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Petrobras dispara 4% após balanço, mas é outra ação que lidera Ibovespa com alta de 14%; veja os destaques

Confira os destaques da bolsa desta sexta-feira

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

Petrobras (PETR3, R$ 15,97, +4,24%; PETR4, R$ 15,46, +4,32%)
As ações da Petrobras disparam nesta sessão após balanço surpreendente do 1° trimestre. Na máxima do dia, os papéis ONs subiram 5,35%, a R$ 16,14, enquanto os PNs saltaram 5,13%, a R$ 15,58. A estatal fechou o primeiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 4,449 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,246 registrado um ano antes. A projeção compilada das análises do Credit Suisse, Itaú BBA, Santander e Bradesco BBI apontava para um lucro de R$ 4,364 bilhões. 

Segundo a companhia, o lucro foi reflexo de menores gastos com importações de petróleo e gás natural, pela maior participação do óleo nacional na carga processada e maior oferta de gás nacional. Afetaram o resultado ainda o aumento de 72% nas exportações, a redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas, a redução de 11% nas despesas financeiras líquidas; e as menores despesas com baixa de poços secos e/ou subcomerciais e com ociosidade de equipamentos

Já a receita de vendas ficou em R$ 68,365 bilhões no período, ante lucro de R$ 70,337 bilhões nos três primeiros meses de 2016 e projeção dos analistas de R$ 71,005 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), por sua vez, atingiu R$ 25,254 bilhões entre janeiro e março deste ano, alta de 19% em um ano. Segundo o presidente da estatal, Pedro Parente, foi o maior Ebitda da histórica da empresa.

Os números animaram os analistas de mercado, apontando o operacional positivo da companhia, enquanto a redução do capex frustrou. Depois de alguns resultados trimestrais cheios de itens pontuais, os números do primeiro trimestre da Petrobras “foram mais limpos e mostraram que os custos da empresa continuam melhorando”, escrevem os analistas do Itaú BBA, Diego Mendes e Andre Hachem. “A Petrobras apresentou outro trimestre positivo, com geração de caixa e redução de custos. A melhoria no desempenho operacional é fundamental para ajudar a aumentar a confiança dos investidores na história de investimento da empresa”, apontam. 

O Santander também apontou que a Petrobras obteve resultados operacionais melhores do que o esperado, com fortes margens de refino e sólidos resultados em Exploração e Produção, alimentando o fluxo de caixa livre e “permitindo à Petrobras continuar seu impressionante caminho de desalavancagem”. Já o capex veio “bem abaixo das expectativas” em US$ 3,15 bilhões. 

Petrobras é uma das recomendações da Carteira InfoMoney

JBS (JBSS3, R$ 10,80, -4,42%)
As ações da JBS caíram até 5,58%, a R$ 10,67, nesta manhã, em meio às notícias sobre a Operação Bullish, da Polícia Federal, que investiga possíveis fraudes em aportes de R$ 8,1 bilhões pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à empresa (veja aqui). A PF faz nesta manhã busca e apreensão na casa do ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho - um dos alvos da operação. Há buscas na casa de Joesley Batista, da JBS. Ele é alvo também de condução coercitiva, mas a medida não foi cumprida porque o executivo encontra-se no exterior, segundo investigadores.
De acordo com a PF, os empréstimos foram realizados através da subsidiária BNDESPar, a partir de junho de 2007, e foram executados sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto. "Os aportes, realizados a partir de junho de 2007, tinham como objetivo a aquisição de empresas também no ramo de frigoríficos no valor total de R$ 8,1 bilhões", afirma a PF.

A operação foi chamada "Bullish" --referência à tendência de valorização gerada entre os operadores do mercado financeiro em relação aos papéis da empresa investigada devido ao aporte do BNDES, segundo a polícia.

Foram expedidos pela Justiça 37 mandados de condução coercitiva e 20 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além de medidas de indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas que participam direta ou indiretamente da composição acionária do grupo empresarial investigado.

Vale (VALE3, R$ 26,28, -0,08%; VALE5, R$ 24,85, -0,32%)
O Conselho de Administração Vale aprovou na quinta-feira a proposta final apresentada pela Valepar S.A., acionista controladora da mineradora, de proposta de reestruturação societária que prevê a transformação da empresa em uma sociedade sem controle definido e viabiliza a sua listagem no segmento especial do Novo Mercado da B3.

O colegiado também aprovou a submissão à Assembleia Geral da companhia das matérias, entre elas da proposta que prevê conversão voluntária das ações preferenciais classe A de emissão da Vale em ações ordinárias, na relação de 0,9342 ação ordinária por cada ação preferencial classe A de emissão da Vale, a qual foi definida com base no preço de fechamento apurado na média dos últimos 30 pregões anteriores a 17 de fevereiro de 2017.

O acordo da reestruturação societária foi anunciado em 20 de fevereiro, visando ampliar a governança da mineradora. Separadamente, a Vale informou que seu conselho ainda aprovou a renovação do mandato dos seus diretores executivos por um período de dois anos.

O conselho decidiu renovar os mandatos de Clovis Torres Junior (diretor-executivo de Recursos Humanos, Sustentabilidade, Integridade Corporativa e Consultoria Geral); Peter Poppinga (diretor-executivo de Ferrosos); Jennifer Anne Maki (diretora-executiva de Metais Básicos); Luciano Siani (diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores); e Roger Allan Downey (diretor-executivo de Fertilizantes, Carvão e Estratégia). O presidente-executivo da Vale, Murilo Ferreira, cujo contrato expira ao final de maio, será substituído por Fabio Schvartsman, presidente da Klabin.

BRF (BRFS3, R$ 45,39, +2,46%)
As ações da BRF sobem apesar da leitura de que o resultado foi fraco de modo geral. O lado bom, destaca o BTG Pactual, foi o resultado da operação no Brasil, que deve ser bem recebido pelo mercado que estava preocupado com a execução. 

Já do lado internacional o BTG Pactual destaca que a empresa perdeu competitividade dado a alta nos preços de milho, fazendo com que a companhia tomasse a decisão de proteger volumes e participação nesses mercados (absorvendo custos maiores) e resultando em margens menores. "No geral, o balanço corrobora com a nossa visão de que a execução já está dando sinais de melhora e que o ciclo irá melhorar", comentaram. Os analistas reiteraram recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 56,00 para a ação. 

A empresa reportou prejuízo líquido de R$ 286 milhões no primeiro trimestre, conforme a receita operacional líquida encolheu em meio à queda dos preços e dos volumes produzidos. O resultado reverte o lucro líquido de R$ 39 milhões apurado entre janeiro e março de 2016, marcando o segundo prejuízo trimestral consecutivo da companhia. Estimativas de analistas ouvidos pela Reuters variaram amplamente, com três casas projetando, em média, lucro de R$ 141 milhões e outras três sinalizando prejuízo de R$ 205 milhões.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recuou mais de 50 por cento frente aos três primeiros meses do ano passado, para 506 milhões de reais, ficando abaixo da expectativa média de 707 milhões de reais.

O primeiro trimestre foi marcado por interrupções na produção, depois que uma investigação federal em 17 de março revelou esquema de corrupção, no qual empresas e inspetores sanitários conspiravam para vender produtos fora do padrão, falsificar documentos de exportação ou deixar de fiscalizar unidades de processamento.

Kroton  (KROT3, R$ 15,94, +1,53%)
A Kroton Educacional teve lucro líquido ajustado de 577,1 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 17,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pela companhia nesta sexta-feira.

Em nota, a empresa esclarece que os números são ajustados pela amortização de intangível e por itens não recorrentes, especialmente relacionados a ganho de capital e impostos com a alienação da Uniasselvi.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 639,5 milhões de reais, elevação de 8,6 por cento sobre o Ebitda ex-Uniasselvi do primeiro trimestre de 2016.

 Qualicorp (QUAL3, R$ 28,36, +14,35%)
As ações da administradora de planos de saúde Qualicorp disparam nesta sexta-feira e lideram os ganhos do Ibovespa, após registrar líquido consolidado de R$ 111,5 milhões nos primeiros três meses de 2017, recuo de 43,8% ante mesma etapa do ano passado, conforme dados divulgados pela companhia após o pregão de quinta-feira. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado aumentou 26% sobre igual período de 2016, para R$ 237,3 milhões. A margem Ebitda ajustada subiu para 46,8%, de 41,4% um ano atrás.

Após o balanço, o Credit Suisse revisou os números para a empresa e elevou o preço-alvo da ação de R$ 26,00 para R$ 30,00. Embora o papel já tenha andado bastante desde abril (+26% contra +7% do Ibovespa), os analistas destacaram que o o mercado ainda não esta refletindo a sólida execução e "know-how" da empresa, modelo de negócio defensivo, ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) alto, grande potencial de crescimento no longo prazo e impacto positivo de um programa de redução de custos e aumento de eficiência.  

"O resultado foi impressionante. Números muito bons, mas o que mais surpreendeu foi a linha de custos. A queda foi de 1% na comparação anual e tudo indica que devem ser recorrentes e começam a mostrar que o esforço da empresa em reduzir as operações e aumentar eficiência estão surtindo efeito e devem trazer uma maior alavancagem operacional", comentaram os analistas do banco. 

A receita líquida da Qualicorp no trimestre foi de R$ 507,1 milhões, superando em 11,5% o desempenho dos três primeiros meses de 2016. Enquanto isso, as despesas operacionais consolidadas recorrentes recuaram 10,2% na mesma base, para R$ 343,3 milhões. Ao fim de março, a empresa contava com um total de 4,5 milhões de beneficiários, queda de 7% ante o mesmo intervalo do ano passado devido, principalmente, à redução de 46,3% em contratos corporativos.

Os investimentos da Qualicorp recuaram 43,1% em relação aos três primeiros meses de 2016, para R$ 18,1 milhões. A companhia tinha uma dívida líquida total de R$ 216,8 milhões em 31 de março, 50,6% menor do que em dezembro de 2016.

Cyrela (CYRE3, R$ 13,50, +0,07%)
A construtora e incorporadora Cyrela teve lucro líquido consolidado de R$ 34,25 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 61,5% frente ao mesmo intervalo de 2016 devido à redução das vendas e ao nível ainda elevado de distratos.

Conforme material de divulgação do balanço, o lucro líquido atribuído aos controladores no período foi de R$ 4,025 milhões, bem inferior aos R$ 61,271 milhões apurados entre janeiro a março do ano passado. A margem líquida caiu 7 pontos percentuais na mesma base, para 0,6%, e a bruta recuou 3,7 pontos percentuais, para 31,1%.

A Cyrela ainda reportou queda de 14,5% na receita bruta total, para R$ 712 milhões, devido ao menor volume de vendas. Mas a empresa teve geração de caixa operacional positiva de R$ 158 milhões, revertendo o resultado negativo do primeiro trimestre de 2016, quando queimou R$ 13 milhões. Enquanto isso, as despesas gerais e administrativas subiram 4,6% na comparação anual, para R$ 100 milhões, e as comerciais caíram 14,7%, para R$ 87 milhões.

A Cyrela reduziu o endividamento líquido para R$ 1,54 bilhão ao fim de março, de R$ 1,698 bilhão em dezembro de 2016. Com isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre patrimônio líquido caiu de 25,1% para 22,7%.

Em 17 de abril, o grupo havia antecipado dados operacionais do primeiro trimestre, com 4,3% nas vendas contratadas ante igual período de 2016, para R$ 520 milhões. Do total, R$ 199 milhões compreendiam estoques prontos, R$ 209 milhões eram unidades em construção e R$ 112 milhões em lançamentos.

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 15,07, +0,07%)
A MRV, maior construtora de imóveis econômicos do país, teve lucro líquido de R$ 131 milhões no primeiro trimestre deste ano, superando em 2% o desempenho de igual período de 2016, e se prepara para um novo recorde de lançamentos no segundo trimestre.

Segundo o copresidente da MRV, Rafael Menin, o resultado líquido teria sido maior não fosse pelo aumento de 41,5% das despesas financeiras e gastos maiores com marketing. "Vamos reforçar a marca, mesmo que isso comprometa o balanço da companhia no curto prazo", disse o executivo.

De janeiro a março, as despesas gerais e administrativas subiram 7,6% na comparação anual, para R$ 71 milhões, e as comerciais aumentaram 10,1% na mesma base, para R$ 128 milhões. As despesas financeiras cresceram para R$ 27 milhões. A receita operacional líquida somou R$ 1,007 bilhão nos três primeiros meses, alta anual de 2,6%, mas 5% menor frente ao quarto trimestre.

Já a margem bruta subiu para 33,6% ao fim de março, ante 32,9% um ano atrás, devido à redução dos custos com aquisição de terrenos, materiais de construção e mão-de-obra. A MRV apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 160 milhões, estável frente ao quarto trimestre, mas 6 por cento acima do desempenho apurado entre janeiro e março de 2016.

A construtora tinha R$ 2,9 bilhões em caixa ao fim de março, 48,6% mais que em igual período um ano antes. Enquanto isso, o endividamento somou R$ 3,278 bilhões, sendo R$ 1,24 bilhão com financiamento e construção e R$ 2,038 bilhões com dívida corporativa.

Rossi (RSID3, R$ 7,54, 0,0%)
O prejuízo líquido da Rossi Residencial aumentou 15% no primeiro trimestre, para R$ 162,88 milhões. Já a receita líquida cresceu 29%, para R$ 138,62 milhões, enquanto o custo dos imóveis e serviços vendidos avançou 25,9%, para R$ 141 milhões. A margem bruta, por sua vez, ficou negativa em 1,7%, ante o indicador também negativo de 4,6% no primeiro trimestre do ano passado.

Marfrig (MRFG3, R$ 7,71, +1,18%)
As ações da Marfrig sobem apesar do resultado fraco do 1° trimestre. Conforme comenta o BTG Pactual, muito mais importante do que o resultado em si é o comunicado da empresa confirmando que submeteram à SEC o pedido para fazer o IPO (Initial Public Offering) da Keystone. Os analistas lembram que a performance recente do papel (+40% nos últimos 30 dias) é em boa parte explicada por esse rumor, já que destravaria valor importante para a companhia caso o valuation de Keystone venha em linha com os pares globais (em cerca de ~11 vezes a valor da empresa/Ebitda de 2017). 

Em relação ao balanço, os analistas comentam que os números vieram muito fracos, com queima de caixa de R$ 267 milhões e alavancagem saltando para 4,1 vezes o múltiplo dívida líquida/Ebitda. 

A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 233,2 milhões no primeiro trimestre, acima do resultado negativo de R$ 106,2 milhões um ano antes, em meio à queda na sua receita, pressionada por efeito cambial e operação Carne Fraca, que compensaram o bom desempenho da divisão Keystone.

O prejuízo líquido das operações continuadas, que excluem qualquer ganho com vendas de ativos e participações, bem como seus resultados operacionais, foi de 238 milhões de reais no primeiro trimestre, ante perda de 102 milhões de reais em igual período de 2016, segundo dados divulgados pela companhia nesta quinta-feira.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa de alimentos caiu 24,7% na mesma base de comparação, a R$ 333,7 milhões.

A companhia de alimentos informou ainda que sua subsidiária Keystone Foods submeteu à Securities and Exchange Comission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais norte-americano) registro inicial para abertura de capital nos Estados Unidos, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira.

O documento informa que a Keystone planeja usar os recursos provenientes da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) para "financiar crescimento e para usos gerais corporativos". A Marfrig esclarece, ainda, que a conclusão do IPO está sujeita à revisão da SEC e às condições de mercado.

Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 17,62, +1,26%)
A Iochpe Maxion reverteu o lucro de R$ 6,982 milhões do primeiro trimestre do ano passado em prejuízo de R$ 1,25 milhão. "Considerando a exclusão do efeito não recorrente da venda do imóvel da companhia
no ano passado, o resultado líquido teria apresentado uma melhora de 97,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior", informa a empresa.

A receita operacional líquida consolidada alcançou R$ 1,699 bilhão no primeiro trimestre, uma queda de 4,7 na base anual. O resultado no primeiro trimestre foi influenciado positivamente pelo crescimento da produção brasileira de veículos leves e de máquinas agrícolas, e de forma negativa (i) pela redução em reais da receita das vendas internacionais da companhia por conta da variação cambial e (ii) pela forte queda da produção de veículos comerciais no NAFTA. O Ebitda ficou em R$ 185,4 milhões, queda de 21,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. 

Metal Leve (LEVE3, R$ 22,23, +0,82%)
A Metal Leve viu seu lucro líquido ajustado cair 48% na base de comparação anual, passando de R$ 73,9 milhões para R$ 38,4 milhões. A receita líquida de vendas somou R$ 540,5 milhões, queda de 5,6% na base de comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado caiu 24,9%, para R$ 80,7 milhões. 

Brasil Brokers (BBRK3, R$ 1,61, +0,63%)
A Brasil Brokers teve prejuízo líquido de R$ 11,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 11,9% na base de comparação anual, em meio à redução de sua alavancagem. Já a receita recuou 23,5%, indo de R$ 24,6 milhões para R$ 18,8 milhões. As vendas contratadas tiveram baixa de 14%, para R$ 818 milhões. 

CSU Cardsystem (CARD3, R$ 10,60, 0,0%)
O lucro da CSU Cardsystem somou R$ 8,31 milhões, registrando crescimento de 1,9% na base de comparação anual e queda de 24,5% versus o quarto trimestre de 2016.

A receita bruta foi de R$ 131 milhões, com crescimento de 5,9% em relação ao quarto trimestre e redução de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda totalizou R$ 22,4 milhões, queda de 4,9% na base de comparação anual. 

Santander (SANB11, R$ 27,69, +0,14%)
O Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) discutiu nesta quinta-feira a privatização do Banespa, ocorrida há mais de 15 anos. A instância máxima do tribunal manteve uma cobrança fiscal de aproximadamente R$ 2 bilhões lançada contra o Santander, por aproveitamento indevido de ágio na aquisição do extinto banco paulista, segundo informações do portal JOTA.

Apesar da alta cifra, o Santander venceu parte do recurso, que originalmente discutia uma cobrança, em valores não atualizados, de R$ 4 bilhões. No Carf, os conselheiros derrubaram uma multa de 150% aplicada contra o banco, além de entenderem pela decadência de parte do montante total, ou seja, consideraram que a Fazenda Nacional não teria mais direito de cobrar parte do valor.

Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,00, -4,12%)
A varejista Lojas Americanas ampliou significativamente o prejuízo no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, pressionada por efeitos de calendário, com a Páscoa em 2017 ficando para o segundo trimestre (abril), diferentemente de 2016, quando caiu em março.

O prejuízo líquido consolidado da companhia saltou para R$ 132,9 milhões de janeiro a março, ante resultado negativo de R$ 23,9 milhões em igual etapa do ano passado. O Ebitda ajustado somou R$ 449,4 milhões, recuo de 11,8% em relação ao primeiro trimestre de 2016. A margem Ebitda ajustada passou de 12,9% para 12,6%.

"...as vendas relativas ao evento (Páscoa) ficaram concentradas no segundo trimestre, influenciando significativamente as comparações do primeiro trimestre de 2017 em relação aos resultados e saldos de balanço do primeiro trimestre de 2016", disse a empresa no material de divulgação do balanço.

De janeiro a março, a receita líquida consolidada caiu 9,2% ano a ano, para R$ 3,57 bilhões. A receita bruta somou R$ 4,2 bilhões, queda de 10,3%, mas com alta de 1,5 ponto percentual na margem, para 29,2%. Para neutralizar o efeito calendário, a varejista divulgou a variação das principais linhas do resultado no acumulado dos quatro primeiros meses do ano.

No primeiro trimestre de 2017, a despesa financeira líquida consolidada da Lojas Americanas somou R$ 594,4 milhões, alta de 24,3% ante o montante apurado um ano antes, reflexo principalmente da variação da dívida líquida da companhia nos últimos 12 meses.

O endividamento líquido da Lojas Americanas somou R$ 4,9 bilhões no final de março, contra R$ 4,5 bilhões no final de março de 2016. A dívida líquida em relação ao Ebitda ajustado dos últimos 12 messes ficou em 1,8 vez contra 1,7 vez no encerramento do primeiro trimestre do ano passado.

B2W (BTOW3, R$ 13,90, -7,33%)
A B2W registrou um prejuízo líquido de R$ 176,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, ampliando em 33,3% as perdas de R$ 132,6 milhões de igual período de 2016. Já a receita líquida somou R$ 1,6 bilhão no período, queda de 7,6% em um ano. O Ebitda ajustado ficou em R$ 127,2 milhões, recuo de 14,3%.

"O primeiro trimestre do ano reflete a decisão da B2W Digital de acelerar a mudança do seu modelo de negócios, de e-commerce para modelo híbrido de plataforma digital (combinação de vendas diretas, marketplace e serviços), similar ao operado pelos players globais dominantes", justificou a empresa. 

CCR (CCRO3, R$ 18,18, +0,17%)
A administradora de concessões de infraestrutura CCR anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 329 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 32,9% ante mesma etapa de 2016. Excluindo efeitos não recorrentes, como a venda da controladora da Sem Parar, em meados do ano passado, e os novos negócios que não estavam operacionais na mesma etapa do ano passado, somou R$ 338,5 milhões, alta de 46,6%.

Operacionalmente, o resultado foi mais fraco. O tráfego consolidado nas rodovias administradas pela CCR, teve queda de 2,7% ano a ano, refletindo a recessão no país. No entanto, a receita líquida cresceu 3,4% contra o primeiro quarto de 2016, para R$ 1,69 bilhão, refletindo entre outros fatores o reajuste de tarifas de pedágios.

Da mesma forma, o lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 3,9%, para R$ 1,03 bilhão. Além disso, a dívida líquida da companhia como proporção do Ebitda caiu de 3,2 vezes para 1,8 vez, reduzindo o serviço da dívida. A companhia concluiu em fevereiro uma oferta restrita de novas ações, com a qual levantou R$ 4 bilhões.

Ainda no radar da CCR, a companhia informou que a 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou procedente o pedido do governo do Estado do Rio e da Barcas S.A. - Transportes Marítimos para anular o edital e o contrato de concessão da CCR Barcas, que foi firmado em fevereiro de 1998, e faz o transporte de passageiros entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói.

Assim, o próprio Estado assume o serviço após o trânsito em julgado. O Tribunal determinou ainda um prazo de 24 meses para que o governo faça uma nova licitação. A CCR ressalta que a receita líquida da subsidiária representou 1,49% da receita líquida consolidada em 2016, e no primeiro trimestre de 2017, essa participação foi de 1,34%.

Lojas Marisa (AMAR3, R$ 8,14, -1,09%)
A Lojas Marisa registrou lucro líquido de R$ 14,7 milhões no primeiro trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 17,2 milhões um ano antes. O balanço foi beneficiado, principalmente, por fatores não recorrentes, como a reversão de créditos tributários referentes ao PIS e Cofins, além da venda da carteira de recebíveis de produtos de serviços financeiros (PSF).

Já a receita da companhia cresceu 1,1%, passando de R$ 608,5 milhões para R$ 615,4 milhões. As vendas totais do varejo caíram 1%, para R$ 449,5 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2016. No conceito mesmas lojas (unidades que foram abertas há pelo menos um ano), a queda foi de 1,3%.

Direcional (DIRR3, R$ 6,00, -0,83%)
A Direcional registrou um prejuízo líquido de R$ 22,780 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo um lucro líquido de R$ 29,638 milhões reportado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 1,411 milhão no primeiro trimestre, ante um desempenho positivo de R$ 58,394 milhões de igual intervalo de 2016. A margem Ebitda ajustada ficou negativa em 0,7%, frente a uma margem positiva de 14,4% de um ano antes.

Segundo a empresa, o Ebitda foi impactado, principalmente, pela menor diluição de despesas operacionais, que não puderam ser reduzidas em proporção similar à diminuição de receita reconhecida no período, e pela redução da margem bruta – que recuou 7,76 pontos porcentuais, para 16,2%.

De janeiro a março, a receita líquida somou R$ 199,305 milhões, representando uma retração de 50,9% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 4,472 milhões no primeiro trimestre, ante desempenho também positivo de R$ 3,474 milhões do mesmo período de 2016.

EzTec (EZTC3, R$ 21,56, -0,09%)
A EzTec viu seu lucro cair 57%, totalizando R$ 31,57 milhões no primeiro trimestre. Já a receita líquida caiu 36%, somando R$ 96,5 milhões.  O resultado financeiro líquido teve queda de 6%, para R$ 22,56 milhões.

As despesas gerais e administrativas caíram 9%, para R$ 17,88 milhões. Já as despesas comerciais aumentaram 6%, para R$ 16,36 milhões.

Helbor (HBOR3, R$ 2,65, -5,36%)
A Helbor registrou prejuízo líquido de R$ 48,72 milhões no primeiro trimestre, enquanto a receita líquida teve queda de 34,9%, totalizando R$ 189,2 milhões. A margem bruta passou de 15,2% para o patamar negativo de 1,6%.

CPFL Energia (CPFE3, R$ 26,04, +0,19%)
A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 232 milhões no primeiro trimestre de 2017, resultado praticamente estável ante o mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 1,196 bilhão no primeiro trimestre, alta de 15,6% na comparação anual, segundo o comunicado.

Triunfo (TPIS3, R$ 3,60, -0,83%)
A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) viu seu prejuízo subir em mais de quatro vezes na base de comparação anual, totalizando R$ 100,9 milhões. O resultado negativo é reflexo, entre outros fatores, de uma queda de 12,6% na receita bruta, para R$ 473,9 milhões, aponta a empresa. Esta foi impactada pela queda da receita de construção rodoviária e aeroportuária e pela paralisação das obras do 12º aditivo de contrato de concessão da Concer. 

Rossi (RSID3, R$ 7,54, 0,0%)
A Rossi viu seu prejuízo subir em 15% e atingir R$ 162,88 milhões. A receita líquida subiu 29% e totalizou R$ 138,62 milhões. A margem bruta ficou negativa em 1,7%, ante o indicador também negativo de 4,6% no primeiro trimestre do ano passado. 

A Rossi não lançou produtos no trimestre, enquanto as vendas líquidas cresceram 277,4%, para R$ 105,3 milhões. Os distratos da empresa tiveram queda de 25%, para R$ 124,3 milhões.

Unipar (UNIP6, R$ 8,47, +0,83%)
A Unipar Carbocloro - small cap que disparou mais de 9% essa semana ajudada por uma "errata" de R$ 180 milhões (veja aqui) - vai divulgar seu balanço do 1° trimestre na próxima segunda-feira (15). 

Sobre a movimentação atípica dessa semana, que veio junto com um volume financeiro muito acima da média (quase o triplo), pode ter sido impulsionada pela republicação na noite da última sexta-feira dos resultados do 4° trimestre de 2016 e do acumulado do ano, que haviam sido reportados anteriormente em 28 de março. A diferença principal entre um balanço e outro? Um lucro líquido trimestral 506% maior na representação dos resultados em comparação ao número apresentado ao final de março. Antes, o lucro líquido da Unipar no 4° trimestre havia sido de R$ 35,5 milhões; agora, o número saltou para R$ 215 milhões (veja aqui a matéria completa).

Sabesp  (SBSP3, R$ 30,34, +1,30%)
A Sabesp obteve da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) mais prazo para a complementação e envio de informações para a etapa inicial do processo de revisão tarifária preliminar, conforme solicitado pela companhia. A Sabesp informa ainda que divulgará até o dia 19 de maio o novo cronograma da etapa inicial da 2ª Revisão Tarifária Ordinária.

A companhia argumentou que o pedido de postergação é para que a revisão considere um relatório técnico dela mesma sobre glosa em tubulações praticada no primeiro ciclo, para incorporá-la na base de cálculo preliminar, além de prestar esclarecimentos adicionais ao Plano de Negócios solicitados pela Arsesp.

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 40,13, +0,96%)
O Itaú Unibanco adquiriu uma fatia minoritária de 49,9 por cento na XP Investimentos por 6,3 bilhões de reais, informou o banco em comunicado na noite de quinta-feira.

O acordo celebrado entre as partes prevê pagamento de 5,7 bilhões de reais aos acionistas da General Atlantic LLC e do fundo Dyna III por suas ações na corretora. Adicionalmente, o Itaú Unibanco fará aporte de 600 milhões de reais na XP.

O documento informa, ainda, que o banco poderá adquirir fatias adicionais de 12,5 por cento cada em 2020 e 2022, elevando sua participação na corretora para 74,9 por cento.

Arezzo (ARZZ3, R$ 35,31, -0,54%) 
A Arezzo teve a recomendação reduzida pelo Santander de compra para neutra, com preço-alvo de R$ 37,00. De acordo com os analistas, apesar da companhia ter sido capaz de reativar as vendas nos últimos dois trimestres, o que deve continuar à frente, não há mais tanto potencial de alta para os papéis de forma a justificar a recomendação de compra. 

Light (LIGT3, R$ 22,94, +1,10%)
A Light teve a recomendação elevada de neutra para compra pelo UBS, com preço-alvo elevado de R$ 23 para R$ 27. 

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