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Empresa de infraestrutura pede recuperação extrajudicial, Cemig corre para vender ativos e mais 9 notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (24)

Cemig 05 - Hidrelétrica
(Divulgação Cemig)

SÃO PAULO - A semana contará com a divulgação de diversos resultados, como Vale, Ambev e Bradesco (veja mais clicando aqui). Enquanto esses números não são revelados, o mercado repercute a precificação da mais nova ação da bolsa, a Biotoscana, além de um grande acordo assinado pela Paranapanema com a Glencore, a corrida da Cemig para vender ativos, entre outras notícias. O pedido de recuperação extrajudicial da Triunfo também está no radar. Confira os destaques desta segunda-feira:

Biotoscana
A Biotoscana teve seus BDRs precificados em R$ 26,50, ficando na média da faixa indicativa, que era entre R$ 24,50 e R$ 28,50. Com isso, a companhia levantou R$ 1,34 bilhão com seu IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês). As ações começam a ser negociadas na próxima terça-feira (25).

A Biotoscana é uma empresa do setor farmacêutico e de higiene da Colômbia, sendo a segunda companhia a fazer um IPO esta semana, seguindo o Carrefour. Esta é a quinta oferta de ações na B3 este ano: Movida, Azul, Hermes Pardini e o próprio Carrefour.

Usiminas (USIM5)
A Usiminas informou que, seguindo solicitação dos acionistas, a empresa ajuizou uma ação de responsabilidade contra o ex-presidente Rômel Erwin de Souza, que foi destituído da presidência da siderúrgica em março.

Souza é acusado de violar o estatuto da empresa ao ter assinado, em 2016, um memorando com a Mineração Usiminas (Musa) sem a presença de outro diretor estatutário e sem anuência do conselho de administração.

Azul (AZUL4)
A Azul informou que o diretor-presidente, David Neeleman, apresentou pedido de renúncia à administração da companhia, que foi aprovada pelo Conselho. John Rodgerson passará a exercer o cargo de diretor presidente da companhia, conforme deliberação do conselho de  administração. 

Antonoaldo Grangeon Trancoso Neves renunciou ao cargo de diretor presidente que exercia desde 2014 na Azul Linhas Aéreas Brasileiras, subsidiária da companhia, cargo que será exercido por David Neeleman.  Neeleman continuará exercendo o cargo atual de presidente do
conselho de administração da Azul, enquanto Alexandre Malfitani foi eleito diretor financeiro e RI. 

As mudanças visam atender às regras de governança, "que vedam a acumulação de cargos de presidente do conselho de administração e diretor presidente" por Neeleman. 

Cemig (CMIG4)
Segundo a Coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, a Cemig tem feito esforços relevantes nos últimos dias para tranquilizar credores quanto ao andamento da venda de seus ativos e também de sua captação externa, de US$ 1,5 bilhão, em meio aos vencimentos de R$ 3,3 bilhões em dívidas entre este mês e novembro na Cemig Geração e Transmissão (GT), mais da metade dos R$ 5,9 bilhões de 2017.

Os compromissos de julho serão honrados com caixa, os de agosto estão sendo renegociados e, a partir de outubro, a companhia terá de contar com a emissão de bônus, diz a coluna. Para mostrar solidez à captação externa, uma das informações que circulam é de que a companhia teria atraído três investidores relevantes dispostos a adquirir os papéis a uma remuneração de 9%. Entre eles, estaria o fundo de hedge Third Point.

 

Triunfo (TPIS3)
A Triunfo Participações e Investimentos, operadora de concessões de infraestrutura, informou que realizou o pedido de homologação de planos de recuperação extrajudicial, tanto da própria companhia, quanto de suas subsidiárias, a Maestra Serviços de Engenharia, Dable Participações, Vessel-Log Serviços de Engenharia e da Concer. Os planos englobam dívidas da ordem de R$ 2,5 bilhões.

No documento, a companhia explica que a crise econômica nacional afetou “em cheio o mercado de infraestrutura brasileiro”, que comprometeu a saúde e liquidez do grupo. “Estes problemas financeiros, associados aos eventos internos e externos descritos nos Planos de Recuperação Extrajudicial ora apresentados para fins de homologação, obrigaram as Requerentes a buscar, com o auxílio de consultores especializados, a reestruturação de seu passivo financeiro, assim entendido o
passivo decorrente de operações bancárias e de mercado de capitais”, destaca a Triunfo.

Dessa forma, o caminho, frisa a companhia, foi negociar com seus credores a reestruturação do passivo financeiro e destaca que teve sucesso com a maioria para reescalonar suas dívidas.  A empresa deixou de pagar a quinta parcela da outorga da concessão ao aeroporto de Viracopos, no valor de R$ 169,2 milhões, segundo comunicado ao mercado.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras reduzirá o preço da gasolina nas refinarias em 1,8% e o diesel em 3%. Os preços valem a partir desta terça-feira (25). A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a estatal agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Paranapanema (PMAM3)
A produtora de cobre Paranapanema anunciou um acordo de investimento com a multinacional anglo-suíça Glencore, dentro de seu processo de reestruturação, com a empresa tentando retomar sua plena atividade operacional.

Neste acordo, a Paranapanema poderá emitir novas ações que serão subscritas pela Glencore, resultando em um investimento de R$ 66 milhões. Além disso, o acordo prevê que a Glencore indicará um membro para compor o conselho de administração da empresa, sujeito à aprovação dos acionistas da Paranapanema.

"A cooperação com a Glencore será muito frutífera, na medida em que uma grande variedade de oportunidades será explorada por ambas as empresas e criará valor para os respectivos acionistas", explica Marcos Camara, CEO da Paranapanema.

Prumo (PRML3)
A Prumo e a PAI (Porto de Antwerp International ) formam parceria para consultoria e investimento. A PAI prestará serviços de consultoria ao Porto do Açu, por um período de 10 anos, com enfoque no desenvolvimento comercial e operacional do projeto, segundo comunicado da Prumo.
O Porto do Açu pagará à PAI, em 10 anos, o valor total estimado
de US$ 7,8 milhões. O montante deve ser aumentado para US$ 16,4 milhões em caso de implementação do investimento opcional pela PAI. A PAI deverá ainda subscrever novas ações emitidas pelo Porto do
Açu no montante de US$ 10 milhões, representativas de 1,176% do seu
capital social. A PAI também tem a opção de subscrição, a ser exercida dentro do prazo de 18 meses contados da assinatura do contrato de
investimento, de ações adicionais no valor de US$ 10 milhões, representando adicionais 1,176% de participação no capital
social do Porto do Açu. 

QGEP (QGEP3)
A QGEP concluiu acordo com a Teekay para entrega da FPSO Campo Atlanta. Pelos termos do acordo, a QGEP pagará uma taxa diária inferior pelo FPSO durante os primeiros 18 meses de produção, o que deverá reduzir os custos operacionais gerais do Campo para US$ 410 mil por dia, valor aproximadamente 15% inferior ao custo original, segundo comunicado ao mercado. 

Após os primeiros 18 meses de produção, a taxa diária original entrará em vigor, acrescida de uma taxa variável, a qual é em grande parte atrelada à variação do preço do petróleo, para o prazo restante do contrato. O acordo garante o início da produção de petróleo no Campo de Atlanta no primeiro trimestre de 2018 , disse a empresa. A redução das taxas diárias nos primeiros 18 meses de produção diminuirá os custos operacionais do Campo em aproximadamente US$ 4 por barril. 

Rede Energia (REDE3)
A Rede Energia informou que o último dia de negociação dos papéis REDE4 será em 26 de julho. A partir de 27/julho, todas as ações da companhia serão ordinárias, negociadas com o código REDE3, disse a empresa em fato relevante. A empresa converteu todas as ações preferenciais em ordinárias na proporção 1 para 1 após aprovação em assembleia em abril. 

Alliar (AALR3) e Locamerica (LCAM3)
Em destaque, duas notícias sobre emissão de debêntures. O Centro de Imagem, da Alliar, aprovou a emissão de R$ 200 milhões em debêntures. Já a Locamerica aprovou a emissão de até R$ 250 milhões em debêntures.

 (Com Bloomberg e Agência Estado)

 

 

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