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11 ações vão de alta de 15% à queda de 4% após balanços; Petrobras "ignora" rali do petróleo e sobe 3% na semana

Confira os principais destaques de ações desta sexta-feira

SÃO PAULO - Em mais uma semana sem grandes variações, o Ibovespa encontra-se "travado" há 11 pregões na região dos 65.400 pontos. Nesta sexta-feira, o índice fechou em alta de 0,23%, com contribuições positivas das ações da Vale e Petrobras, enquanto os bancos oscilaram entre perdas e ganhos. O Santander, que chegou a subir 0,77% na máxima do dia, encerrou o pregão em queda de quase 2%, apesar do balanço do 2° trimestre ter vindo acima do esperado pelo mercado.  

Com a temporada de balanços ganhando força, 10 ações, além do Santander, reagiram aos números do 2° trimestre nesta sessão. O grande destaque ficou com a Estácio, que superou em todas as linhas as estimativas do mercado e disparou 13%, liderando os ganhos do Ibovespa; Multiplan apareceu na sequência, com alta de 4,4%. Por sua vez, a Ecorodovias figurou como a maior queda do índice, com desvalorização de 2,3%. Fora do índice, chamou atenção a Grendene, que afundou 3,7% após balanço. 

Confira abaixo os destaques de ações desta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 13,62, +0,07%; PETR4, R$ 13,10, +0,77%)
As ações ONs da Petrobras fecharam praticamente estáveis, enquanto as PNs subiram, na esteira dos preços do petróleo no mercado internacional, que subiram 8,6% na semana - a melhor de 2017. Enquanto isso, os papéis PNs da estatal registram alta de 3,31% na semana. Os contratos futuros do WTI subiram 1,3% nesta sessão, a US$ 49,71 o barril. 

No radar, de acordo com informações da Bloomberg, a Petrobras e o BTG Pactual contrataram assessores para auxiliar na venda da joint venture que controla campos de exploração de petróleo na África, cujo valor pode atingir cerca de US$ 3 bilhões. O processo de venda do ativo pode começar já no próximo mês, disse uma fonte à agência de notícias. Petrobras e Banco de Nova Scotia não responderam ao pedido de comentário; BTG e Evercore não quiseram comentar.

Além disso, a Petrobras anunciou ontem à noite novos aumentos nos preços dos combustíveis nas refinarias, que valem para esta sexta-feira. A gasolina terá reajuste de 2,2%, e o diesel será elevado em 1,8%. Já nesta manhã, a companhia anunciou o corte em 0,2% no diesel e a elevação em 1% no preço da gasolina, válidos a partir de sábado (29). 

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Vale (VALE3, R$ 30,32, +2,09%;VALE5, R$ 28,38, +2,05%)
As ações da Vale fecharam em alta após pregão apático ontem em reação ao balanço do 2° trimestre, que trouxe uma queda de 98,3% no seu lucro do período, que passou de R$ 3,585 bilhões para R$ 60 milhões no segundo trimestre deste ano. O resultado foi impactado pela desvalorização do real e seu efeito sobre a dívida, informou a companhia (veja mais aqui). 

Hoje, os papéis da Vale reagem também ao dia misto do minério de ferro. Enquanto o minério de ferro spot (à vista) negociado no porto de Qingdao, na China, caiu 2,09%, a US$ 68,73 por tonelada, os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian subiram 1,53%, a 530 iuanes. 

Além disso, a Vale informou que a Samarco (joint venture entre a mineradora e a BHP Billiton) não espera retomada de operações até o fim de 2017. Os recentes desdobramentos e análises com relação ao processo de obtenção das licenças necessárias para o retorno de sua operação fizeram com que Samarco reconsiderasse a data anteriormente indicada e passasse a avaliar não ser mais possível retomar suas operações até o final de 2017. 

Santander Brasil (SANB11, R$ 25,61, -1,80%)
As units do Santander viram para queda apesar do forte balanço reportado no 2° trimestre. O banco reportou lucro societário de R$ 1,879 bilhão no período, 39,5% superior ao mesmo trimestre de 2016. Já o lucro líquido gerencial, que não considera ágio, foi de R$ 2,335 bilhões no 2° trimestre, 29,29% maior que o registrado no mesmo intervalo do ano passado (veja mais aqui). 

Segundo analistas do BTG Pactual, o resultado veio muito bom, mas dentro das expectativas, que eram altas. O banco continua ganhando participação no mercado de empréstimos e está se beneficiando de um trabalho melhor em custo de funding, comentaram. Eles destacaram também que a tesouraria foi bem forte de novo e o opex um pouco melhor que o esperado. No geral, comentam, os números fortes mantém o "momentum" bom do banco. Entretanto, eles seguem com uma visão menos favorável para o papel, dando preferência para o risco/retorno das ações do Itaú Unibanco e Bradesco.

Na mesma linha, o Credit Suisse comentou que o balanço veio muito forte, apontando que, excluindo o resultado não-operacional de R$ 210 milhões, chega-se a um número cerca de 6,2% acima do consenso, principalmente em função de margem financeira (alta de 16,5% na base anual). Outro destaque positivo foi a qualidade de crédito, com uma melhora da inadimplência, afirmam os analistas. 

O que esperar do Itaú, Bradesco, BB e Santander no 2° semestre? Clique aqui e confira a análise

Embraer (EMBR3, R$ 15,70, -0,88%)
A Embraer encerrou o segundo trimestre de 2017 com um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 192,7 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 337,3 milhões no mesmo período do ano passado. Com isso, a fabricante de aeronaves soma lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 327,6 milhões no semestre, ante R$ 48,5 milhões no primeiro semestre de 2016.

Já no critério ajustado, excluindo o imposto de renda e a contribuição social diferidos no período, a Embraer contabilizou lucro líquido de R$ 398 milhões entre abril e junho, o que corresponde a um aumento de 156,7% em relação aos R$ 155,5 milhões anotados na mesma etapa de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 822,9 milhões no segundo trimestre de 2017, revertendo o número negativo de R$ 182,7 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 14,4% no segundo trimestre, o que corresponde a um avanço de 18,2 pontos porcentuais (p.p.) em um ano.

Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 792 milhões, 57,2% acima dos R$ 502,2 milhões anotados entre abril e junho de 2016. A margem Ebitda ajustada ficou em 13,9%, ante margem de 10,5% na mesma comparação.

O resultado operacional (Ebit) também correspondeu a uma reversão do número negativo anotado no segundo trimestre do ano passado, passando de R$ 432,1 milhões negativos, para R$ 562,4 milhões. A margem Ebit subiu dos -9,1% para 9,9%.

O Ebit ajustado, por sua vez, mais que dobrou e chegou a R$ 531,5 milhões entre abril e junho de 2017, ante os R$ 252,8 milhões registrados há um ano. A margem Ebit ajustada no trimestre ficou em 9,3%, alta de 4 p.p. na base anual.

As receitas líquidas aumentaram 19,3% entre os períodos, passando de R$ 4,771 bilhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 5,696 bilhões na mesma etapa deste ano. No acumulado em seis meses, porém, a receita somou R$ 8,913 bilhões, menor que a de R$ 9,820 bilhões do primeiro semestre de 2016. Em seu informe de resultados, a Embraer reiterou todas as suas estimativas financeiras e de entregas para 2017.

Ontem à noite, a companhia ainda informou que o governo português autorizou a negociação de modelos KC-390. Embraer e Portugal estão em fase de negociação, não há contrato assinado, disse a fabricante brasileira de aeronaves. Portugal pode se tornar o segundo país a adquirir a aeronave militar já que é o que está em negociações mais avançadas, segundo a assessoria de imprensa da Embraer. 

Usiminas (USIM5, R$ 5,14, +2,39%)
A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 176 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo líquido de R$ 123 milhões na base anual de comparação. A companhia teve Ebitda  ajustado de R$ 750 milhões no trimestre, ante R$ 68 milhões um ano atrás.

Já seu caixa somou R$1,95 bilhão e sua dívida líquida somou R$ 5 bilhões, ante R$ 2,4 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente, no fim de março.

RD (RADL3, R$ 68,20, -1,59%)
A RD, antiga Raia Drogasil, teve queda de 12% no lucro líquido do segundo trimestre sobre um ano antes, para cerca de R$ 138 milhões, afetado por uma queda nas vendas do período. A companhia registrou crescimento de vendas em mesmas lojas de 6,1% no segundo trimestre, ante alta de 14,5% entre abril e junho de 2016. Segundo a RD, a queda nas vendas ocorreu por conta de uma base de comparação fraca com o segundo trimestre do ano passado, quando o surto de vírus Zika ainda impulsionava a venda de produtos como repelentes.

A receita líquida de vendas e serviços no segundo trimestre somou R$ 3,237 bilhões, alta de 16% sobre o mesmo período do ano passado. Além disso, a empresa teve geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado no segundo trimestre de R$ 301 milhões, queda de 1,2% sobre o mesmo período do ano passado.

Segundo o Bradesco BBI, anormalidades nos resultados, como margens menores, devem ser sentidas em escala menor no terceiro trimestre, mas não devem afetar o último trimestre da companhia. 

Conforme ressaltam os analistas do Credit Suisse, a performance mais fraca das vendas no trimestre é devido a grande quantidade de feriados. "No entanto, acreditamos que a tendência de crescimento de SSS no futuro deve ser menor, refletindo a queda da inflação. Com isso, esperamos que a receita desacelere para 16-18% versus os 19-20% que eram vistos. As ações devem sofrer no curto prazo, já que negociam com múltiplo alto e é a primeira vez em anos que esperamos revisões de lucros para baixo", apontam os analistas. 

Já o BTG Pactual aponta que, apesar dos desafios no curto prazo continuarem pesando sobre o papel, os bons fundamentos do longo prazo seguem intactos, uma vez que a companhia segue com o plano agressivo de expansão em áreas pouco penetradas além de de execução superior, o que deve permitir com que ela consolide sua posição de liderança nos próximos anos. 

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Estácio (ESTC3, R$ 19,72, +14,78%)
As ações da Estácio dispararam após balanço do 2° trimestre superar as estimativas dos analistas do mercado (leia mais). A empresa fechou o período com lucro líquido de R$ 166,3 milhões, revertendo prejuízo de quase R$ 20 milhões registrado um ano antes.

Segundo o BTG Pactual, os números vieram muito fortes, destaque para o crescimento de 9% da receita líquida e controle de custos, levando o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a R$ 254 milhões no trimestre. Apesar dos bons resultados, os analistas apontam que ainda têm algumas dúvidas estruturais, principalmente relacionadas à necessidade marginal da empresa de ajustar a estrutura de custos e despesas após a decisão negativa do Cade (Conselho Administrativa de Defesa Econômica) sobre fusão com a Kroton. Já o Santander destacou que os resultados foram saudáveis e acima das expectativas e são fruto da decisão administrativa de focar em vendas, em vez de expandir a base de estudantes. 

No trimestre, a empresa viu seu Ebitda subir quase seis vezes na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 254 milhões. A receita operacional líquida, por sua vez, saltou 9,3% no período, para R$ 835,3 milhões. A empresa encerrou o primeiro semestre do ano com 540 mil alunos, alta de 0,9% em um ano, auxiliada pelo aumento de 10% na base EAD (Ensino a Distância). O número de alunos presenciais, no entanto, caiu 3%.

Copasa (CSMG3, R$ 42,79, -3,52%)
As ações da Copasa afundaram até 5,95%, a R$ 41,71, na mínima desta sessão após balanço do 2° trimestre. A companhia viu seu lucro líquido subir 7,7% no período na comparação anual, para R$ 110,9 milhões, em meio ao melhor resultado financeiro. Já o Ebitda teve alta de 5% no período, para R$ 342,4 milhões, com margem Ebitda de 34,6% ante 35,1%. A receita líquida subiu 2,4%, para R$ 995,1 milhões.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco, com volume menor e piora no mix de tarifas, o que acabou impactando negativamente a receita. "Apesar de terem conseguido garantir uma revisão tarifária favorável, temos que monitorar como a companhia vai performar no front operacional", afirmam os analsitas. 

Multiplan (MULT3, R$ 73,32, +4,59%)
As ações da Multiplan subiram após balanço do 2° trimeste bem recebido pelo mercado. A companhia reportou lucro líquido de R$ 104,5 milhões no período, alta de 5,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2016, com os shoppings da companhia registrando melhora em índices de vendas e de ocupação por lojistas. O Ebitda, por sua vez, teve alta de 8,7% no período, para R$ 212,3 milhões.

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio muito forte, acima das expectativas em todas as linhas. Além disso, os analistas do banco destacam o anúncio da empresa de que o projeto Canoas está pronto para ser aberto em novembro, com 48.000 m² e que 88% da ABL (Área Bruta Locável) já foi alugado em junho, o que mostra uma melhora expressiva contra o 1° trimestre. A empresa também informou uma expansão de 3.800 m² do VillageMall, dividido em duas fases. Após os números, o BTG manteve recomendação de compra na ação. 

 Já o Safra destacou que os resultados foram positivos, mostrando melhora nos indicadores operacionais, aceleração no crescimento da receita e controle de custos.

A receita líquida da Multiplan aumentou 5,1% maior no período entre abril e junho, totalizando R$ 283,5 milhões. As vendas mesmas lojas nos shoppings da companhia subiram 6,7% no período, acima do percentual de 3,2% do primeiro trimestre e dos 2,3% registrados um ano antes.

A Multiplan também registrou queda na inadimplência dos lojistas, que caiu de 2,4% no segundo trimestre do ano passado, para atuais 1,3%.

Fleury (FLRY3, R$ 29,50, -0,24%)
A Fleury registrou um lucro líquido de R$ 87,9 milhões entre abril e junho deste ano, 90,6% superior na comparação com os R$ 46,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de R$ 597,6 milhões, aumento de 13,8%. O Ebitda foi de R$ 151,4 milhões, um crescimento de 24,1%, enquanto a Margem Ebitda cresceu 2,09 pontos percentuais e atingiu 25,3%. 

Segundo o Credit Suisse, o Fleury reportou mais um trimestre de resultado sólido, com Ebitda crescendo 24% na base anual e expansão de margem de 203 pontos-base.  

Ecorodovias (ECOR3, R$ 10,70, -2,46%)
A Ecorodovias viu seu lucro líquido crescer 77,2% no segundo trimestre sobre o mesmo período do ano anterior, para R$ 80,1 milhões, apoiado em aumento de tarifas de pedágio e aumento de tráfego de veículos pesados e leves nas rodovias administradas pela companhia.

Já o Ebitda proforma totalizou R$ 412 milhões no período, o que representa um avanço de 16,4% sobre o segundo semestre de 2016. A tarifa média por veículos equivalentes pagantes de todo o grupo saltou 8,8% de abril a junho na comparação anual, para R$ 8,44, puxada por altas de mais de 10% na Ecosul, na Eco101 e também na Imigrantes.

A receita líquida do segmento rodoviário, que abrange sete concessões, cresceu 12% no trimestre, para R$ 571 milhões. No total, a receita líquida proforma cresceu 10% em um ano, para R$ 626 milhões.

Segundo o Bradesco BBI, a combinação sólida entre aumento do trafégo e disciplinas de custos ajudaram nos resultados mais fortes do que o esperado. Por outro lado, após o balanço, o Itaú BBA cortou a recomendação das ações para "marketperform" (desempenho em linha com a média).

Grendene (GRND3, R$ 27,57, -3,64%) 
As ações da Grendene desabam quase 6% e entram em leilão, com investidores reagindo ao balanço do 2° trimestre. A calçadista registrou lucro líquido de R$ 407 milhões no período, crescimento de 8,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Já o Ebitda cresceu 3,1% entre os meses de abril a junho, indo para R$ 72,2 milhões, enquanto a margem Ebitda caiu em 0,8 ponto percentual, indo de 17,2% para 16,4% no período. O lucro líquido, por sua vez, recuou 1,1%, para R$ 92 milhões. 

Engie (EGIE3, R$ 34,93, -0,40%)
A geradora Engie Brasil Energia reportou um lucro líquido de R$ 491,1 milhões no segundo trimestre, um avanço de 49,4% ante o mesmo período do ano anterior. A geração de caixa medida pelo Ebitda teve alta de 13,8% na comparação anual e somou R$ 855,5 milhões no trimestre.

Segundo o Credit Suisse, a companhia entregou um trimestre fraco em termos operacionais, mas com um nível de dividendo relevante. A principal justificativa por trás do resultado operacional mais fraco foram as perdas de GSF, enquanto que o resultado reportado teve uma auxilio de uma reversão de provisão de R$ 219 milhões relacionada a uma disputa judicial referente a contratos de compra de gás. "Os investidores podem se animar com os dividendos relevantes, mas não acreditamos que sejam considerados recorrentes", afirmam os analistas.

Copel (CPLE6, R$ 25,87, -1,26%)
A Copel divulgou seus resultados operacionais do segundo trimestre, com a energia total vendida pela Copel Distribuição no mercado cativo tendo queda de 17,3% no segundo trimestre do ano, para 4.812 gigawatts-hora (GWh), em meio à forte queda no consumo industrial, de 49%, e no segmento comercial, de 13,9%. A baixa no consumo refletiu, principalmente, a migração de consumidores do mercado cativo para o livre, afirmou a companhia. 

Segundo o Santander, os resultados operacionais vieram fracos, mais uma vez, com queda significativa do volume de mercado. 

JBS (JBSS3, R$ 7,67, -2,91%)
As ações da JBS caíram após rali de 13% em dois dias, na esteira de uma série de notícias positivas no radar da empresa esta semana. Foram elas: um acordo de R$ 21,7 bilhões; propostas para a venda do frigorífico Moy Park; e elevação de recomendação pelo JPMorgan, de "underweight" (desempenho abaixo da média) para neutra. 

Apesar da euforia, a analista Catarina Pedrosa, da WhatsCall Research, e Adeodato Volpi Netto, da Eleven Financial, trouxeram uma leitura ainda bem pessimista para a empresa em "Especial Setores" do 2° semestre do InfoMoney, que foi gravado na última quarta-feira (veja aqui).

No radar da empresa hoje, a JBS convocou para 1º de setembro uma reunião de acionistas pedida pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os acionistas discutirão as medidas a serem tomadas pela JBS em defesa de seus interesses, inclusive aquelas relacionadas a potenciais perdas causadas por gerentes e acionistas controladores envolvidos em atos ilícitos, segundo comunicado na CVM em 26 de julho. 

Natura (NATU3, R$ 24,71, +3,09%)
As ações da Natura subiram forte pelo segundo pregão seguido, na esteira do balanço do 2° trimestre, divulgado após o fechamento do pregão da última quarta-feira. Ontem, o Itaú BBA elevou a recomendação da ação de "underperform" (desempenho abaixo da média) para "market perform" (desempenho em linha com a média). O melhor lucro líquido ajustado na comparação anual e gastos menores com operações financeiras compensaram resultados fracos, disseram os analistas do banco em relatório. 

A empresa viu seu lucro subir 79,8% no 2° trimestre de 2017 ante igual período do ano passado, atingindo R$ 163,5 milhões. Segundo a companhia, esta evolução está relacionada à menor despesa financeira. Desconsiderados os custos relacionados à aquisição da Body Shop, o lucro seria de R$ 139,1 milhões, contra ganho líquido de R$ 90,9 milhões um ano antes. Já a receita líquida ficou em R$ 2,025 bilhões entre abril e junho, ficando estável em um ano, enquanto o número de unidades vendidas caiu 12,6% no Brasil no segundo trimestre. O Ebitda fechou o período em R$ 298,6 milhões, queda de 13,4% em um ano. A margem Ebitda caiu de 17% para 14,7% no mesmo período.

Apesar da reação positiva do mercado, o BTG Pactual destacou ontem que o resultado do 2° trimestre reforça sua visão cautelosa no case, que se baseia em: 1) desafios para retomada das vendas no canal de venda direta no Brasil; 2) integração da The Body Shop; e 3) maturação de iniciativas (bem-vindas), como lojas próprias e franquias. "Mesmo com as recentes quedas da ação e múltiplo abaixo da média do varejo (14 vezes o P/L, ou Preço sobre Lucro, estimado para 2018), os riscos de execução, somados ao aumento da alavancagem nos próximos trimestres para o financiamento da compra da The Body Shop justificam nossa recomendação neutra", comentaram. 

Açúcar e álcool
Segundo o Valor, após grande pressão de usineiros, o governo decidiu recuar parcialmente do aumento de PIS/Cofins sobre o etanol e deve reduzir a atual alíquota para o combustível, vigente desde a semana passada. A decisão, no entanto, não mexe com a alta dos mesmos impostos para gasolina e diesel, que foram preservados. A decisão foi comunicada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, e por autoridades da Receita Federal durante reunião realizada ontem com representantes do setor sucroalcooleiro. 

Na bolsa, as ações da Cosan (CSAN3, R$ 35,64, -1,05%) e São Martinho (SMTO3, R$ 17,60, -0,56%) fecharam em sentidos mistos nesta sessão. 

Eletrobras (ELET3, R$ 13,90, +2,58%;ELET6, R$ 16,89, +2,80%)
 A Eletrobras já teve 1,9 mil adesões a um programa de aposentadoria incentivada, o que sinaliza que a companhia deve conseguir alcançar meta de 2,4 mil funcionários inscritos, disse o presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr, ao participar de evento da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro.

Ele ainda afirmou que  terá uma reunião com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na segunda-feira sobre a privatização de suas distribuidoras de energia que atuam no Norte e Nordeste. 

Rumo (RAIL3, R$ 10,42, +2,26%)
Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de São Paulo, a CCCC (China Communications Construction Company) apresentará até o final de agosto proposta pela Malha Sul, concessionária de ferrovia da Rumo, do Grupo Cosan. A companhia chinesa já realiza diligência no trecho e estuda se o investimento a ser feito pode ou não envolver o controle. O trecho percorre os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e parte do Estado de São Paulo. O aporte está condicionado, entretanto, à extensão do contrato da concessão da Malha Sul junto ao governo. A Rumo informou que está, neste momento, em fase final de negociação da prorrogação da Malha Paulista e que somente após sua conclusão ingressará em discussões sobre a extensão da Malha Sul. O Banco Modal não comentou.

Marfrig (MRFG3, R$ 6,45, +0,31%)
Segundo o Valor, a  Marfrig decidiu reabrir o frigorífico que tem em Paranaíba, em Mato Grosso do Sul. Com capacidade para abater cerca de 700 cabeças de gado bovino por dia, a unidade deverá ser reaberta em cerca de 40 dias. Será a terceira fábrica reaberta este ano.

Sabesp (SBSP3, R$ 34,09, -3,15%)
A Sabesp pediu à Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) postergação por 7 dias do inicio das etapas 6 e 7 cronograma estabelecido para a 2ª revisão tarifária ordinária, segundo comunicado.

"Considerando o desenvolvimento atual dos trabalhos, a complexidade dos assuntos tratados e a necessidade de prestar esclarecimentos finais solicitados pela agência reguladora, o prazo adicional servirá para a interação entre as equipes técnicas, com vista a garantir a correta interpretação dos dados fornecidos pela companhia e mitigar eventual risco de divulgação de resultados preliminares inconsistentes e unilaterais, com efeitos adversos diretos e indiretos para a sociedade em geral, os acionistas e demais partes interessadas, inclusive, com potencial para comprometer a prestação adequada de serviços públicos essenciais prestados pela companhia”. A etapa 6 consiste na elaboração de Nota Técnica Inicial com P0 Preliminar e Custo Médio Ponderado de Capital – WACC, enquanto a etapa 7 trata da abertura de consulta pública e audiência pública – P0 Preliminar e Custo Médio Ponderado de Capital – WACC.

Cemig (CMIG4, R$ 8,44, 0,0%)
A Cemig está abrindo novas frentes dentro do governo, incluindo interlocução na Fazenda, para dialogar sobre a renovação das concessões das usinas hidrelétricas de Miranda, Jaguara e São Simão, segundo diretor jurídico da empresa, Luciano de Araújo Ferraz, afirmou para a Bloomberg. “O governo já esteve mais resistente às propostas, estamos sensibilizando os ministérios”, disse ele.

A Cemig quer ter renovação das concessões, enquanto governo anunciou o leilão das usinas. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e representantes de entidades como Federação das Indústrias de Minas Gerais divulgaram nesta semana carta aberta em defesa da renovação das concessões. 

No dia 3 de julho, a Cemig apresentou propostas ao ministério de Minas e Energia para a exploração conjunta das usinas. Em uma das propostas apresentadas pela empresa ao governo, a União teria o valor equivalente integral ao que embolsaria com a realização do leilão das usinas em setembro, segundo Ferraz. As propostas envolvem a criação de uma empresa, como a chamada sociedade de propósito específico, agrupando as 3 usinas em questão somadas à usina hidrelétrica de Volta Grande, em que a Cemig e a União seriam sócios. Na primeira proposta, Cemig teria 55% de participação, enquanto a União teria 45%. A concessão das três usinas seria por 20 anos, enquanto a de Volta Grande seria de 30 anos
Na segunda proposta, Cemig teria 33% de participação, enquanto a União teria 67%, por 50 anos; 

“A primeira proposta concede à União um valor menor do que o governo espera no leilão, mas na segunda, o valor é integral”, disse Ferraz. “A melhor solução é chegarmos a um acordo, e acreditamos que chegaremos", afirmou. Contudo, ontem, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que não há nenhum motivo para que as usinas não sejam licitadas. 

Unipar (UNIP6, R$ 9,26, +5,75%)
Enquanto uma série de incertezas ainda persistem sobre o futuro da Unipar Carbocloro, suas ações não param de subir no mercado. No pregão que poderia marcar sua saída da bolsa, seus papéis caminham para a quarta alta seguida, acumulando no período ganhos de 35%. Na máxima desta sessão, as ações subiram 12,69%, a R$ 9,50.

Como pano de fundo, o controlador da empresa - a Vila Velha Administração e Participações - pediu nesta manhã à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a suspensão de OPA (Oferta Pública de Aquisição) por até 3 dias úteis para que, junto com os acionistas, possam avaliar os impactos da transação envolvendo a Tecsis anunciada na quinta-feira.

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“Considerando que a decisão sobre a transação ocorre no dia imediatamente anterior à realização do leilão da OPA, os acionistas não dispuseram de tempo para analisar os potenciais impactos financeiros da transação na companhia, o que pode afetar a sua decisão de adesão ou não à oferta”, diz o comunicado.

A suspensão temporária da OPA vem na esteira do comunicado da empresa de que seu conselho de administração aprovou os principais termos e condições para realização de desinvestimento da participação acionária na Tecsis Tecnologia e Sistema Avançados, atual coligada da companhia, representativa de 17,8% do capital social. A transação compreenderá desembolso de caixa no valor de até R$ 110 milhões, sendo R$ 55 milhões imediatamente e o remanescente ao longo do terceiro e quarto trimestres. A transação não gerará qualquer ajuste negativo adicional às demonstrações financeiras uma vez que já foram feitas anteriormente provisões para possíveis perdas referentes a tal participação acionária, diz a empresa.

Nos últimos dias, acionistas minoritários da empresa insatisfeitos com o preço da oferta intensificaram suas críticas sobre a OPA da empresa. Em carta ao mercado, o megainvestidor Luiz Barsi - que detém 15,7% do capital social total da empresa - e a Lis Capital argumentam por que a oferta deveria ser de pelo menos R$ 20,00 por ação, ou R$ 25,00 sem descontar os dividendos (veja aqui).

Vale menção ainda que - além do pregão que poderia marcar o leilão da OPA da empresa - hoje as ações da companhia também passam a ser negociadas ex-dividendos (veja aqui). Na última terça-feira, a empresa informou o pagamento de um dividendo intermediário de R$ 362,8 milhões, correspondentes a R$ 4,6449 por ação no caso das PNs (UNIP6) - que possuem maior liquidez na bolsa. Segundo a empresa, fariam jus aos proventos os acionistas detentores dos papéis no dia 27 de julho. Pelo comunicado enviado ao mercado, a companhia disse que o pagamento seria feito em duas partes, sendo que 72,23% dos proventos serão distribuídos a partir de 8 de agosto de 2017 e 27,77% serão pagos sem correção monetária a partir de 20 de dezembro de 2017.  

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