões.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco, como já esperado, com destaque para as altas provisões no período. Os analistas do banco apontam que a Cesp segue em modo "espere e veja" em meio ao seu processo de privatização e, com o risco assimétrico para ganhos dado o seu valuation barato, a recomendação para os ativos segue de compra com preço-alvo de R$ 20.

JHSF (JHSF3, R$ 1,92, -6,34%)
A JHSF registrou prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 29,2 milhões no terceiro trimestre de 2017, 45% menor ante o prejuízo de R$ 53 milhões na base de comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 79,6 milhões, 1% superior aos R$ 79,0 milhões do mesmo período de 2016. O Ebitda foi de R$ 17,5 milhões, 56% menor na base de comparação anual. 

Banrisul (BRSR6, R$ 14,44, +0,49%)
O Banrisul registrou lucro líquido de R$ 536,661 milhões no terceiro trimestre de 2017, 8,5% acima na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o resultado recorrente, que exclui as despesas do Plano de Aposentadoria Voluntária e os efeitos fiscais foi de R$ 587,9 milhões no período. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio totalizou 12,1%.

A carteira de crédito, no conceito ampliado, foi de R$ 31,026 bilhões em setembro. Os ativos totais somaram R$ 71,32 bilhões no terceiro trimestre, enquanto a taxa de inadimplência ficou em 4,30%. As despesas com provisões foram de R$ 2,70 bilhões. 

Bradespar (BRAP4, R$ 23,85, +1,10%)
A Bradespar teve lucro líquido de R$ 687,1 milhões no terceiro trimestre, receita operacional de R$ 710,6 milhões e ativos totais de R$ 11,27 bilhões, informou a holding da Vale em comunicado ao mercado. 

Portobello (PTBL3, R$ 5,52, -1,25%)
A Portobello, empresa de revestimentos cerâmicos, registrou um lucro líquido de R$ 17,59 milhões no terceiro trimestre de 2017, revertendo assim o prejuízo líquido de R$ 921 milhões de um ano atrás. A geração de caixa, medida pelo Ebitda, somou R$ 44 milhões, alta de 13% na mesma base de comparação. 

A receita líquida subiu 1%, passando de R$ 273,3 milhões para R$ 275,6 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 1,7 ponto percentual, de 14,4% para 16,1%. 

Magnesita (MAGG3, R$ 46,00, -2,00%)
A Magnesita Refratários teve prejuízo líquido de US$ 7,2 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 37,5% frente os US$ 5,2 milhões registrados um ano antes. Em seu release de resultados, a Magnesita informa seus números apenas em dólar, já que desde 2008 possui uma parcela significativa de suas receitas, custos e despesas em moedas estrangeiras.

O Ebitda teve uma alta anual de 17,7%, a US$ 36,8 milhões, enquanto a margem Ebitda teve baixa de 13,1% para 12,7%. A receita líquida subiu 21,1%, para R$ 289,1 milhões. 

Forjas Taurus (FJTA3, R$ 2,20, -11,65%)
A Forjas Taurus, fabricante de armas leves e de capacetes para motociclistas, teve prejuízo líquido consolidado de R$ 18,5 milhões, queda de 66,7% na base de comparação com o terceiro trimestre do ano anterior. 

O Ebitda registrou valor negativo de R$ 24,9 milhões, alta de 21,5% na base de comparação anual, "voltando a ser impactado pela performance do mercado nos EUA e por novos provisionamentos para contingências cíveis e trabalhistas", segundo a companhia.

No período, a receita líquida consolidada atingiu R$ 211,1 milhões, queda de 5,3% na comparação anual, mas alta de 16,3% frente o segundo trimestre de 2017.

"Este crescimento é originado principalmente no mercado doméstico, que apresentou expansão de 26,4%, atingindo R$ 51,3 milhões, sendo puxado principalmente pelo segmento de armas, que cresceu 60,0% no mercado doméstico no período. Nos EUA a demanda segue em patamares menores, como comentado no trimestre anterior, em função dos resultados das eleições presidenciais nos EUA e do processo de redução de estoques nos distribuidores, fazendo com que haja uma maior competitividade e uma intensificação do ambiente promocional naquele país. Assim, as vendas de armas nos EUA apresentaram crescimento de 8,8% no trimestre em relação ao segundo trimestre, principalmente pelo esforço de venda de itens em estoque, com o objetivo principal de fortalecimento do capital do giro e caixa", destacou a Forjas Taurus em seu release de resultados. 

Wilson Sons (WSON33, R$ 36,40, -4,21%)
A Wilson Sons registrou um lucro líquido de US$ 26,1 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 14,9% se comparado aos US$ 22,7 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A receita líquida cresceu 3,1%, passando de US$ 125,5 milhões para US$ 129,4 milhões.

O Ebitda somou US$ 47,9 milhões e cresceu 3,6%, "com sólidos resultados no negócio de terminais de contêineres", segundo a companhia. O destaque foi o recorde de produtividade do Tecon Rio Grande e Tecon Salvador, alcançando 140 e 90 movimentos por hora respectivamente, com novos equipamentos em Rio Grande ajudando a melhorar a média de movimentos por hora em 40%. Rio Grande movimentou o recorde de 216,3k TEUs no trimestre, informou a empresa em seu release de resultado.

De acordo com o BTG Pactual, os resultados apresentados foram sólidos, destacando o crescimento do fluxo do negócio de terminais. Apesar de destacar que a liquidez segue sendo uma questão para o papel, os analistas do banco seguem recomendando compra, com preço-alvo de R$ 47.

Viver (VIVR3, R$ 2,41, -5,49%)
A Viver Incorporadora, em recuperação judicial, passou de prejuízo de R$ 81,3 milhões no terceiro trimestre de 2016 para lucro líquido de R$ 17,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, com ganho refletindo  o abatimento do passivo tributário em meio à adesão ao Refis. Já a receita líquida foi para R$ 142 mil, ante um valor negativo de R$ 54,1 milhões do ano passado, refletindo o não lançamento de projetos e os distratos do período.

O prejuízo financeiro líquido caiu 59,5%, a R$ 14,25 milhões, com o congelamento dos saldos das dívidas em função do pedido de recuperação judicial.

Vale (VALE3, R$ 33,17, +1,22%)
Seguindo o desempenho do minério, as ações da Vale tiveram alta nesta sessão. Os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian subiram 1,09%, a 465 iuanes. 

Acompanharam o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 23,85, +1,10%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 10,44, +1,56%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,83, +1,26%), Usiminas (USIM5, R$ 8,96, +4,07%) e CSN (CSNA3, R$ 7,87, +2,47%). 

Em relatório desta segunda-feira, analistas do Bank of America Merrill Lynch reiteraram visão positiva para commodities, com destaque para Usiminas, Vale e Fibria, após duas semanas de reuniões com participantes da indústria, seguidas pela 10ª Conferência da China, com a temática macroeconômica.

Segundo eles, o feedback global foi positivo. "As medidas ambientais estão em foco e os investidores estão menos preocupados com a macroeconomia da China e a necessidade potencial de uma desaceleração. Continuam as incertezas, mas vemos aço, minério de ferro e celulose suportados em curto prazo, com um ambiente global sólido para commodities em 2018", comentaram.

Suzano (SUZB3, R$ 20,14, -2,04%)
Na sexta-feira, a Suzano migrou suas ações para o Novo Mercado, nível máximo de governança corporativa da B3.

Em relatório, analistas do BTG Pactual destacam que a diretoria fez uma apresentação otimista, enfatizando: mudanças estruturais no mercado de celulose, perspectiva construtiva para preços, potencial de valorização para novos projetos, opcionalidades de crescimento, foco em ROIC (minimizando volatilidade) e Fusões & Aquisições. "Na nossa opinião, nenhuma novidade. Suzano segue muito bem posicionada para capitalizar o crescimento no mercado de celulose. Atribuímos baixa probabilidade da companhia alocar parte relevante de seu capital para expandir capacidade nos próximos anos", comentaram. Eles reiteraram recomendação de compra, com valuation atrativo, alavancagem em queda e potencial de redução de custo de caixa. 

Restoque (LLIS3, R$ 39,92, -7,89%)
O Conselho da Restoque aprovou a oferta primária de até 4,94 milhões de ações ordinárias, informou a companhia em comunicado ao mercado. A quantidade inicial de ações poderá ser acrescida em até 20% do total, ou até 987.600 ações ON, em lote suplementar. O preço por ação será fixado após procedimento de bookbuilding. A faixa indicativa de preço por ação está entre R$ 38,50 e R$ 42,50. 

Os recursos da oferta serão utilizados para fortalecimento e otimização da estrutura de capital, “reduzindo assim o seu nível de endividamento, através da melhoria da liquidez promovida pelo aumento de recursos em caixa”. Pelo cronograma,  o encerramento do bookbuilding e fixação do preço por ação será em 27 de novembro, com início das negociações das novas ações na B3, em 29 de novembro. A data de liquidação física e financeira das ações é 1 de dezembro, com o BTG Pactual sendo coordenador líder da oferta.  BofA Merrill Lynch, Bradesco BBI, Itaú BBA e Santander (Brasil) são os coordenadores. 

Petrobras (PETR3, R$ 17,48, -0,29%;PETR4, R$ 16,64, -0,48%)
Após recuarem 2% na mínima do dia, as ações da Petrobras fecharam em leve queda antes da divulgação do balanço do 3° trimestre, que será divulgado nesta noite (veja aqui a projeção do mercado). Lá fora, o dia também foi de leves variações para os preços do petróleo: os contratos do WTI, negociados em Nova York, fecharam praticamente estáveis, a US$ 56,76 o barril, enquanto os contratos do Brent, cotados em Londres, recuavam 0,6%, a US$ 63,16 o barril. 

Ainda no radar da estatal, segundo a coluna de Lauro Jardim para o jornal O Globo, coordenada pelo Santander, aumentou o interesse pela compra da malha de gasodutos da Petrobras que liga Macaé (RJ) ao Nordeste. O fundo australiano Macquarie acena com US$ 5 bilhões para comprar o ativo, que já tem Itaúsa (ITSA4) e Brookfield interessadas.

A companhia ainda divulgou a elevação do preço da gasolina em 1,2% e o corte do diesel em 0,2% nas refinarias,  com valores válidos a partir de 14 de novembro. 

Eletrobras (ELET3, R$ 20,25, +1,25%;ELET6, R$ 23,17, +2,07%)
Segundo o Valor Econômico, mesmo após vender o controle acionário da Eletrobras, a União manterá o direito de indicar o presidente do conselho de administração da companhia, que será composto por 11 integrantes. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que outra decisão relevante será a renovação por 30 anos do contrato de concessão da usina de Tucuruí, a maior em território nacional - Itaipu é binacional. A concessão da hidrelétrica expira em 2024 e a prorrogação garante mais receitas ao Tesouro.

Biotoscana (GBIO33, R$ 25,20, +4,13%)
A Biotoscana comprou o Laboratório argentino Dosa a um valor de US$ 29,9 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões), dos quais US$ 20,7 milhões foram pagos à vista, US$ 5 milhões foram depositados em uma conta vinculada e serão liberados em 2022, e US$ 4,2 milhões serão pagos ao longo de quatro anos, segundo comunicado da Biotoscana Investments.

“A transação continua a avançar na agenda estratégica do GBT e aumenta o escopo da companhia na promissora área de patologias pulmonares severas”. A Biotoscana fornecerá mais informações sobre a aquisição na teleconferência de divulgação dos resultados do terceiro trimestre, em 14 de novembro. 

Segundo o BTG Pactual, aparentemente, o valor pago foi bem atrativo. "Apesar de não ter sido ainda a aquisição no México que alguns investidores esperavam, aumentar exposição à BGx (ativos genéricos de marca) mitiga um pouco o risco do portfólio da companhia, já que os produtos de partnership podem não ser perpétuos. Do lado negativo, reconhecemos que o negócio de BGx usualmente tem um ROIC marginal pior que o de partnership", coementam.

A companhia reporta hoje, após o fechamento do mercado, o balanço do 3° trimestre. Para eles, os números não devem ser fortes, mas continuam vendo um bom risco/retorno nos níveis atuais. A recomendação para a ação segue em compra. 

Recomendações
A RD (RADL3, R$ 80,03, -1,09%) teve recomendação reduzida para ’neutra’ por Safra, com preço-alvo de R$ 90, enquanto a Alupar (ALUP11, R$ 17,80, +0,11%) teve a recomendação elevada para outperform (desempenho acima da média do mercado) pelo BB Investimentos, com preço-alvo de R$ 24,30 por unit. 

Copasa (CSMG3, R$ 39,50, -0,30%)
O Conselho de Administração da Copasa aprovou dividendos extraordinários no valor de R$ 120 milhões. 

(Com Agência Estado) 

 

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