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Petrobras sobe 4% e fecha na máxima do dia; Santander salta 5% e Magazine Luiza dispara até 20% após balanço

Confira os principais destaques de ações da bolsa nesta sexta-feira

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Em dia de recuperação das fortes quedas recentes, o Ibovespa se descolou de Wall Street e subiu 1,31% nesta sexta-feira (5), voltando aos 65.710 pontos, puxado principalmente pelas ações da Petrobras, Vale e bancos. Em meio ao bom humor do mercado, apenas 13 das 58 ações do índice fecharam no negativo.

Destaque para as ações da Petrobras, que fecharam na máxima do dia: enquanto as ONs subiram 5,33%, liderando os ganhos do Ibovespa, os papéis PNs saltaram 4,49%. O movimento foi sustentado pela recuperação dos preços do petróleo no mercado externo, que depois de caírem mais de 3% nesta sessão, fecharam em alta de 1,5%. As demais empresas de commodities também fecharam hoje: Vale e as siderúrgicas subiram até 4%, com investidores avaliando a queda recente do minério de ferro como "exagerada".

Entre o "top 5" das altas do Ibovespa hoje, chamou atenção também as units do Santander, que encerraram em valorização de 5,07%, liderando os ganhos do setor financeiro. Vale menção que nos últimos dois pregões foram elas as que mais sentiram a queda do mercado: enquanto esses papéis caíram  6,3% nesse período, os papéis do Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco recuaram 4,8%, 4,4% e 1,5%, respectivamente

Fora do índice, o principal destaque ficou com as ações da Magazine Luiza, que dispararam até 20% após o balanço do 1° trimestre ter surpreendido até as projeções mais otimistas do mercado. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da bolsa nesta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 14,81, +5,33%; PETR4, R$ 14,21, +4,49%)
A Petrobras fechou como a maior alta do Ibovespa, seguindo a recuperação dos preços do petróleo. No exterior, os contratos de petróleo do WTI fecharam em alta de 1,5%, a US$ 46,22 o barril. No intraday desta sexta-feira, contudo, a commodity chegou a desabar mais de 3%, voltando aos US$ 44,00 o barril, no patamar mais baixo desde novembro de 2015, após cair mais de 4% na quinta-feira. Na semana, a commodity acumulou perdas de 6,3%. Contribuiu para esse movimento a forte queda vista no minério de ferro, que contaminou outras commodities essa semana. 

No radar da companhia, ela informou que na próxima quinta-feira (11), após o fechamento do mercado, divulgará seu resultado referente ao primeiro trimestre de 2017. Além disso, a companhia comunicou que realizará uma teleconferência, com transmissão em português e tradução simultânea para inglês, no dia 12 de maio às 11h (horário de Brasília)

Vale (VALE3, R$ 26,19, +3,31%; VALE5, R$ 25,06, +2,54%)
A Vale também teve dia de forte alta, apesar da queda do minério de ferro. A commodity negociada em Qingdao teve baixa superior a 5%. Já na bolsa de Dailian, os contratos futuros do minério mostram recuperação e subiram 2,78%, a 481 iuanes, após queda superior a 6% mais cedo. Para analistas, a queda recente do minério pode ter sido "exagerada" (veja mais aqui).

Vale menção que o forte movimento positivo se estendeu hoje para as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 18,73, +2,63%) - holding que detém participação na Vale - e algumas siderúrgicas, com CSN (CSNA3, R$ 7,40, +4,52%), Usiminas (USIM5, R$ 4,18, +3,98%). Já Gerdau (GGBR4, R$ 9,32, -0,32%) e a Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,24, +0,47%) fecharam entre leves perdas e ganhos. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 259,00, +14,10%)
As ações da  Magazine Luiza  disparam neste pregão após balanço do 1° trimestre. Na máxima do dia, os papéis atingiram valorização de 20,26%, a R$ 273,00. O volume financeiro movimentado com o papel é de R$ 69,85 milhões, contra média diária de R$ 20,3 milhões nos últimos 21 pregões. 

A companhia viu seu lucro líquido disparar 1.014%, passando de R$ 5,3 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 58,6 milhões no início deste ano. Já no resultado ajustado, o lucro da companhia saltou de R$ 17,8 milhões para R$ 58,6 milhões, alta de 229% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da varejista, por sua vez, subiu de R$ 2,26 bilhões para R$ 2,81 bilhões, um ganho de 24% em um ano. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado avançou 42,2%, pulando de R$ 163,1 milhões para R$ 231,9 milhões.

"Vínhamos discutindo há algum tempo que o ‘momentum’ no Magazine Luiza continua forte e vai continuar a conduzir o preço da ação, apesar do rali de 115% neste ano; resultados sublinham e reforçam este ponto de vista", afirmou o Bradesco BBI, que elevou o preço-alvo da ação de R$ 205 para R$ 290, com recomendação outperform.

O Brasil Plural, por sua vez, elevou a recomendação para overweight com preço-alvo de R$ 260,00. Já o Itaú BBA apontou esperar reação positiva a "outro trimestre impressionante que esmagou tanto as nossas estimativas quanto as de consenso, de receita ao lucro".

Confira a análise completa do balanço da companhia clicando aqui

SulAmérica (SULA11, R$ 17,54, +2,87%)
A SulAmérica registrou lucro líquido após participação de não controladores de R$ 128,6 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 21,4% na comparação anual. No comparativo com os três meses anteriores, o resultado encolheu 59,1%, como reflexo de questões sazonais.

A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 4,261 bilhões de janeiro a março, montante 9,7% maior em um ano. No trimestre, foi identificada leve redução de 1,2%. Se considerados apenas os prêmios de seguros, a seguradora totalizou R$ 3,259 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 11,5% em um ano e de 3,3% na comparação com os três meses anteriores.

Apesar do lucro melhor que o esperado ter sido “principalmente devido aos robustos resultados financeiros, vemos como impressionante que a SULA continua se esquivando das tendências negativas do resto do mercado de saúde (ela realmente ganhou terreno tanto na base de clientes quando na rentabilidade)”, afirmou o Bradesco BBI.

Para o Credit Suisse, a companhia teve um forte resultado, com destaque para o menor "medical loss ratio" desde o segundo trimestre de 2011, mesmo com as condições macroeconômicas ruins. "Isso foi resultado de diversas melhoras na gestão de sinistros, promoções saudáveis e ajustes de preços", afirma. Do lado negativo, segue a pior dos dados de seguro automotivo.

Bancos 
Depois de forte queda nos últimos dois pregões, as ações dos bancos tiveram dia de recuperação nesta sexta-feira, com Santander (SANB11, R$ 27,80, +5,07%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 38,70, +1,57%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,11, +2,32%). A exceção foi o Bradesco (BBDC4, R$ 30,73, +0,13%), que mostrava uma alta mais amena, dado que foi o banco menos impactado nos últimos dias (queda de 1,5% entre o fechamento de terça e quinta-feira). Para se ter uma ideia, o Santander - maior alta do Ibovespa hoje - caiu 6,3% no mesmo período, enquanto Itaú e BB recuaram 4,8% e 4,4%, respectivamente. 

A Itaúsa (ITSA4, R$ 10,02, +2,77%), holding do Itaú, também tiveram alta hoje. O movimento acompanhou o balanço do primeiro trimestre. A empresa encerrou o período com lucro líquido consolidado de R$ 1,916 bilhão, queda de 1,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. A holding tem seu resultado composto basicamente pelo resultado de equivalência patrimonial, apurado pelo desempenho de suas controladas Itaú Unibanco, Duratex, Elekeiroz, Itautec e outras áreas. O resultado de equivalência patrimonial recorrente somou R$ 2,214 bilhões, avanço de 5,6% na mesma base comparativa.

Ser Educacional (SEER3, R$ 24,00, -0,08%)
A Ser Educacional teve lucro líquido de R$ 80,225 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 0,8% na comparação anual, para R$ 112,16 milhões.

Ambev (ABEV3, R$ 18,90, -0,68%)
Após ficar entre as poucas ações que subiram na véspera no Ibovespa, a Ambev caiu nesta sexta, apesar de ter sua recomendação elevada para outperform pelo BB Investimentos diante das perspectivas positivas à frente. O preço-alvo da corretora para 2017 ficou em R$ 21,00.

Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 62,00, +3,11%)
A Transmissão Paulista informou que adquiriu a totalidade da participação acionária que a Isolux possui na Interligação Elétrica Norte e Nordeste (IENNE). A empresa também acertou a aquisição da participação da Cymi na Ienne. O valor total da operação é de R$ 96,750 milhões, podendo ser ajustado por ocasião do fechamento da operação.

Segundo a empresa, a conclusão da operação e a efetiva aquisição estarão sujeitas a determinadas condições aplicáveis ao respectivo contrato de compra e venda, como a aprovação prévia da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a transferência das ações e a anuência de determinados terceiros. A aquisição também será submetida a análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

 

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