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CCR vê lucro disparar 358%; lucro da JBS cai 80%, prejuízo da Marfrig e mais resultados no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta segunda-feira (14)

CCR - pedágio Castelo Branco
(Divulgação/CCR)

SÃO PAULO - Em seu penúltimo dia, a temporada de resultados corporativos do segundo trimestre volta a ser o destaque do noticiário na noite desta segunda-feira (14). Chamaram atenção os números da CCR, que viu seu lucro disparar 358%, e da Even, que reverteu lucro no ano passado para prejuízo entre abril e junho deste ano. Confira os destaques:

Qualicorp (QUAL3)
A administradora de benefícios Qualicorp teve lucro líquido de R$ 70,6 milhões no segundo trimestre, alta de 1,4% ante mesma etapa de 2016. Já o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) da companhia ficou em R$ 236,4 milhões, aumento de 23% sobre um ano antes.

A receita líquida, por sua vez, teve avanço de 8,4%, passando de R$ 472,6 milhões para R$ 512,5 milhões em um ano. A companhia conseguiu reduzir sua dívida líquida em mais de 62% no primeiro semestre, fechando o segundo trimestre com fluxo de caixa operacional de R$76,6 milhões.

CCR (CCRO3)
A empresa de concessões de infraestrutura CCR teve um salto de 357,9% no lucro líquido do segundo trimestre ante mesmo período do ano passado, para R$ 667,1 milhões. O resultado foi influenciado pelo aumento das receitas após aquisição de participações nas concessionárias ViaQuatro e na ViaRio. Isto ajudou a compensar os efeitos da queda de 0,8% no tráfego de rodovias administradas pelo grupo, na comparação anual.

Com ajuda da maior participação nos negócios, a receita líquida do grupo cresceu 15,2%, a R$ 1,84 bilhão. Já o resultado operacional da CCR medido pelo Ebitda ajustado subiu 69,7%, a R$ 1,63 bilhão. A margem Ebitda ajustada cresceu 28,4 pontos, para 88,4%.

As receitas de pedágios de estradas representaram cerca de 86% do Ebitda da CCR no período. O restante veio de projetos de mobilidade urbana (como metrô) e aeroportos.

Marfrig (MRFG3)
A Marfrig registrou um prejuízo líquido atribuído ao acionista controlador no segundo trimestre de 2017 de R$ 167 milhões, valor 26% maior do que as perdas de R$ 132 milhões de igual período do ano passado. O Ebitda ajustado caiu 7,7% do segundo trimestre, para R$ 391 milhões, ante R$ 423,6 milhões de igual período do ano passado. De abril a junho de 2017, a receita líquida totalizou R$ 4,313 bilhões, volume 7,8% menor frente ao mesmos meses do ano passado, quando somou R$ 4,675 bilhões.

A empresa afirmou, no relatório de resultados, que o cenário político no Brasil e a incerteza sobre a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência marcaram o segundo trimestre. “O setor de proteína animal foi ainda impactado pelos efeitos da Operação Carne Fraca e surpreendido pela decisão dos EUA de suspenderem temporariamente as importações de carne bovina brasileira in natura”, afirma a Marfrig.

Pelo lado positivo, a empresa citou o aumento da oferta de gado disponível para abate. E, no início de julho, a Marfrig informou sua decisão de readequar a capacidade fabril da operação brasileira de sua divisão Beef e anunciou a reabertura de duas unidades frigoríficas, bem como a expansão da produção de plantas já existentes. “A implementação dessas ações elevará o nível de produção, no Brasil, em torno de 25% a partir do 2º semestre de 2017. Essa decisão está alinhada à estratégia da companhia de crescimento sustentável”, disse.

A divisão Keystone, com atuação nos Estados Unidos, teve resultado impulsionado pelo programa de “Key Accounts” e do sólido desempenho do canal de foodservice, com Ebitda ajustado recorde de US$ 69 milhões (ou R$ 221 milhões). Da receita líquida da Marfrig, 62% veio das operações internacionais.

No segundo trimestre deste ano, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 488 milhões, ante um valor também negativo de R$ 515 milhões no primeiro trimestre deste ano.

A divisão Beef registrou um aumento sequencial no volume de abate, chegando a junho com uma taxa de utilização da capacidade efetiva fabril no Brasil acima de 90%. O volume de abate foi 4% superior, refletindo a maior disponibilidade de gado tanto no Brasil quanto no Uruguai. “As margens do setor também apresentaram melhora gradual ao longo do trimestre, alcançando seu melhor momento ao final de junho”, afirmou a empresa.

JBS (JBSS3)

A JBS fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 309 milhões, o que representa uma queda de 79,8% frente ao mesmo período do ano passado. A receita líquida consolidada da empresa ficou em R$ 41,67 bilhões, 4,6% inferior ao 2º trimestre de 2016.

A companhia justificou a queda à "redução da receita da Seara e da JBS Mercosul em 6,1% e 14,2%, respectivamente, e também da valorização do real no período".

Vale destacar que estes são números não auditados. Segundo a companhia, a conclusão do trabalho de auditoria depende dos resultados da apuração dos fatos relacionados ao acordo de leniência firmado pela sua holding controlada J&F com o Ministério Público Federal.

Celesc (CLSC4)
A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) teve prejuízo líquido de R$ 99,4 milhões no segundo trimestre, queda de 43,8% ante a perda de R$ 176,9 milhões registrada um ano antes. Considerando efeitos não-recorrentes, o prejuízo líquido da empresa totalizou R$ 2,1 milhões, queda de 91,2% na base anual.

Já a receita líquida da empresa aumentou 33,6% ante o segundo trimestre de 2016, para R$ 1,653 bilhão. O Ebitda da Celesc entre abril e junho de 2017 ficou positivo em R$ 79,6 milhões, ante Ebitda negativo de R$ 159,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Even (EVEN3)
A construtora Even reverteu o lucro líquido de R$ 15,747 milhões do segundo trimestre de 2016 para um prejuízo líquido de R$ 78,292 milhões entre abril e junho deste ano. A receita líquida, por sua vez, caiu 19,3% no intervalo, para R$ 381,546 milhões, enquanto a margem bruta passou de 16,8% no segundo trimestre de 2016, para atuais 8,7%.

Segundo a empresa, os resultados foram negativamente impactados pela margem dos distratos, pelo hiato da composição da receita em função de menos lançamentos em 2015 e no primeiro semestre do ano passado, e pelo efeito da reprecificação do estoque, durante a crise, na margem bruta.

Rossi (RSID3)
A Rossi Residencial registrou prejuízo líquido de R$ 161,8 milhões no segundo trimestre de 2017, resultado 29,4% maior que a perda de R$ 125 milhões apurada no mesmo período de 2016. No semestre, o prejuízo da construtora foi de R$ 324,7 milhões, 21,5% maior que o verificado nos primeiros seis meses de 2016.

O Ebitda (juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Rossi ficou negativo em R$ 90,6 milhões entre abril e junho, ante resultado negativo de R$ 41 milhões no segundo trimestre de 2016. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda negativa passou de 33,9% para 132,5%. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 151,1 milhões, ante resultado negativo de R$ 104,3 milhões informado nos primeiros seis meses de 2016, piora de 44,9%.

A receita líquida da Rossi proveniente da venda de imóveis e serviços ficou em R$ 68,3 milhões no segundo trimestre, indicando recuo de 43,4% em relação ao informado um ano antes. No acumulado do semestre, a queda foi de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 207 milhões. O fraco desempenho é atribuído à deflação apurada no segundo trimestre pelo IGP-M. As vendas líquidas da Rossi no segundo trimestre somaram R$ 56,2 milhões, alta de 195,8% na comparação anual.

No primeiro semestre, as vendas líquidas somaram R$ 161,6 milhões, registrando um salto de 345,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os distratos ficaram em R$ 136,2 milhões no trimestre, avanço de 51%. No acumulado de 2016, as rescisões caíram 37%, para R$ 317,2 milhões. Entre abril e junho, o resultado financeiro líquido da construtora foi negativo em R$ 56,9 milhões, indicando uma piora de 28,5% ante o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi negativo em R$ 44,3 milhões.

O desempenho é atribuído ao crescimento do endividamento corporativo e consequente aumento das despesas financeiras. Ao final de junho, a dívida líquida da Rossi chegou a R$ 2,006 bilhões, avanço de 1,2% em relação ao valor de março de 2017. A alavancagem da construtora, medida pela relação dívida líquida e patrimônio líquido, passou de 352,9% para 510% em três meses.

BR Malls (BRML3)
A operadora de shopping centers BRMalls teve prejuízo líquido de R$ 217 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de cerca de R$ 153 milhões do mesmo período do ano passado.

A companhia Ebitda negativo de R$ 231 milhões de abril a junho, ante R$ 290 milhões positivos um ano antes. Em termos ajustados, o Ebitda da companhia foi positivo em R$ 211 milhões, queda de 8,4% sobre o segundo trimestre de 2016.

JHSF (JHSF3)
A JHSF Participações registrou lucro líquido atribuído aos sócios de R$ 1,5 milhão no segundo trimestre, queda de 96,8% em relação ao lucro de R$ 47,6 milhões um ano antes. De acordo com a companhia, a redução foi reflexo, principalmente, da piora no saldo entre receitas e despesas operacionais, que passou de R$ 86,4 milhões para R$ 20,4 milhões, queda de 76,4%.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 12,3% na mesma base de comparação, chegando a R$ 104,3 milhões. Já o Ebitda recuou 39% na base anual, somando R$ 75 milhões.

Hermes Pardini (PARD3)
A Hermes Pardini fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 31,65 milhões, uma leve melhora ante os R$ 30,92 milhões de um ano antes. O resultado porém, ficou abaixo da pior projeção compilada pela Bloomberg, que era da faixa entre R$ 32,3 milhões e R$ 38,4 milhões.

Já a receita líquida da companhia saiu de R$ 229,97 milhões entre abril e junho de 2016 para atuais R$ 286,44 milhões. O Ebitda ajustado atingiu R$ 67,7 milhões, aumento de 24,6% em relação ao segundo trimestre de 2016. A margem Ebitda ajustada, por sua vez, permaneceu praticamente estável em 23,6%.

São Martinho (SMTO3)
A São Martinho viu seu lucro líquido saltar 194,6% no primeiro trimestre de 2018, para R$ 116,87 milhões, ante R$ 39,67 milhões um ano antes. A receita líquida da companhia, por sua vez, saiu de R$ 709,43 milhões para R$ 867,86 milhões, um avanço de 22,3%. Já o Ebitda ajustado teve alta de 42,4%, fechando o período em R$ 475,34 milhões.

A companhia processou 8,7 milhões de toneladas de cana no primeiro trimestre da safra 17/18 resultando em um crescimento de 6,8% em relação ao volume processado no mesmo período na safra passada. O volume de cana processada no período representa 39,2% do guidance previsto de produção da safra.

Saraiva (SLED4)
O prejuízo da Saraiva teve alta de 10%, para R$ 16,6 milhões entre abril a junho deste anos em relação ao ano anterior. No mesmo intervalo, a receita líquida ficou praticamente estável, com leve queda de 0,2%, para R$ 370,3 milhões.

Já a margem bruta da companhia, recuou 1,1 ponto percentual, atingindo 35,1% no segundo trimestre, e reflete o "cenário competitivo mais acirrado no varejo online e a forte base de comparação" do ano anterior, segundo a empresa.

 

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