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Petrobras sobe 2% de olho nos US$ 12 bilhões que pode receber da União; Fleury salta 3% após 'block trade'

Confira os principais destaques da bolsa desta quarta-feira

Confira os principais destaques de ações desta quarta-feira:

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,52, -0,06%)
Com o mercado perdendo força, as ações do BB zeram os ganhos nesta tarde, mas ainda assim operam descoladas dos demais grandes bancos, com o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 43,73, -0,11%), Bradesco (BBDC3, R$ 32,12, -2,26%; BBDC4, R$ 35,54, -2,12%) e Santander (SANB11, R$ 27,86, -2,59%) no campo negativo. 

No radar, o Itaú BBA substituiu o Bradesco pelo BB como top pick do setor de bancos na América Latina. A mudança de preferência pode ser atribuída ao desconto do preço sobre lucro do Banco do Brasil em relação ao Bradesco, que teve uma performance significativamente melhor do que o banco estatal, segundo relatório dos analistas do Itaú BBA Thiago Bovolenta Batista e Alexandre Spada.

O Banco do Brasil tem o terceiro maior crescimento de lucros no universo de cobertura do Itaú BBA, mesmo com previsões abaixo do consenso em 2017 e 2018. Os riscos incluem impactos do cenário macro no Brasil, já que, por causa da alavancagem muito maior que a dos pares e o índice de cobertura muito menor, o desempenho do Banco do Brasil deve sofrer impacto negativo de qualquer deterioração significativa no cenário macro. "O fundo soberano provavelmente continuará a vender as ações do Banco do Brasil, o que poderá pressionar" a performance. O Banco do Brasil e o Banorte são agora as top picks do Itaú BBA no setor na América Latina.

Ainda sobre o BB, segundo o Valor, o banco estatal prepara uma captação externa com a emissão de títulos de dívida (bônus) de pelo menos US$ 750 milhões. A instituição financeira ainda estuda se emitirá os papéis com prazo de sete ou dez anos. Procurado pelo hornal, o BB não comentou o assunto.

Petrobras (PETR3, R$ 15,52, +2,58%;PETR4, R$ 16,03, +1,52%)
As ações da Petrobras sobem forte após o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, informar que o pagamento da União à estatal pode superar os US$ 12 bilhões. 

Em entrevista à Bloomberg em Nova York, ele fisse que o governo acha que US$ 12 bilhões é razoável, mas está longe do que a Petrobras espera. "Eu acho que vai ser mais do que isso, mas quanto mais eu não sei. Não gosto de colocar números", disse Coelho, referindo-se a
uma estimativa de US$ 12 bilhões publicada em relatório do UBS no mês passado. 

Segundo ele, o governo e companhia estão alinhados, na medida em que a Petrobras precisa receber pagamento em petróleo, mas não há acordo sobre um valor final. A estatal e o governo estão em conversas semanais para resolver a revisão do contrato, disse Coelho. Ele comentou ainda que o governo quer resolução até dezembro ou início de 2018 para realizar o leilão do excedente da cessão onerosa no primeiro semestre.

Vale menção ainda que os papéis da Petrobras seguem hoje também os preços do petróleo. Em Londres, os contratos futuros do Brent registravam alta de 1,03%, a US$ 55,71 o barril, enquanto os contratos futuros do WTI, negociados em Nova York, subiam 1,05%, a US$ 50,00 o barril. 

Além disso, no radar da estatal, a Petrobras anunciou o corte em 0,4% do preço da gasolina e do diesel, que valerá nas refinarias a partir da próxima quinta-feira (21). 

Braskem (BRKM5, R$ 44,21, +4,96%)
Um artigo publicado no Valor Pro afirmou que a Braskem anunciaria como o primeiro passo em seu plano de reorganização societária um programa de conversão de ações das ações PN em ações ON. O artigo afirma que isso seria em linha com a renegociação do acordo de acionistas e com o desejo da Petrobras de vender sua participação.

"Nossa tomada: enquanto entendemos o interesse da Petrobras em tal transação, pois facilitaria a venda de sua participação na Braskem, o mesmo não pode ser dito sobre a Odebrecht, pois atualmente detém 50,1% das ações ON e provavelmente será diluída no controle da nova estrutura (é improvável que eles estariam interessados ??em vender sua participação, como espera que a Braskem tenha uma forte geração de fluxo de caixa, provavelmente distribuindo dividendos em 2018, enquanto o próprio ativo foi usado como garantia em obrigações de dívida e receitas de vendas provavelmente permaneceria com os bancos). Se assumirmos que a taxa de conversão seria de 0,98 PN: 1 ON (em linha com o desconto atual), a participação da Odebrecht seria diluída de 50,1% das ações controladoras para 38,4% do total de ações. Dito isto, se assumisse que esta transação iria em frente, poderia haver uma reavaliação para a Braskem que atualmente está negociando com desconto para pares globais (5,9x EV / EBITDA 2018 em comparação com uma média do setor ~ 6,7x EV / EBITDA 2018)", comentam os analistas do Itaú BBA em relatório enviado a clientes nesta manhã. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 79,72, +1,10%)
O Magazine Luiza confirmou, após ser questionado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que projeta abrir 60 lojas em 2017. A companhia foi questionada após reportagem publicada no dia 13 de setembro pelo jornal "O Globo", em que Luiza Trajano, presidente do conselho de administração da Companhia, indicava o número.

Vale (VALE3, R$ 33,42, -1,47%; VALE5, R$ 30,81, -1,66%)
As ações da Vale viraram para queda em dia misto para os preços do minério de ferro. A commodity à vista negociada no porto de Qingdao, na China, subiu 1,16%, a US$ 69,65 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério cotados na bolsa chinesa de Dalian caíram 2,76%, a 493 iuanes. 

Viraram para o negativo também as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 25,07, -2,49%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,57, -2,77%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,73, -1,38%), CSN (CSNA3, R$ 10,78, -1,10%). A exceção é a Usiminas (USIM5, R$ 9,39, +2,07%), que segue em alta.

No radar, a Usiminas teve o rating elevado de CCC+ para B- por S&P. Os preços médios mais altos, ligeira recuperação da demanda e o foco em produtos de aço de maior valor agregado melhoraram o desempenho operacional da Usiminas, que levou a métricas financeiras mais fortes, diz S&PGR em um relatório. O recente acordo com detentores de dívidas para renunciar à necessidade de uma oferta de troca de dívida para os detentores de títulos de 2018 reduziu substancialmente o risco de uma oferta preocupante, segundo o relatório.

A perspectiva positiva reflete a avaliação de que os ratings da Usiminas podem ser atualizados nos próximos 12 a 18 meses se as condições do mercado continuarem a fortalecer as métricas financeiras e se a liquidez for preservada, já que as obrigações de 2018 continuam sendo o único vencimento relevante da dívida nos próximos dois anos.

OGX (OGSA3, R$ 1,62, +14,89%)
A OGX aprovou a mudança de nome para Dommo Energia. O código de negociação também será alterado, passando a ser DMMO3 a partir do pregão da próxima quinta-feira (21). 

BB Seguridade (BBSE3, R$ 29,10, +0,41%)
Em relatório desta manhã, analistas do BTG Pactual comentam que estiveram em reunião com a BB Seguridade na semana passada e, no geral, o discurso pareceu um pouco mais positivo do que a última vez, mas nada que seja muito animador. "Eles estão mais animados com prestamista, dado a dinâmica de cancelamento menor. Em Prev os números estão ficando menos piores e no segundo semestre pode ter algum crescimento, mas nada que salve o ano. A última linha do balanço (lucro ou prejuízo líquido) é que a nossa visão não mudou muito depois da conversa", comentaram. No entanto, eles reiteraram a recomendação de compra para o papel, apontando que parece barato embora deva seguir sem "momentum". 

Vale menção que as ações das seguradoras foram apontadas como oportunidade na bolsa hoje por Tiago Reis, fundador da Suno Research, dado que não acompanharam o rali, parecem baratas e, passado o efeito de curto prazo da queda da Selic, devem ganhar força no mercado. Dos papéis que gosta no setor, ele comentou sobre BB Seguridade, IRB Brasil e SulAmérica (veja aqui).   

BRF (BRFS3, R$ 46,35, -0,32%)
A BRF teve rating cortado para BBB- por Fitch, com perspectiva estável. O rebaixamento de BBB para BBB- reflete volatilidade de fluxo de caixa e elevada alavancagem da empresa, após uma queda acentuada na performance operacional em 2016 e 2017, disse a Fitch, em relatório divulgado nesta terça-feira. A revisão também reflete incerteza em relação à estratégia e estrutura de capital que serão implementadas pelo futuro presidente da empresa. A perspectiva foi alterada de negativa para estável. A agência de classificação de risco espera que margem Ebitda da BRF melhore no segundo semestre de 2017.

Fleury (FLRY3, R$ 28,99, +2,62%)
Passada a pressão do "block trade" anunciado ontem à tarde e que derrubou os papeís no último pregão, as ações da Fleury saltam 3% nesta tarde. O leilão, que previa a venda de R$ 18,5 milhões de ações ordinárias da empresa a R$ 27,25, superou e muito as estimativas. Segundo a B3 informou à Bloomberg, a operação envolveu 46,47 milhões de ações da companhia a preço final de R$ 28,61 por papel - o que explica a forte alta após a transação. Ontem, por conta do anúncio da venda, as ações da Fleury caíram 3,6% e hoje, na mínima do dia, atingiram desvalorização de 1,06%, a R$ 27,95. Mas, em meio à forte demanda, as ações viraram para o positivo hoje, saltando 3% após a transação. 

Em comunicado, a Fleury informou ontem que o leilão era de parte de ações detidas pela Advent. A companhia solicitou informações ao acionista e foi comunicada de que o leilão refere-se à parte das ações detidas pelo Fundo de Investimento em Participações Simba Investimentos I – FIP (Advent). O Credit Suisse CTVM foi o intermediario. Confira a análise sobre a operação clicando aqui. 

Vale menção que nesta quarta-feira (20), perto do meio dia, a ação entrou oficialmente na Carteira InfoMoney. Por conta da inclusão, saíram do portfólio os papéis da Magazine Luiza e Guararapes (veja aqui a explicação completa).

Além disso, em relatório desta manhã, o BTG Pactual comentou que aproveitaria a forte queda do papel ontem para adicioná-lo ao portfolio.

O banco acrescenta ainda que a ação segue como nosso top pick no setor, mas faz algumas ressalvas. "Comentamos também que após o aumento de preço no meio do ano (entre 15% a 20% de reajuste) – o que teoricamente pressiona churn (perda de clientes) - foi bom vermos a indústria adicionando 26 mil novos clientes em julho, mostrando melhoras marginais do mercado, muito correlacionado também com a melhoria do mercado de trabalho. Acreditamos, porém, que boa parte dessa recuperação no número de planos deve se concentrar em classes mais baixas, menos resilientes, de renda, ou seja, não esperamos nenhum impulso forte para Qualicorp ou Fleury. No dental, o setor cresceu 7,6% na comparação anual, com a OdontoPrev, mais uma vez, perdendo beneficiários e consequentemente participação no mercado (uma das nossas maiores preocupações com o case). Discutimos também o plano de expansão da Fleury (com uma nova unidade agora na Alameda Jaú e 2 “a+” em Brasília), o M&A da Intermédica e outros assuntos importantes do último mês", destacam os analistas.

Even (EVEN3, R$ 5,83, 0,0%)
 Dany Muszkat,João Silva se alternam como CEO a cada 2 anos, informou a Even. Nos primeiros 2 anos, Dany Muszkat ocupará o cargo de diretor presidente, enquanto João Eduardo de Azevedo Silva ocupará o de diretor vice-presidente de operações (COO), disse a empresa em comunicado. Vinicius Mastrorosa foi eleito diretor financeiro , substituindo Daniella Sasson de Figueira, que renunciou.

Profarma (PFRM3, R$ 8,34, -0,12%)
Segundo a coluna do Broad, do Estadão, o grupo Profarma voltou a trabalhar para fazer oferta subsequente (follow on) de ações até janeiro do próximo ano, se aproveitando, assim do momento de alta do mercado de ações. O sindicato de bancos de investimento já foi contratado pela empresa e é formado pelo Santander, BTG Pactual, Itaú BBA e Banco do Brasil (BB), disse a coluna. Procurada pelo jornal, a Profarma não comentou.

Natura (NATU3, R$ 32,99, -1,02%)
Depois de subirem por sete pregões seguidos até a última segunda-feira, as ações da Natura seguem em correção na bolsa. Essa é a segunda queda consecutiva do papel, que acumula no período perdas de 5%. 

Renova (RNEW11, R$ 8,20, +4,46%)
A Renova Energia, “até o presente momento, não tomou conhecimento ou recebeu nova proposta por parte da Brookfield Energia Renovável”, segundo comunicado da companhia. Nesta terça-feira, a Reuters disse, citando pessoas não identificadas, que Brookfield estaria disposta a elevar a oferta pela Renova em 25%. Em 15 de setembro, a Renova disse que estendeu para 17 de outubro o período de exclusividade concedido à Brookfield Energia Renovável para realização de due diligence e negociação dos documentos finais para um aporte primário na companhia. Em 18 de julho, o conselho da Renova aceitou oferta não vinculante da Brookfield para aporte de capital e aquisição de seu controle societário por meio da compra da totalidade das ações de titularidade da Light Energia. 

Sanepar (SAPR4, R$ 11,09, +0,18%)
O Conselho de Administração da Sanepar aprovou o aumento da participação societária em reunião realizada no dia 19 de setembro, disse a companhia em comunicado. A  Operação está condicionada à aprovação nos órgãos relacionados à operação: Conselho de Controle das Empresas Estatais, Casa Civil do estado do Paraná, Assembleia Legislativa do Paraná e AGE de acionistas, diz a companhia.

Educacionais 
Decreto de hoje criou o comitê gestor do Fies, que terá como objetivo formular a política de oferta e supervisionar a execução das operações. O grupo será formado por 3 representantes do Ministério da Educação; 2 da Fazenda e outros 2 representantes do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, além de um membro da Casa Civil. O comitê definirá, entre outros pontos, os critérios de priorização da oferta de financiamento para cursos e para alocação regional das vagas. Publicado no Diário Oficial, decreto é assinado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no exercício do cargo de presidente da República diante da viagem de Michel Temer aos EUA.

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