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3 ações disparam entre 4% e 11% após recomendações; small cap afunda até 10% com operação da PF

Confira os principais destaques da bolsa desta quarta-feira

Triunfo - Concepa

SÃO PAULO - O Ibovespa caiu pela terceira vez em quatro sessões nesta quarta-feira (30) e voltou a ser negociado abaixo dos 71.000 pontos, pressionado pelos bancos e a Petrobras, enquanto a Vale conseguiu se distanciar de uma queda mais acentuada do minério de ferro neste pregão.

Dos destaques positivos, as ações da Estácio lideraram os ganhos do Ibovespa. O movimento veio na esteira de um relatório otimista do Bank of America Merrill Lynch para o setor, com o título: "Não tenha medo do rali". Para os analistas do banco, o setor deve continuar com bom desempenho no curto prazo, mesmo levando em consideração que as ações já subiram 46% no acumulado do ano, superando em 29% a performance do Ibovespa. Eles destacam Estácio como "top pick", dado o atrativo valuation e a tendência de lucro favorável após aquisição de participação do Advento. 

Por outro lado, a maior queda ficou com as ações da Qualicorp, que afundaram 6,45% no pior momento do dia, a R$ 33,96, em meio à notícia de que o PSL entrou com análise de Ação Direta de Inconstitucionalidade para questionar normas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que tratam das administradoras de benefícios (RN #195 e #196).

Confira abaixo os principais destaques da bolsa desta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 13,88, -2,94%;PETR4, R$ 13,45, -2,89%)
As ações da Petrobras acentuaram queda nesta tarde, pressionadas pelos preços do petróleo no mercado internacional. Em Londres, os contratos futuros do Brent recuavam 2,46%, a US$ 50,72 o barril, enquanto os contratos do WTI registraram queda de 1,01%, a US$ 45,96 o barril. Vale menção que, do outro lado, os contratos futuros da gasolina subiam 5,7% nesta sessão, a US$ 1,8844 por galão, depois de atingirem US$ 1,9140 na máxima do dia - o maior patamar desde julho de 2015. O diesel subia 1,7%, a US$ 1,6945 o galão. O movimento ocorreu em meio às inundações e os danos causados pela tempestade tropical Harvey, que fechou cerca de um quarto da capacidade da refinaria dos EUA, dificultando a demanda por petróleo e aumentando o risco de falta de combustível.

No radar, em esclarecimento à CVM, a Petrobras informou que a data de abertura do capital da BR ainda não está  marcada. Segundo a empresa, embora haja a intenção da administração de concluir a transação o mais breve possível, aproveitando as condições favoráveis do mercado e atendendo à necessidade da Petrobras de executar seu programa de parcerias e desinvestimentos, operações desse tipo são complexas, requerem diversas etapas de desenvolvimento e estão sujeitas a outros fatores que impossibilitam determinar com precisão a data de sua realização, dentre eles a aprovação pelos órgãos reguladores e as condições de mercado vigentes à época da oferta, disse a empresa em fato relevante. A estatal esclareceu notícia veiculada no jornal O Globo de que a oferta inicial de ações da BR Distribuidora deve ser feita até dezembro.

Ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou ainda que a companhia só venderá sua fatia na Braskem após a revisão do acordo de acionistas. Ele ainda disse que uma possível solução a ser apresentada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para solucionar restrições à venda da Liquigás para a Ultragaz, “é uma questão que está sendo discutida especialmente com os compradores”. A superintendência-geral do Cade propôs a rejeição da venda, que faz parte do plano de desinvestimento da estatal. O tema ainda será julgado pelo Tribunal do conselho, ao qual caberá a palavra final. Aprovado em novembro do ano passado pelo conselho de administração da Petrobras, o negócio é estimado em R$ 2,8 bilhões.

Parente ainda afirmou que as agências de classificação de risco não concedem grau de investimento à companhia, “mas os investidores sim”, ao cobrarem juros menores do que os cobrados quando a estatal possuía o status dado pelas empresas de rating. 

O presidente da estatal disse não acreditar que o diretor João Elek de Governança e Conformidade da empresa, afastado do cargo, teve a intenção de contrariar as regras de governança da companhia. Elek foi denunciado por conta da admissão da sua filha pela Deloitte, após a consultoria ser contratada sem licitação para prestar o serviço de investigação das denúncias do “Canal Denúncia” da Petrobras. O presidente da Petrobrás argumentou que o processo de admissão foi iniciado antes da contratação de Elek para o cargo. “Vejo a questão humana e a contribuição do diretor ao longo do período. Não acredito que ele teve a intenção de contrariar as regras. No entanto, há crimes dolosos. Ações dolosas, porque não foi um crime, foi uma questão ética e não penal”, afirmou.

Vale (VALE3, R$ 34,34, -0,29%; VALE5, R$ 31,49, -0,25%)                       
As ações da Vale conseguiram se distanciar do dia negativo para os preços do minério de ferro e fecharam em leve queda. Hoje, os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian caíram 1,24%, a 556 iuanes, enquanto a commodity à vista negociada no porto de Qingdao recuou 0,37%, a US$ 76,08 a tonelada.  

Da mesma forma, os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 26,46, 0,04%) - holding que detém participação da Vale - fecharam praticamente no zero a zero, enquanto entre as siderúrgicas o destaque ficou com a Gerdau (GGBR4, R$ 11,82, +3,23%), que figurou como a segunda maior alta do Ibovespa hoje. Na esteira, apareceram os papéis daMetalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,73, +2,14%), enquanto CSN (CSNA3, R$ 8,55, 0,0%) e Usiminas (USIM5, R$ 6,56, +0,31%) fecharam praticamente estáveis. 

Educacionais
As ações das educacionais Estácio (ESTC3, R$ 26,28, +3,87%) e Kroton (KROT3, R$ 17,75,  +1,95%) figuraram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sessão após um relatório do Bank of America Merrill Lynch jogar luz sobre o "momentum" positivo para o setor. Já os papéis da Anima (ANIM3, R$ 18,48, -1,12%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 29,28, -0,75%) - negociados fora do índice - fecharam no negativo. 

No relatório, analistas do banco comentavam que o bom desempenho das ações do setor deve continuar no curto prazo, mesmo levando em consideração que essas ações já subiram 46% no acumulado do ano, superando em 29% a performance do Ibovespa. Eles destacam Estácio como "top pick", dado o atrativo valuation e a tendência de lucro favorável após aquisição de participação do Advento. O novo preço-alvo do papel é de R$ 30,00. 

Eles também têm recomendação de compra para os papéis da Kroton e Ser Educacional, enquanto a Anima segue com neutro. Os preços-alvos para essas ações são: R$ 19,20, R$ 32,10 e R$ 20,00, respectivamente. 

Triunfo (TPIS3, R$ 3,52, -8,09%)
As ações da Triunfo afundaram nesta sessão, atingindo na mínima do dia queda de 10,18%, a R$ 3,44. Na radar, a Polícia Federal lançou nesta quarta-feira a operação Cancela Livre, que tem como objetivo investigar possíveis fraudes e desvio de recursos públicos na construção da quarta faixa da rodovia BR-290/RS, entre Porto Alegre e Gravataí. A rodovia é administrada pela concessionária Concepa, do grupo de infraestrutura Triunfo Participações.

Segundo a PF, cerca de 70 policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Cachoeirinha, Canoas, Curitiba e São Paulo.

Sabesp (SBSP3, R$ 32,00, +1,27%)
O município de Guarulhos concordou em renegociar a dívida que tem com a Sabesp. Propuseram em dar um "haircut" de 30% na dívida de R$ 2,9 bilhões, para R$ 2,1 bilhões. Esse valor será pago ao longo de 40 anos por IPCA +0,5% a.m. Essa disputa se refere ao não pagamento da conta de água que Guarulhos recebe no atacado da Sabesp.

Pelas contas do BTG Pactual, isso tem um impacto de R$ 3 por ação da Sabesp. "O importante é que isso abre espaço para uma renegociação das dívidas com os outros municípios que sofrem do mesmo problema (Mauá e Santo André), que tem dívidas que podem chegar a R$ 4,3 bilhões. Assumindo que essas dívidas serão pagas nos mesmos termos propostos por Guarulhos, chegamos a um valor adicional no preço-alvo de R$ 4,40 por ação - o que não está incorporado atualmente no nosso modelo", comentaram os analistas do banco. A recomendação para o papel é compra.

Qualicorp (QUAL3, R$ 34,70, -4,41%) 
No dia 21 de agosto, o PSL entrou com análise de Ação Direta de Inconstitucionalidade para questionar normas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que tratam das administradoras de benefícios (RN #195 e #196).

Pelo entendimento do BTG Pactual, o partido afirma que as normas questionadas criaram uma nova figura no mercado de saúde suplementar, as administradoras de benefícios, que podem reunir diversas pessoas jurídicas em um mesmo plano de saúde. Isto, no entender da legenda, tem provocado um enorme desequilíbrio entre os diversos integrantes dessa atividade econômica. O ministro do STF, Gilmar Mendes, estabeleceu um prazo de 10 dias para a ANS se posicionar a respeito e, após, o Ministério Público dispõem de 5 dias para se posicionar sobre o tema.

Atualmente, comentam os analistas do BTG, a regulação não proíbe as operadoras de negociarem diretamente com as entidades de classe, mas dificulta a mesma tornando mais atraente ter um administrador de benefícios como intermediário. "Qualquer alteração regulatória pode prejudicar o ambiente competitivo. Dessa forma, embora seja difícil quantificar o valor adicionado por outros recursos fornecidos pela Qualicorp (backoffice, risco PDA, royalties, brokerage, etc), a questão a ser respondida é se todos esses serviços valem os 20% do prêmio mensal cobrado pela companhia", questionam.

Após conversas com a ANS e a própria empresa, os analista comentam que, como esperado, é difícil avaliar como esse processo irá evoluir, mas, de qualquer forma, é esperado volatilidade nas ações da empresa já que traz preocupações para os investidores sobre a capacidade da companhia continuar crescendo sem o regulamento publicado em 2009. Nos últimos 4 pregões, os papéis QUAL3 caíram 6,4% na bolsa. 

Rossi (RSID3, R$ 7,10, +1,14%)
A Rossi Residencial decidiu encerrar a joint venture Capital Rossi Empreendimentos, que foi criada em associação com a Construtora Capital. A decisão foi tomada em reunião do conselho de administração da Rossi realizada nesta terça-feira, 29.

Por meio da Capital Rossi foram lançadas 8.490 unidades nos Estados do Amazonas e do Pará, com um potencial de venda (VGV) total de R$ 2,1 bilhões. No entanto, a Rossi afirma que decidiu interromper as operações na região, por conta da sua reestruturação operacional e estratégica.

“Todos os passos dessa operação estão sendo cuidadosamente planejados no intuito de não haver nenhum tipo de ruptura operacional, garantindo assim o curso normal dos empreendimentos já entregues e ainda a entregar”, afirma a Rossi em Fato Relevante. A construtora ressalta que não haverá necessidade de desembolso de caixa de qualquer uma das partes nesta operação, e os ativos serão divididos entre a Rossi e a Capital. O fim da joint venture precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Santos Brasil (STBP11, R$ 2,89, +11,15%) e Wilson Sons (WSON33, R$ 35,05, +4,01%)
O BTG iniciou a cobertura para o setor de portos, com recomendação de compra para a Santos Brasil, sendo a top pick do setor, com preço-alvo de R$ 3,70 e também com recomendação de compra para a Wilson Sons, com preço-alvo de R$ 47.  "Vemos as duas empresas como muito descontadas, mas considerando o maior potencial de crescimento de EBITDA, Santos Brasil é o top pick. Em Santos Brasil, vemos risco de desvalorização muito limitado daqui para frente (versus níveis de EBITDA atuais muito deprimidos) uma vez que o pior da competição parece já ter passado, o que junto com um valuation atrativo deixa o case bem interessante (ativo abaixo de 50% do replacement cost e bem abaixo dos múltiplos de fusões e aquisições recentes", apontam os analistas. 

Santander Brasil (SANB11, R$ 28,26, +0,04%)
O Itaú BBA revisou seu valuation para o Santander Brasil, elevando o preço-alvo das units de R$ 27,00 para R$ 29,30. De acordo com os analistas, houve um aumento significativo do lucro por ação, mas o valuation não está barato - a recomendação segue marketperform. 

CVC Brasil (CVCB3, R$ 37,45, +1,49%)
O preço-alvo da CVC foi elevado de R$ 30,00 para R$ 43,10 pelo Itaú BBA, com recomendação outperform. Os analistas destacam que o momentum positivo continua.

BRF (BRFS3, R$ 41,85, -1,76%)
A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da BRF em escala internacional de “BBB” para “BBB-“. “O downgrade reflete o atraso na recuperação das métricas de alavancagem da BRF e incorpora nossa visão dos riscos de volatilidade para suas operações”, justificou em nota oficial a agência de classificação de risco.

Gol (GOLL4, R$ 11,13, +0,27%)
A mesma agência, por sua vez, elevou o rating da Gol Linhas Aéreas Inteligentes de CCC para CCC+, com perspectiva positiva. Já o rating em escala nacional da empresa subiu de brCCC para BRB.

A S&P justifica sua decisão afirmando que “as estratégias de frota e rotas da Gol continuam a fortalecer a eficiência operacional que, combinada com sua estrutura de capital revisadas, permitirá a geração de caixa livre e o melhoramento das métricas financeiras”. De acordo com a agência, esses fatores vão diminuir a probabilidade de uma reestruturação da dívida dificultosa no curto prazo.

A S&P ainda afirma que a perspectiva positiva reflete as suas expectativas de que “uma performance operacional mais forte e indicadores financeiros melhores devem impulsionar a liquidez e posicionar melhor a empresa para continuar refinanciando suas obrigações no curto prazo, além de melhorar a estrutura de capital”.  

Cemig (CMIG4, R$ 8,56, -0,58%)
Segundo informa a Folha de S. Paulo, o TCU (Tribunal de Contas da União) deverá fazer novo alerta ao governo Michel Temer sobre o risco de não cumprir a meta fiscal deste ano, apesar do aumento do deficit orçamentário previsto. Segundo o jornal, técnicos do tribunal afirmam que aumentou a probabilidade de o governo não conseguir privatizar quatro usinas da Cemig e aprovar o Refis. As duas medidas renderiam cerca de R$ 24 bilhões, de acordo com a previsão do governo.

A companhia mineira está negociando com o BNDES para obter um empréstimo e, com isso, comprar três usinas (São Simão, Jaguara e Miranda), evitando que elas sejam leiloadas. Os técnicos do TCU, porém, apontam inconsistências na operação. Afirmam que o banco não pode fazer empréstimos para uma empresa comprar ativos. Lembram o exemplo da JBS, cujo apoio para a compra de concorrentes se deu por meio de venda de ações ao BNDESPar.

Já Paulo Pedrosa, secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, afirmou que o plano A é leiloar as usinas da Cemig. Ele informou que há quatro grupos internacionais e nacionais interessados nos leilões das usinas. 

Por fim, o Valor informa que mais de dez empresas já demonstraram interesse e adquirir informações sobre a Light, cuja fatia do bloco de controle, incluindo a participação da Cemig, está à venda, de acordo com uma fonte. Os destaques entre os interessados, explicou, são os grupos Enel e Equatorial, além de empresas do mercado de capitais, como fundos, que poderiam contratar gestores especializados para tocar o negócio em caso de adquirirem a participação da estatal mineira. 

Eletrobras (ELET3, R$ 18,51, -2,22%;ELET6, R$ 21,82, +0,46%)
O governo deverá receber menos de R$ 10 bilhões no processo de "descotização" das usinas da Eletrobras, afirmou ontem o ministro interino de Minas e Energia, Paulo Pedrosa em evento no Rio. Até o fim da semana o governo deverá enviar o montante preciso ao Planejamento, para a composição do Orçamento da União.

A proposta do governo federal é permitir que a Eletrobrás venda a valores de mercado a energia de hidrelétricas antigas que hoje operam em um chamado "regime de cotas", com baixos preços. A Eletrobrás pagaria um bônus para o governo em troca da descotização das usinas, que se tornariam mais lucrativas. A arrecadação prevista no processo é de R$ 20 bilhões, estima a pasta, e será igualmente dividida entre o Tesouro, a companhia e o consumidor.

Segundo Pedrosa, o modelo fechado da privatização não será finalizado ainda nesta semana. A ideia é que a Eletrobrás faça uma emissão, capte recursos e seja diluída. O ministro interino e secretário executivo do MME frisou que nada impede que a União faça uma emissão secundária, diluindo ainda mais sua participação. A ideia seria levantar um dinheiro adicional com as ações, preservando uma fatia e a Golden Share.

"O que tem definido é que a União deixa de ser controladora. Esse movimento busca melhorar a governança do setor", afirmou. Pedrosa diz que há estimativas que apontam que a participação do governo na companhia, hoje avaliada em R$ 12 bilhões, se aproximaria de R$ 40 bilhões. "Mesmo vendendo a metade (de sua fatia), a União continuaria com mais dinheiro na Eletrobras do que tem hoje, desde que a companhia atingisse a valorização que uma gestão eficiente daria a ela." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

J&F
O noticiário sobre J&F segue movimentado. A Folha de S. Pauloi informa que a CVM impôs derrota ao BNDES ao negar o pedido do BNDESPar, braço de investimento em empresas do banco de fomento, para impedir que a família Batista vote na assembleia de acionistas da JBS (JBSS3, R$ 8,89, -0,34%) marcada para sexta; decisão contrariou parecer da área técnica da CVM, que concordou com as alegações do BNDESPar, de que existe um conflito de interesse no caso. A pedido do BNDES, maior acionista minoritário da JBS com 21,3%, a assembleia vai deliberar sobre uma ação de responsabilidade contra os irmãos Joesley e Wesley Batista pelos crimes confessados em sua delação premiada. Se a ação for iniciada, Wesley terá que se afastar da presidência da empresa. 

Ainda sobre a J&F, a Eldorado informou que não foi firmado documento vinculante entre a controladora e a indonésia APP para a venda da companhia de papel e celulose. Segundo a coluna do Broad, os bancos credores e os fundos de pensão olham com ceticismo a proposta da APP. Isso porque, no desenho que está sendo formatado, a companhia asiática injetaria recursos na Eldorado, para depois, em uma segunda etapa, comprar o controle da empresa. Nesse formato os recursos não iriam, ao menos de imediato, para a J& F, e como consequência não seriam destinados para o pagamento das dívidas bancárias. Os irmãos Batista, no entanto, fecharam compromisso de venda de ativos com os bancos credores. Como a J&F precisa de caixa, a proposta fatiada da APP não faria sentido.

Oi (OIBR4, R$ 3,72, +5,38%)
A direção da Oi vai insistir na proposta de capitalização de R$ 8 bilhões em seu plano de recuperação judicial, que será votado em outubro por credores. Com esse aporte, a companhia pretende acelerar a modernização da sua rede, compensando o atraso vivido no passado recente.

“Dos R$ 8 bilhões planejados, nada será usado para abatimento de dívida. Tudo será para acelerar os investimentos”, afirma o diretor presidente da Oi, Marco Schroeder, em entrevista ao Broadcast. “Queremos subir nosso nível de investimentos anuais do patamar atual de cerca de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões nos próximos quatro anos”, completa.

Segundo o executivo, os recursos serão destinados a três frentes: expansão da cobertura de telefonia móvel 4G, ampliação da rede de fibra ótica para banda larga e TV por assinatura e desenvolvimento do portfólio de aplicativos e serviços digitais.

A princípio, o aumento de capital de R$ 8 bilhões pode ser fatiado em três parcelas. Entretanto, a origem dos recursos e as condições dos aportes continuam sendo discutidas com acionistas e credores, ainda sem um acordo definitivo.

Por enquanto, há na mesa uma proposta de injeção de R$ 3 bilhões, apresentada pelo grupo de credores representado pelas gestoras Moelis e G-5. “Os R$ 3 bilhões propostos ainda estão abaixo do que a companhia deseja, mas dão um sinal positivo importante de que há pessoas interessadas em investir na Oi”, avalia o diretor presidente.

Ainda no noticiário da empresa, o Tribunal de Justiça do Rio confirmou que a dívida com a Anatel faz parte da recuperação. Além disso, a Justiça autorizou a companhia a seguir no acordo com pequenos credores.

Guararapes (GUAR3, R$ 123,00, +2,41%)
O presidente da Guararapes, Flávio Rocha, disse ontem ao Valor Econômico que a empresa - dona da Riachuelo - estuda avanços em seu modelo de governança corporativa. Questionado pelo Valor se a companhia considera a hipótese de migração ao Novo Mercado da B3, nível máximo de governança da bolsa, o executivo respondeu que há um grupo de estudo analisando a situação, numa discussão "de longo prazo".

Paranapanema (PMAM3, R$ 1,59, -1,85%)
O Conselho de Administração da Paranapanema aprovou a oferta de até 333,3 milhões de ações da companhia. 

 

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