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Siderúrgicas desabam até 12% e só 5 das 59 ações do Ibovespa fecham em alta; banco dispara 26% com OPA

Confira os principais destaques de ações desta segunda-feira

Banco do Brasil - loja-conceito de Brasília
(Divulgação)

SÃO PAULO - Intensificando a queda após fala do ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, que acusou Donald Trump de declarar a guerra ao país, o Ibovespa encerrou em baixa de 1,27%, a 74.434 pontos, no terceiro pregão seguido no negativo. Pesou também hoje as notícias vindas da Europa, com a vitória amarga de Angela Merkel nas eleições da Alemanha, assim como o balde de água fria de Rodrigo Maia com relação ao andamento da reforma da Previdência.

Entre as maiores quedas do dia, destaque para as siderúrgicas, com Usiminas afundando 12% e voltando ao patamar registrado no início do mês, em meio ao movimento de correção do minério de ferro, que derrubou também as ações da Vale. 

Do lado positivo, apenas 5 das 59 ações do índice fecharam em alta, com destaque para a Petrobras, que conseguiu se firmar no positivo puxada pelo petróleo. O contrato da commodity do tipo WTI, negociado em Nova York, subiu 3% nesta sessão, fechando no melhor pregão em 5 meses. 

Confira abaixo os principais destaques da bolsa desta segunda-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 16,32, +0,74%;PETR4, R$ 15,84, +0,96%)
Acompanhando os preços do petróleo, as ações da Petrobras conseguiram se afastar do pregão de correção do mercado doméstico. Em Londres, os contratos futuros do Brent registravam alta de 3,94%, a US$ 59,10 o barril, enquanto os contratos do WTI, negociados em Nova York, fecharam com ganhos de 3%, a US$ 52,22 o barril, no melhor pregão em 5 meses. 

Além disso, no radar da estatal, a Petrobras iniciou etapa de divulgação das oportunidades (teasers) da cessão da totalidade de direitos de exploração, desenvolvimento e produção em cinco conjuntos de campos terrestres, totalizando 19 concessões, no estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe, segundo comunicado da empresa. A parcela da Petrobras na produção média de petróleo e gás natural desses campos, em 2016, foi de 17,4 mil barris de óleo equivalente por dia. A companhia é operadora de todas as concessões, com 100% de participação à exceção do campo de Sanhaçu, no qual é operadora e detém 50% de participação; Petrogal detém os 50% restantes. Teasers, que contêm as principais informações sobre cada uma das oportunidades, bem como os critérios objetivos para a seleção de potenciais participantes, estão disponíveis no site da Petrobras.

A companhia ainda anunciou o corte em 0,4% do diesel e de 0,3% da gasolina nas refinarias a partir da próxima terça-feira (26).

Por fim, detentores de títulos antigos em volumes equivalentes a US$ 6,2 bilhões aceitaram termos das condições da oferta privada de repactuação, segundo comunicado da Petrobras. Deste montante, US$ 2,3 bilhões serão repactuados para o novo título Global Notes a 5,299% com vencimento em 2025. US$ 3,9 bilhões serão repactuados para o novo título Global Notes a 5,999% com vencimento em 2028. A data de liquidação da oferta privada de repactuação ocorrerá no dia 27 de setembro de 2017, juntamente com a liquidação da
operação de emissão dos novos títulos com vencimento em 2025 e 2028. Os títulos que foram entregues para recompra estão em processo de validação. Os resultados definitivos da operação serão divulgados após a liquidação, segundo o comunicado. 

Vale (VALE3, R$ 31,09, -2,57%; VALE5, R$ 28,77, -2,38%)
Depois de oscilarem no terreno positivo pela manhã, as ações da Vale perderam força puxadas por maior clima de aversão ao risco nos mercados internacionais e queda do minério. Hoje, a commodity spot (à vista) no porto de Qingdao, na China, caiu 0,79%, a US$ 63,06 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério negociados na bolsa chinesa de Dalian recuaram 0,21%, a 468 iuanes. 

Seguiram o desempenho positivo os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 23,48, -2,98%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, destaque para a Usiminas (USIM5, R$ 8,23, -12,45%), que liderou as perdas do Ibovespa. As demais ações do setor também fecharam no negativo, com Gerdau (GGBR4, R$ 10,97, -3,01%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,24, -5,07%) e CSN (CSNA3, R$ 9,40, -3,29%).

B3 (BVMF3, R$ 24,32, -2,68%)
A B3 teve a recomendação reduzida de outperform (desempenho acima da média do mercado) para marketperform (desempenho em linha com o mercado) pelo Itaú BBA devido ao valuation esticado.  "Continuamos a gostar da história de B3, que apresenta perspectivas de crescimento muito boas em um ambiente macroeconômico melhorado; mas ao preço atual, essas perspectivas parecem bastante razoáveis em nossa visão", apontam os analistas do banco, que possui um preço-alvo de R$ 28 para os ativos em 2018. O Insight do dia da última sexta-feira fez uma análise sobre a B3, destacando a visão positiva dos analistas para a empresa. Confira clicando aqui. 

Outras recomendações
O Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,80, -1,42%) foi elevado de neutro para compra pelo UBS. O Bradesco BBI revisou o setor de construção civil e shopping centers, elevando a Brasil Brokers (BBRK3, R$ 1,14, -3,39%) de underperform para neutra, reduzindo a recomendação de BR Malls (BRML3, R$ 14,25, -1,72%) de outperform para neutra pelo Bradesco BBI, assim como reduziu a Cyrela (CYRE3, R$ 13,87, -4,80%) de neutra para underperform. A Direcional (DIRR3, R$ 5,75, -2,54%) foi elevada de neutra para outperform, a LPS Brasil (LSPB3, R$ 7,39, -0,14%)  teve recomendação reduzida de neutra para underperform pelo Bradesco BBI, enquanto a Tecnisa (TCSA3, R$ 2,47, -2,76%) foi elevada de underperform para neutra. Já a Rumo (RAIL3, R$ 11,14, +2,77%) teve a cobertura iniciada pelo Safra com recomendação outperform. 

Braskem (BRKM5, R$ 42,51, -2,61%)
A Braskem informou que arquivou o formulário 20-F referente ao balanço financeiro de 2016 na U.S. Securities Exchange Comission (SEC). Com o arquivamento, a empresa fica em dia com o órgão regulador americano. O primeiro prazo para o envio do 20-F referente ao ano de 2016, com auditoria, foi o mês de abril, com extensão automática de 15 dias, isto é, até 17 de maio. Após esse prazo, a New York Stock Exchange (NYSE) deu mais seis meses de prazo, até novembro.

A petroquímica divulgou o balanço auditado pela KPMG com dados de 2016 em meados de agosto. A empresa reportou um prejuízo de R$ 729 milhões no ano passado, ante lucro de R$ 2,760 bilhões de 2015. O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 11,507 bilhões, com avanço foi de 23% ante o ano anterior. A margem Ebitda ficou em 24,1%. A receita líquida de vendas totalizou R$ 47,664 bilhões em 2016, o que representa uma expansão de 2% ante 2015.

O atraso no balanço auditado referente a 2016, segundo a empresa, ocorreu porque a avaliação dos auditores precisou passar não apenas pelos aspectos operacionais e financeiros, mas também por análises de processos de controles internos. Essa exigência estava relacionada com o acordo global fechado com autoridades.

Ao longo do ano, o presidente da petroquímica, Fernando Musa, explicou que o processo de investigação, no âmbito da Operação Lava Jato, ocorreu sob sigilo, e os auditores tiveram acesso somente em 21 de dezembro, quando foi firmado o Acordo Global da companhia com Brasil, Estados Unidos e Suíça. O Acordo Global envolve o pagamento de multas de US$ 957 milhões, equivalentes a R$ 3,1 bilhões, e já foi aprovado pela Justiça dos Estados Unidos e Suíça.

Hypermarcas (HYPE3, R$ 32,90, -0,45%) 
Segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, citada na recente delação do doleiro Lúcio Funaro por suposto pagamento de propina de R$ 5 milhões ao ex-deputado Eduardo Cunha para compra de medidas provisórias, a Hypermarcas voltou a procurar um sócio nas últimas semanas.

Assessores financeiros da companhia, que pertence ao empresário João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, tiveram conversas reservadas nas últimas semanas com as principais farmacêuticas brasileiras, incluindo Biolab, Eurofarma e EMS, de acordo com fontes próximas às empresas. A Hypermarcas chegou perto de um acordo com a americana Pfizer. Em comunicado enviado ao jornal, a Hypermarcas negou veementemente quaisquer negociações em andamento sobre a venda da companhia ou de partes de seu portfólio.  Procuradas, as empresas Biolab, Eurofarma, EMS e Pfizer não quiseram comentar o tema. Mas, em nota, a Pfizer disse que tem como meta “a expansão do alcance de seu portfólio e está sempre avaliando oportunidades para expansão do acesso da população a medicamentos de qualidade”.

Localiza (RENT3, R$ 60,43, -0,66%)
Logo após o fechamento do pregão da última sexta-feira (22), a Localiza  informou que aprovou a convocação de uma assembleia, ainda sem data definida, para discutir com os acionistas o desdobramento de ações pela razão de 1 para 3. Levando como hipótese o último fechamento em R$ 60,99, os papéis seriam cotados a R$ 20,33.

Com alta de 90%, os papéis da empresa estão entre os que mais subiram na bolsa este ano, tendo em vista a excelência dos últimos resultados. Nos números do segundo trimestre, divulgado no começo de agosto, a empresa conseguiu superar até o mais otimista dos analistas e, mesmo com o cenário de crise da economia brasileira e do próprio setor automotivo, a locadora viu sua receita crescer 40% ante o mesmo trimestre de 2016, para R$ 1,35 bilhão - sendo que a área de seminovos acelerou 63%. O lucro líquido foi recorde, de R$ 129,3 milhões. Neste um mês e meio pós-divulgação, as ações RENT3 subiram 19%, enquanto o Ibovespa avançou 11% no período. Veja mais clicando aqui.

Cemig (CMIG4, R$ 8,24, -4,96%)
Com a iminência do leilão de quatro usinas hidrelétricas da companhia, a ser realizado na próxima quarta-feira, a Cemig apresentou uma petição no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo o adiamento do certame, informa o Valor Econômico. A petição foi apresentada no recurso movido pela Cemig no Supremo, que questiona a devolução das hidrelétricas. O argumento da estatal mineira é que não faz sentido manter a data do leilão enquanto a companhia ainda tenta negociar um acordo com a União para manter as usinas. 

Paraná Banco (PRBC4, R$ 14,74, +25,98%)
Os ofertantes da OPA (Oferta Pública de Aquisição) do Paraná Banco subiram o preço por ação para R$ 14,54. O preço havia sido ajustado para R$ 10,81 devido à distribuição de juros sobre capital próprio e depois elevado para R$ 14,54 por decisão dos ofertantes, segundo fato relevante. A data do leilão permanece para 5 de outubro. 

Vale menção que com a disparada de hoje as ações já apagaram o prêmio que seria oferecido na OPA após o ajuste de preço por papel. 

Oi (OIBR4, R$ 3,48, -3,60%)
A operadora chinesa China Telecom disse em resposta por e-mail à Bloomberg que tem acordo de confidencialidade com Oi para estudar possíveis negócios com a companhia brasileira. A China Telecom não tem plano concreto para aquisição no exterior, segundo o comunicado, mas está aberta a explorar oportunidades de cooperação. Em 22 de setembro, a Oi disse ter acordo de confidencialidade com China Telecom para estudar possíveis negócios. "Não significa que serão fechados negócios", disse Ricardo Malavazi, diretor de finanças da empresa. 

Rumo (RAIL3, R$ 11,14, +2,77%)
Além do início de cobertura de recomendação pelo Safra (veja acima), mais uma notícia aparece no radar da Rumo nesta segunda-feira. A companhia informou a entrada de mais bancos para coordenar oferta primária. Os bancos Itaú BBA, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch Banco Múltiplo, Banco de Investimentos Credit Suisse e Goldman Sachs do Brasil Banco Múltiplo ingressaram, neste domingo, no sindicato de bancos responsável pela coordenação da oferta pública de distribuição primária de até 220 mi ações ordinárias, disse a Rumo, em comunicado.

Bradesco BBI, Morgan Stanley, Santander Brasil e BB-Banco de Investimento já estavam na coordenação da oferta no Brasil. Serão realizados esforços de colocação das ações no exterior pelo Bradesco Securities, Morgan Stanley, Santander Investment Securities, Banco do Brasil Securities, Itau BBA USA Securities, BTG Pactual US Capital, Merrill Lynch, Pierce, Fenner & Smith Incorporated, Credit Suisse Securities e Goldman Sachs. O conselho de administração da Rumo aprovou a oferta pública primária de 220 milhões de ações, a serem emitidas com esforços restritos. A oferta pode ser acrescida em até 15% no lote suplementar.

Gol (GOLL4, R$ 13,35, -2,84%)
Questionada pela B3 sobre as últimas movimentações nas ações da companhia, a Gol divulgou comunicado afirmando que "desconhece qualquer motivo concreto que possa justificar a oscilação mais acentuada" na última quinta-feira. Sobre possível aumento de participação da Delta na empresa, Gol diz que "ouviu rumores de mercado com relação a uma alegada declaração atribuída a um executivo da Delta Air Lines”, mas “não comenta rumores e, sempre que houver fatos concretos a comunicar", o fará nos termos das regulamentações da CVM e SEC. A companhia informou que a Delta possui 9,48% de participação no capital social da Gol. Em 21 de setembro, Glen Hauenstein, presidente da Delta, disse que provavelmente aumentará participação na Gol.

Gerdau (GGBR4, R$ 10,97, -3,01%)
Segundo a coluna Radar Online, da Veja, a  Gerdau estaria vendendo duas hidrelétricas, na tentativa de levantar cerca de 700 milhões de reais com o negócio. O mandato de venda é do Credit Suisse.

Eneva (ENEV3, R$ 14,75, -1,67%)
A Eneva divulgou a lista completa das instituições financeiras que participarão da oferta subsequente de ações (“follow on”). O coordenador líder será o BTG Pactual e os coordenadores serão Itaú BBA, Goldman Sachs, Bradesco BBI, Citi e Santander.

No exterior, os agentes de colocação serão pelo BTG Pactual, US Capital LLC, Itau BBA USA Securities, Goldman Sachs & Co, Bradesco Securities, Citigroup Global Markets e Santander Investment Securities.

A oferta primária será de 75.862.069 ações. A companhia prevê ainda lotes adicional e suplementar, com ações vendidas por atuais acionistas (oferta secundária), no total de 26.551.723 ações ON. O preço ficará entre R$ 13,00 e R$ 16,00. Nesta segunda-feira, 25, se inicia o período de reserva da oferta prioritária e de varejo. O encerramento do processo de “bookbuilding” e consequente fixação do preço da oferta acontece no dia 5 de outubro. As ações começam a ser negociadas na B3 no dia 9 de outubro e o anúncio de encerramento sai no dia 6 de abril de 2018.

 

 

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